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CASO “DAVID MADRIGAL” – NÃO DEVEMOS ESPERAR APENAS PELA DIRETORIA

23 novembro 2013 Coluna do Nobre, Destaque 444 views sem ComentáriosPrint This Post Print This Post Enviar post por Email Enviar post por Email

DINHEIROS DIFERENTES - A impressão que tenho é a de que tem gente que avalia, equivocadamente, que o mundo inteiro é povoado por idiotas ou iletrados, por outra, por simpatizantes de infratores da lei. Isso acontece com quem pretende provar que tanto faz o dinheiro de uma “mala preta”, embora esta possa vir a ser de qualquer cor, pois no caso a referida tonalidade é sinônimo de conduta fraudulenta  é o mesmo da “mala branca” em razão de não existirem distinção entre as cédulas de uma mala e de outra. Quanta asneira.

 

O DINHEIRO DO SUOR DO ROSTO É LÍCITO E DE ATIVIDADES ILEGAIS É ILÍCITO  -Ora,  o formato da moeda que vem do suor do nosso rosto, é o mesmo do que vem das atividades ilícitas, como tráfico e contrabando, ninguém questionas isso, o que se questiona nos dois casos é a ilicitude, ou a ilegalidade,  vez que o numerário advindo do suor do rosto tem origem no trabalho lícito e dignificante, enquanto o dinheiro que vem de atividades ilegais é ilícito e geralmente banhado do sangue de vítimas inocentes, que perderam as vidas prematuramente, ou pelos efeitos do vício das drogas; por problemas com traficantes ou em razão da guerra entre as diversas quadrilhas  em disputas territoriais.

 

UMA MALA É INCENTIVO,    OUTRA É  SUBORNO -Voltando para o futebol podemos fazer uma ilação entre esses dois casos. A mala branca é utilizada como incentivo para que alguém vença e,  embora se questione a sua ética não atenta contra a concorrência leal e contra os bons costumes.  A mala preta, pelo contrário,  é um incentivo para que alguém perca, atentando contra os direitos de alguém que, por esse subterfúgio ilegal ver os seus direitos de concorrência igualitária burlados e usurpados numa prova inconteste que essa conduta foge do campo da ética para se tornar um ilícita. Atenta claramente contra a honra do corrompido e contra os direitos da vítima da corrupção,   o clube que tem os seus direitos de igualdade para competir burlados por um ato ilegal, abominável e condenável, ou seja, uma classificação que poderia ser decida dentro de campo é acertada nos porões fétidos da corrupção, do suborno e da depravação.

 

JUSTIFICAR O INJUSTIFICÁVEL -Querer provar que “a mala preta é legal” e ainda usar quase uma lauda sobre isso, se não for uma insanidade é, no mínimo uma infantilidade, ou mesmo um desvio de conduta de quem acha que “os fins justificam os meios”, síntese do pensamento de Maquiavel, que defendia que os valores morais não deveriam interferir na caminhada rumo ao poder, rumo às conquistas. Defender esse tipo de conduta é o mesmo que buscar justificativas para inocentar um bandido sanguinário,  que assalta e mata  à mão armada, pondo a culpa na sociedade, em decorrência de o mesmo ser pobre e iletrado, como se todos os iletrados e pobres tivessem que ser bandidos.  Sei não… 

 

FALTA DE CUMPRIMEMTO DE UMA DETERMINAÇLÃO JUDICIAL? - Há onze anos o Fortaleza ingressou com uma ação contestando o título de 2002 conquistado irregularmente pelo nosso rival, pelo fato de ter escalado um jogador irregularmente, o David Madrigal. Precisamos tirar isso a limpo, pois já se passou mais de uma década e, pelo que se noticia, o Fortaleza teria tido ganho de causa em todas as instâncias da Justiça faltando apenas ser proclamado campeão pela Federação que, para não “contrariar” o nosso rival teria colocado uma pedra em cima da determinação judicial, lembrando que a época do possível desfecho o presidente da Federação era o Mário Degésio,  que declarou através da imprensa “ser o inimigo público número um do Fortaleza”, tanto é que não teria cumprido essa resolução e ainda numa reunião de auditores,  reconhecidamente torcedores do nosso rival, o citado clube foi agraciado com um penta campeonato que não tem amparo legal.

