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ANÁLISE TÉCNICA DA SÉRIE C APÓS A DISPUTA DE DOIS TERÇOS DA COMPETIÇÃO

10 Aug 2016

 

Chegamos à décima segunda rodada, que corresponde a dois terços da primeira fase e o que se observa é que nos dois grupos a disputa tem sido bastante renhida, tanto no andar de cima, como no andar de baixo. No andar de cima, se a competição terminasse hoje se classificariam; Fortaleza,22; Remo, 20; Botafogo (PB), 19 e ASA, 19 pontos. No Grupo B os classificados seriam: Guarani, 25; Boa, 21; Botafogo (SP), 20 e Juventude, 19 pontos.

 

Os rebaixados, por sua vez, seriam no Grupo A: Cuiabá, 10 e River, 10 pontos e no Grupo B: Portuguesa, 11 e Guaratinguetá 4 pontos. Estariam sendo rebaixados, no Grupo A um clube do Centro-Oeste e outro do Nordeste e no Grupo B,  dois clubes de São Paulo, o que de certa forma é surpreendente se considerarmos que o futebol de São Paulo e muito forte e predomina, praticamente em todas as divisões.

 

Uma coisa que tem nos metido medo e tem sido responsável pela desclassificação do Fortaleza, pelo menos em três edições da Série C,  tem sido a fase eliminatória, ou o chamado mata-mata que se fosse hoje teria os seguintes cruzamentos: Fortaleza x Juventude; Guarani x ASA; Remo x Botafogo (SP) Boa Esporte x Botafogo (PB).  O interessante é que os dois Botafogos ocupam as mesmas posições nos seus grupos.

 

As fases eliminatórias são preocupantes, isto porque, e já vimos isso com o Fortaleza, mesmo que uma equipe seja melhor tecnicamente, se cometer um pequeno deslize, ou se não estiver no seu dia, conforme vaticinam os que acreditam em sortilégios, todo um trabalho de um ano, feito com muito profissionalismo e com denodo, por ir por água abaixo. Vamos torcer para que neste ano os deuses do futebol e a competência estejam do nosso lado.

 

Quando nos lembramos desses cruzamentos, maquinalmente e com as barbas de molho em, razão dos insucessos anteriores nos perguntamos: Será que tudo está sendo feito para que neste ano a sorte mude em favor do Fortaleza? Disputados dois terços da competição, na minha ótica cabe uma avaliação acurada, por parte dos que comandam o futebol do Fortaleza? Será que o elenco está completo, ou seria necessário investimentos mais ousados para garantir a consecução dos objetivos propostos?

 

Se a resposta for sim. Ótimo! Resta só aperfeiçoar o trabalho e adotar as medidas necessárias para que o time continue em ascensão. Se a resposta for não caberá adotar medidas menos conservadoras havendo, pois, a necessidade de rever e de ajustar o planejamento, com faz qualquer empresa moderna e eu que trabalhei nos dois maiores bancos desse país, Itaú e Banco do Brasil muitas vezes fiz parte, adotei e lidei com esse processo.

 

Quando nos propomos a escrever, por mais que tentemos, nem sempre o pensamento do torcedor se dissocia do ponto de vista do analista de modo que não sei, de são consciência, se nesse momento me atenho como torcedor ou como escrevinhador que procura se isentar das paixões, de modo que vou me colocar como se fora um dos dirigentes máximos do Fortaleza e consciente das obrigações fiscais impostas pela lei.

 

Sabedor das dificuldades do clube eu me perguntaria: Será que não seria importante contratar nessa reta final, por três meses dois jogadores, num investimento total de cerca de R$. 600.000,00? Serpa que se eu ousasse fazer esse investimento heterodoxo, possuído do espírito do Ney Rebouças a torcida daria a contrapartida se associando e pagando o investimento? São pontos a ponderar.

 

Voltamos as preocupações com o mata-mata para avaliarmos que, num confronto direto, não havendo interferências outras no plano sobrenatural, tendem a se classificar os mais qualificados tecnicamente. Para avaliarmos uma equipe tecnicamente o nosso parâmetro são os pontos conquistados pelo clube, que definem a sua capacidade técnica.

 

Nesse aspecto, quando nos deparamos com o G-8, ou seja, com os classificados dos dois grupos, pelos números de hoje, avaliamos que o Grupo B é mais forte, visto que, nos quatro primeiros colocados na classificação geral, consegue emplacar três: Guarani, Boa Esporte e Botafogo (SP) e apenas o Fortaleza ousa se inserir entre eles,  na segunda colocação.

 

Quando analisamos do quinto ao oitavo posicionados nos deparamos com a seguinte situação: O quinto é o Remo; o sexto é o Juventude; o sétimo é o Botafogo da Paraíba e o oitavo é o ASA, donde se verifica que as duas últimas posições são do Grupo A e o Remo, que é o segundo no Grupo A é apenas o quinto na classificação geral dos dois grupos.

 

Quando vamos para a classificação geral, cujo posicionamento obedece o desempenho técnico, respeitados os critérios de desempate, temos a seguinte ordem: Guarani, 25 pontos; Fortaleza, 22; Boa Esporte, 21; Botafogo (SP), 20; Remo, 20; Juventude, 19; Botafogo (PB), 19; Mogi Mirim, 19; ASA, 19 e ABC, 18. Ressaltamos que para o desempate utilizamos o número de vitórias e o saldo de gols, não sendo necessário apelarmos para os gols assinados.

 

Observando com atenção esse ranking vemos que, dos 10 clubes, 6 ou 60% pertencem ao Grupo B e somente 4, que equivalem a 40%,  pertencem ao Grupo A, corroborando com a nossa tese de que o segundo grupo é mais forte tecnicamente. Espero que os analistas do Fortaleza, quando da tomada de decisão,  observem esses fatores que nos dizem, claramente, que a fase eliminatória será das mais difíceis.

 

No grupo dos dez mais fracos tecnicamente, ou seja, do décimo primeiro ao vigésimo, como é obvio e ululante, as posições se invertem.  6 clubes, ou 60% pertencem ao Grupo A e quatro clubes, ou 40% pertencem ao grupo B. Os números não tratam de fatos prontos e acabados, entretanto servem de apoio, para que, amparados no que retratam tomemos as nossas decisões, que devem ser balizadas sempre em fatos concretos.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.