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O FORTALEZA EM PARCERIA PERFEITA COM A SUA TORCIDA É BICAMPEÃO

 FOTO: JORNAL O POVO

 

O Fortaleza tem realmente uma torcida maravilhosa posto que, ontem numa partida de uma torcida só,  protagonizou uma grande festa nas arquibancadas, abrilhantada pela participação de 54.124 pagantes e mais 1.000 não pagantes, totalizando 55.124 expectadores. Deste número apenas cerca de 70 torcedores, no local destinado à torcida do Uniclinic, eram vistos nas arquibancadas, donde se deduz que a presença de torcedores do Fortaleza ocorreu em torno de 55.054 tricolores,  que é mais um motivo para parabenizarmos à Nação Tricolor pela grande festa.

 

Esses dados relativos ao comparecimento da Nação Tricolor às arquibancadas não deve causar nenhum espanto ou admiração, visto que a mesma já promoveu situações semelhantes em diversas partidas contra times de pequena torcida, ou sem nenhum torcedor, casos do Icasa, Oeste, Macaé, Sampaio Corrêa e agora Uniclinic, até porque o time da lagoa Redonda apresenta uma média de público,  excluindo-se os confronto com os grandes,  de apenas 71 pagantes. A presença de ontem dos seus torcedores estava, portanto, compatível com a sua média.

 

Quanto ao jogo confesso que não gostei da proposta do time no primeiro tempo, em que ficou o tempo todo atrás da linha da bola, esperando o Uniclinic, ao invés de propor o jogo, como era de se esperar com relação a um time grande e que se encontrava respaldo por mais de 55.000 torcedores.

 

Essa torcida mostrou a sua força para o Brasil todo, vez que proporcionou na tarde de ontem o maior público do país,  com 55.125 expectadores. A partida que mais se aproximou em público foi Atlético Mineiro 1 x 1  América Mineiro que teve a presença de 47.928 torcedores. O terceiro lugar ficou com Internacional 3 x 0 Juventude com 37.179. Ressalte-se que em todos esses jogos tínhamos clássicos, enquanto o Fortaleza era de torcida única. Parabéns Nação Tricolor.

 

O Marquinhos não arredou um milímetro da sua estratégia de jogo, posta em pratica contra o Flamengo, uma equipe de maior capacidade técnica, que mereceria toda a atenção do mundo, modelo que no meu modesto ponto de vista,  não deveria ser empregado contra o Uniclinic, que é um time mais modesto e que praticamente não ameaçou o Tricolor. Como resultado dessa estratégia tivemos o placar mudo no primeiro tempo.

 

Ao fazer essa observação não estou em absoluto criticando o Marquinhos, até porque essa partida pode ter servido de laboratório para o segundo confronto contra o Flamengo, que exigirá um Fortaleza mais cauteloso, mas sem abdicar da busca do gol. No segundo tempo o Marquinhos, ao tirar o Dudu Cearense, que fez uma partida abaixo do que pode render e ao colocar o Juninho, pôs o time mais à frente, que passou a dominar o Uniclinic, trazendo-nos a impressão de que o gol sairia em uma questão de minutos.

 

Ressalte-se que o Fortaleza ficou mais solto, tendo em vista que o Marquinhos reforçou o meio de campo, ao fazer entrar o Daniel Sobralense no lugar do William Simões que, a exemplo do Dudu não fez uma boa partida e do Corrêa no lugar do Pio, que tem um toque mais refinado e não pode ser reserva no Fortaleza, não pelo nome, mas pelo futebol praticado.

 

O time cresceu de produção e com ele o Jean Mota, que passou a aturar pela direita e a levar mais perigo para o gol adversário. E foi numa jogada dessas que o Jean fez uma tabela com o Felipe e cruzou na área para o cabeceio do Anselmo, injustiçado pelo péssimo árbitro Cleuton Lima, que deu o gol para o zagueiro do Uniclinic.  O Fortaleza viria a ter ainda um segundo gol mal anulado, cuja anulação nos deixou estarrecidos.