 

AFRONTA AO FORTALEZA -Que o Fortaleza não fosse proclamado campeão na gestão citada, pelos motivos que elencamos se justifica, mas não há qualquer atenuante para a gestão atual que, pelo menos até aqui, ainda não se declarou oficialmente inimiga do Fortaleza, embora venha agindo como tal, cujo exemplo é a autorização da comercialização da propaganda do Presidente Vargas, ou fechamento de uma parceria com um diretor do Time de Porangabussu, que nos tripudiou publicamente, as imagens das redes sociais são irrefutáveis, quando do nosso empate com o Sampaio   Corrêa. Afora isso tem a questão ética, posto termos certeza que o nosso rival, em sendo contrária a situação,  estaria protestando e ameaçando romper com a Federação que, diante dessa ameaça estratégica recuaria de imediato desse propósito inconsequente e dessa afronta, no caso ao Fortaleza.

 

OUVIDO DE MERCADOR -Quando estranhamos o comportamento da Federação com relação ao processo do David Madrigal não estamos elaborando um texto que não condiga com a verdade, ou querendo jogar a torcida contra aquela instituição, nada disso. Reportando-nos a uma situação de “descaso” real e palpável, tendo em vista que, via Ouvidoria,  fizemos indagações à mesma acerca do andamento do aludido processo, mas não obtivemos resposta, preferindo o citado órgão continuar em silêncio, como se não tivesse o menor apreço pela Nação Tricolor.  A verdade é que a Federação vem “fazendo ouvido de mercador” com relação ao caso David Madrigal e todos sabemos que “o mercador, especialmente o popular,  jamais dá ouvidos a uma oferta que não lhe interesse”. Por que nos responderia se o caso, consoante a voz corrente, estaria engavetado? Seria como confessar publicamente o seu desrespeito flagrante a uma ordem judicial que, em sendo provado, poderia lhe trazer enormes contratempos e sanções.

NÃO PODEMOS ESPERAR APENAS PELA DIRETORIA -Nesse caso tenho que conversar abertamente com a torcida tricolor a partir de um exemplo, que é o de sempre esperarmos pela ação do poder publico, mas sem nada fazer para provocá-la. Temos um buraco na rua, esbravejamos, mas quantos protestam e procuram o órgão público competente buscando uma solução? No caso do Fortaleza temos esperado esses anos todos pelos nossos diretores, especialmente pelos jurídicos e o caso está no banho-maria. O Dr. Jorge Mota nos respondeu afirmando que, doravante, acompanhará o caso e nos informará a respeito, assim como no caso do “buraco da rua” não podemos esperar apenas por ele, pois não sabemos quando virar essa resposta, pois no que pese estarmos falando de um ícone tricolor, não devemos esquecer que se trata de um homem muito ocupado. Assim proponho que nos unamos e que criemos uma comissão de tricolores formada, inclusive por advogados,  para descobrirmos tudo que cerca o caso, além de um pretenso recurso do Fortaleza com relação ao “penta fajuto”. Já dizia Geraldo Vandré que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

 

TOQUE DE LETRA -  Precisamos tirar a limpo a história dessas duas pendências judiciais para não corrermos o risco de esbravejarmos contra tudo e contra todos de forma vã. Imaginem os senhores se por uma dessas fatalidades, digo da parte da torcida, os nossos departamentos jurídicos não tiverem entrado com os recursos, tendo em vista que na primeira instância o mérito, no caso do David, nem se quer foi julgado, por interveniência de advogados do nosso rival?  Claro que acreditamos na capacidade dos setores jurídicos do clube, mas se por uma dessas negligências inexplicáveis tivermos perdido os prazos? Acredito que não tenha acontecido, mas pelo sim e pelo não, até para não acusarmos pessoas inocentes,  nós torcedores, paralelamente às démarches da diretoria,  temos que nos inteirar do andamento dessas duas pendências, pois não podermos ficar à vida inteira vivendo de falsas ilusões.

PENSAMENTO -Todo o homem é culpado do bem que não fez. (Voltaire).

 

 

 

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