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NA SÉRIE C O PLANEJAMENTO TEM QUE SER FEITO A CADA RODADA

26 May 2016

 

Todos sabem do zelo que temos para com o Fortaleza, principalmente do cuidado que temos ao exarar as críticas que pretendemos sejam construtivas. O analista ao examinar uma questão corre o risco de errar, assim como pode ter a ventura de acertar que são vetores dessa duidade que move a vida. A vida se sustenta nos pilares de um dicotomia saudável que nos leva a escolher entre dois caminhos aquele que julgamos correto. Podemos errar? Podemos.

 

Assim para nós depois do caso passado é muito fácil encontrar os motivos que levaram o Fortaleza a ceder esse empate ao River, que a bem da verdade está atravessado na nossa garganta, razão por que devemos nos esforçar para escolher a causa correta, ou as causas de tropeço tricolor, que bem pode ocorrer em casa, mas que nos deixa de certa forma frustrados e estonteados.

 

Primeiro a tendência natural passa por justificarmos pelo caminho mais curto e menos propenso a erros, que é o do desgaste a que o time está sendo submetido, o que é verdade, pois o Fortaleza se insere entre os clubes que mais atuaram no ano em curso, o que também é verdade.

 

Em segundo lugar concluímos que algumas peças renderam abaixo da crítica e nem vou citá-las para não cometer injustiça, o que não pode ser obscurecido, principalmente no meio de campo em que o time parecia muito pesado e cansado, como se tivesse sobre os ombros um peso de várias toneladas e nesse caso a conotação psicológica não pode ser descartada.

 

Passaríamos o tempo todo procurando motivos e justificativas para explicar o insucesso,  como por exemplo a falha conjunta da defesa, que pulou sem muita convicção, não alcançando a bola, complementada pelo Berna, que optou por fazer golpe de vista no momento errado. Tivesse tido mais atenção e teria feito a defesa, vez que a bola, no nosso ponto de vista, era defensável.

 

Juntando-se a todos esses fatores temos um outro, não de somenos importância, que passa pela jornada a que o time foi submetido e que em função delas desenvolveu mecanismos fortes de defesas, dos quais não soube abdicar na partida contra o River: O sistema forte e bem sucedido de jogar se defendendo.

 

Esse sistema desenvolvido é compreensível porque desde que chegou o Marquinhos sou pegou pedreiras. Guarany de Sobral, fora de casa, em que tinha que vencer para não ficar de fora da decisão do campeonato. River, fora de casa, em que teria que buscar a vitória e ainda depender de outros resultados para passar á frente na Copa do Nordeste. Jogos decisivos na Copa do Nordeste. Jogos finais do campeonato e por fim o Flamengo. Era natural que diante dessa pressão o time criasse ao seu redor uma espécie de casca protetora, ou um campo magnético de defesa ao seu redor.

 

Veio o jogo com o River e o Tricolor, esquecendo que jogava em casa, esqueceu de sair do casulo para criar um sistema de jogo mais agressivo, em que ele fosse o senhor das ações, ou como dizem os comentaristas, não se preocupou em apresentar uma proposta de jogo, haja vista que o modelo tático utilizado vinha sendo eficiente e eficaz.

 

Temos que ver também que o Marquinhos ainda está formatando esse time e que, por essa razão não poderia obrar milagres. Esse empate, sob esse aspecto foi bom, isto porque deixa claro para o treinador que outras variáveis devem ser treinadas e postas em prática e talvez nesse pequeno espaço de tempo não dê para fazer isso. Há tempo no entanto para pelo menos fechar a porteira por onde o gado do River tentou passar.

 

Como vemos, dentro de uma visão holística, como gosta de dizer o Araújo, podemos concluir  divagando por essa tese dicotômica, que o empate pode resultar no grande “bem tático”, ou num grande benefício para o Tricolor, especialmente porque, como time grande dessa Série C, na maioria das partidas,  terá que propor o jogo, ou seja, tomar a iniciativa das jogadas, exercendo o domínio das ações. Essa é a lição que esperamos tenha sido tirada.

 

De acordo com o histórico da Série C uma equipe para se classificar  no G-4, garantindo a  quarta posição, terá que somar 33 pontos, que será alcançados mediante a obtenção de  9 vitórias em casa e 2 fora de casa.

 

Após o término da primeira rodada, para chegar a esse número o Tricolor terá que conquistar 8 vitórias em casa e três fora dos seus domínios. Em casa somaria 24 pontos e fora de casa 9. É evidente que são apenas conjecturas e que esse número tanto pode cair, em decorrência de um possível equilíbrio no grupo, como pode subir, na eventualidade de algumas equipes dispararem na frente.

 

Alguém pode dizer que estamos sendo precipitados ao fazermos esses cálculos no momento em que foi disputada apenas uma rodada, o que não é verdade, vez que nesse tipo de campeonato o planejamento tem que ser revisto a cada jogo, pois quem deixar para resolvera a sua vida  apenas nas rodadas finais, indubitavelmente,  ficará no meio do caminho e isso não queremos para o Fortaleza.

 

No ano passado e esses dados no geral espelham as campanhas tricolores,  o Fortaleza em casa, dos 27 pontos possíveis,  conquistou 23, apresentando um percentual de eficiência de 85%. Fora de casa, dos 27 pontos possíveis,  amealhou 13, que correspondem a um desempenho de 48%.

 

Em casa conquistou 7 vitórias e 2 empates e fora de casa somou 3 vitorias e 3 empates. Ver-se, portanto, que faltam oito jogos em casa, dos quais o time tem que ganhar sete. Fora de casa faltam 9 jogos dos quais o Tricolor terá que vencer, pelo menos 3. Tem dois jogos fora e se o time voltar a se equilibrar e a praticar o futebol que vinha praticando até os jogos contra o Flamengo, em vencendo esses dois jogos, terá que triunfar em apenas mais um. Estamos confiantes.

 

Efemérides – Em 26 de maio de 1940, pelo Campeonato Cearense,  Fortaleza 3 x 2 Ceará.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.