 

Aproveito para me reportar a esse péssimo árbitro que durante o tempo todo prejudicou o Fortaleza, uma vez que não marcava as faltas praticadas em demasia pelos jogadores do Uniclinic, especialmente quando essas eram feitas por trás. Numa demonstração flagrante de falta de critério, ou de lisura com relação ao Tricolor, acentuamos que o primeiro cartão foi mostrado para um atleta do Fortaleza, que fez uma falta por trás, nada a contestar, mas não apresentou quase nenhum cartão para os jogadores do Uniclinic nas mesmas condições..

 

Ressalte-se que os jogadores do Uniclinic se revezaram em bater no Everton por trás,  especialmente o Enercino, muito maldoso e violento, diante do Cleuton Lima que, conivente com a violência, fazia de conta que não via e quando se dispunha a marcar uma falta, deixava de apresentar o cartão. Nota zero para esse árbitro, que sempre apronta quando apita jogos do Fortaleza e que é um retrato falado da maioria dos árbitros coordenados pelo Milton Otaviano que, seguramente tem ojeriza pelo Fortaleza, acho até que é um inimigo do Tricolor.

 

No cômputo geral agracio o péssimo Cleuton Lima com uma nota zero por ter cometido dois erros cruciais, que influíram diretamente no resultado da partida. Numa jogada pela direita, dentro área,  o Jean Mota foi aterrado à primeira vez, levantou-se e foi aterrado na segunda, nas barbas do Cleuton Lima que  não marcou a penalidade porque não quis.

 

Anulou ainda um gol legítimo, em parceria com o Arnaldo Rodrigues, em que o Everton tinha condições e no que pese o desejo do comentarista da TV Verdes Mares de inocentar o árbitro, argumentando que no lance anterior o Anselmo estava impedido, essa tentativa e essa argumentação não se sustenta, pois a própria imagem por ele evocada mostra que o Anselmo se encontrava na mesma linha do defensor do Uniclinic.

 

A verdade é que a arbitragem garfou o Fortaleza, sob o beneplácito da imprensa marrom que, em momento algum falou na penalidade não assinalada. Fosse contra o Ceará e essa mesma imprensa estaria pedindo punição para o árbitro, exigindo que o mesmo fosse colocado na “geladeira” pelo resto da vida.

 

Nessa partida, a exceção do Simões e do Dudu Cearense, que no meu ponto de vista não estiveram ao nível dos demais atletas,  eu destacaria na defesa o Lima, com uma atuação quase impecável e no meio de campo o Juliano. No ataque o Anselmo merece o nosso destaque, vez que, sozinho contra a defesa adversária, por todo o primeiro tempo e parte do segundo,  soube prender a bola e ao contrário do que ocorria em outras partidas, praticamente não errou passes.

 

Nas laterais apenas o Felipe merece ser destacado, vez que pela esquerda o Simões não correspondeu, tanto é que durante toda a partida as principais jogadas do Fortaleza se desenrolaram pela direita. No meio ainda temos que ressaltar a atuação regular do Everton, sempre com muito espírito de luta e do Jean Mota que, no segundo tempo voltou a praticar um bom futebol. Acredito que o Jean, atuando mais avançado rende mais.

 

O Everton mostrou a sua versatilidade ao ser deslocado para a ala em substituição ao Simões, que deixou patente que não tem a menor vocação para chegar perto da área adversária, vez que recebeu dois lançamentos sem ninguém pela frente e em nenhum deles procurou o caminho do gol. Fosse o Wanderson ou o Thalysson e o Uniclinic, inexoravelmente teria sofrido dois gols nesses dois lances.

 

EFEMÉRIDES -  09 de maio de 2002 – Fortaleza 5 x 3 Maranguape (Campeonato Cearense).

 

Por hoje c’est fini.

 

Advíncula Nobre

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.