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NÃO FOI UMA VITÓRIA BRILHANTE, MAS FOI UMA VITÓRIA IMPORTANTE

 

Pela décima segunda rodada do Grupo A ABC 1 x 1 Botafogo fizeram um jogo cujo resultado esteve dentre do esperado, tendo em vista que as possibilidades de vitória do time norte-rio-grandense eram de 36% contra 34% do Botafogo (PB), de modo que o empate, que contava com 28% de chances de vir a ocorrer, seria o resultado mais lógico. Independentemente dos prognósticos eu havia cravado o empate, por ser um resultado que mais traduziria o equilíbrio existente entre os dois clubes e na competição como um todo. O placar foi ótimo para o Fortaleza.

 

Salgueiro 0 x 1 ASA, de certa forma foi um placar surpreendente, haja vista que os  especialistas  conjecturavam que ocorreria uma vitória tranquila e sem sobressaltos do time da casa. Não foi o que ocorreu. O time alagoano, que já havia vencido o Remo por 1 x 0 na segunda rodada e o América por 2 x 1 na quinta, mais uma vez, admiravelmente, conquistou a sua terceira vitória. Ressalte-se que o time alagoano ainda não conquistou nenhum empate como visitante, somente vitórias, ou derrotas. Com 3 vitórias é o time do grupo com melhor campanha fora de casa.

 

Confiança 1 x 1 Cuiabá, resultado dentro da mais absoluta normalidade, tendo em vista que os dois clubes brigam no andar de baixo, mas o time sergipano apresenta uma campanha melhor. O Confiança, mercê desse empate respira um pouquinho mais aliviado, vez que chegou a 12 pontos e colocou dois sobre o seu adversário, que tem 10. Essa briga entre Confiança, Cuiabá e River promete ser das mais renhidas e equilibradas.

 

Fortaleza e América fizeram o último jogo da rodada e da noite e foi uma partida muito truncada em razão do forte marcação apresentada pelo América, que optou por se trancar na defesa e sair nos contra-ataques, puxados pelo velocíssimo Thiago Potiguar. Foi um jogo de poucas oportunidades, tanto é que, além do gol, o Fortaleza a rigor só teve uma chance real de gol quando o Anselmo, praticamente debaixo das traves chutou por cima. O América praticamente não criou nada.

 

Foi um o que se notabilizou pelas falhas dos goleiros. No gol do Fortaleza o goleiro Camilo rebateu muito mal uma bola atrasada, sobrando na entrada da área para o Daniel Sobralense, que chutou de primeiro, da bate pronto, pegando o goleiro americano no contrapé, um belo gol. Uma verdadeira lambança que explica a preocupação do América com relação a goleiros. No caso do Fortaleza avalio que deveria ter também outro goleiro também mais experiente.

 

No gol de empate, o Erivelton, que já havia mostrado insegurança num lance, quando por pouco não espalmou uma bola para dentro do gol tricolor, cometeu dois erros: Primeiro soltou uma bola defensável e em segundo lugar rebateu-a para o centro da área, onde exatamente se encontravam dois atacantes adversários. Não apenas por esse jogo, mas por outras partidas  avalio que o Fortaleza deveria ter também outro goleiro com mais experiência. Não é uma prioridade, mas é uma necessidade.

 

No gol de desempate o Pio cobrou com certa força, mas não com a velocidade e a potência que lhes são características e abola foi queimando a grama e entrou no canto esquerdo do goleiro, que foi na bola atrasado. Não fora esse erro e pelas características do jogo, mesmo o Fortaleza pressionando muito, tenderia a ser empate. .

 

Gostei no primeiro tempo da boa movimentação do setor de arquitetura do time, o meio-campo, que também costumo chamar de setor de engenharia, por ser onde as coisas acontecem, onde o jogo é arquitetado e praticamente se decide. Não tivemos atuações soberbas de nenhum dos quatro componentes, entretanto o Rodrigo Andrade esteve bem, movimentando-se muito e procurando o jogo. No segundo tempo não reeditou a performance e foi substituído.

 

No segundo tempo o jogo continuou com a mesma pegada e o meio de campo do Fortaleza, caiu de produção, especialmente em função das queda de produção do Rodrigo, da qual já falamos. Meio de campo do Fortaleza, especialmente com Rodrigo caiu de produção. No jogo como um todo houve pouco apoio por parte dos laterais, muito presos na marcação, fator que de certa forma explica a falta de um melhor desempenho do setor de criação.

 

Além do gol do Pio, que contou com a colaboração do goleiro, pouquíssimas chances foram construídas, mormente no segundo tempo. Lembro-me apenas de uma com o Pio, que entrou na párea foi aterrada e na sequência a bola bateu na trave. Afora isso não me recordo de outras oportunidades. Ressalte-se que no segundo tempo o América foi mais agudo, até pela necessidade de conquistar o resultado, criando algumas boas oportunidades, duas das quais ensejaram ao Erivelton fazer boas defesas, redimindo-se um pouco da falha.

 

Destaco a boa atuação da defesa, que ficou indecisa apenas na hora do gol, afora isso se houve com muita segurança. No meu ponto de vista foi o melhor setor do Fortaleza, pela segurança demonstrada. O meio de campo muito marcado não foi dos mais criativos e o ataque, com o Anselmo e o Sobralense, muito marcado, não conseguiu se sobressair.

 

Não foi a vitória dos sonhos, contudo foi um triunfo que trouxe três pontos para o Fortaleza, nesta luta renhida, muito forte e no mesmo pé de igualdade pela hegemonia no G-4. Evidentemente que todos preferem as vitórias brilhantes e convincentes, mas o triunfo, em quaisquer circunstâncias deve ser celebrado, até porque a equipe foi muito proativa e embora sem muito brilho e criatividade, buscou a vitória de forma constante e incessante.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.