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DOIS FORTALEZAS

21 Aug 2016

 

Não fazemos críticas e nem afirmações aleatórias, de modo que costumamos nos ater aos números que, de forma impessoal, retratam a trajetória de uma equipe, e que,  segundo costa, não mentem jamais. Com base nos números dividimos a campanha tricolor em duas etapas, que se diferenciam entre si como a água do vinho. Podemos afirmar sem margem para erros que nessas duas fases temos dois Fortalezas.

 

Na primeira fase, que vai da primeira à nona rodada o Fortaleza conquistou 2 vitórias fora de casa contra Confiança e América e 2 empates, um  em casa com o River e outro fora de casa contra o Salgueiro. Sofreu 2 derrotas, uma em casa contra o ABC e outra fora contra o Remo.  Amealhou 3 vitórias em casa contra Cuiabá, ASA e Botafogo. Somou 17 pontos em 27 possíveis, apresentando um índice de desempenho de 62,9.

 

A primeira fase da Série C se compõe de 18 jogos, em que são disputados, 54 pontos. Aplicando o percentual de desempenho do Tricolor, de 62,9% nesses 54 pontos chegaríamos a 34 pontos e o Tricolor estaria tranquilamente classificado e,  possivelmente, em primeiro lugar.

 

Na segunda etapa, que vai da décima à décima quarta rodada, que podemos chamar de fase de declínio, posto que os números aponta isso, tivemos cinco jogos, em o time obteve ap0enas uma vitória, em casa, contra o América e às duras penas; dois empates, um fora contra o River e outro em casa contra o Confiança e 2 derrotas fora de casa, contra Cuiabá, por 2 x 0 e ABC por 2 x 1. Nessa etapa o Fortaleza disputou 15 pontos e conquistou apenas 5, apresentando um percentual de desempenho de apenas 33,33%.

 

Similarmente ao que fizermos com os números da primeira fase, a que podemos chamar de fase de ouro, vamos aplicar o percentual de desempenho da segunda fase, 33,33% sobre os números de disputa na Série C, 54 e chegaremos a apenas 18 pontos, que é um desempenho técnico de time rebaixado. Dessa forma,  à luz dos números, embora doa, podemos dizer que nas últimas cinco rodadas o Fortaleza vem fazendo uma campanha de time rebaixado.

 

Na primeira fase o Fortaleza marcou 12 gols e sofreu 6, apresentando um saldo positivo de 6 gols. Marcou 17 pontos em 9 jogos que corresponde a um índice de 1,88 gols por partida. Na segunda fase marcou 6 gols e sofreu 8, apresentando um saldo negativo de 2 gols. Conquistou 5 pontos em 5 jogos que correspondem a uma média de 1 ponto  por jogo e muito abaixo dos 1,88 da primeira etapa.

 

Evidentemente que essa fase tem correspondido ao período em que as principais peças do time foram para no departamento médico, que seria um atenuante para a má fase. Acontece que contusões, convocações de jogadores, suspensões,  ocorrem em todos os clubes e nesse caso o banco tem que suprir essas faltas. Quando o banco é ruim, tendo pouco capital técnico, entra na bancarrota, o time declina, que é o que está a ocorrendo.

 

Tenho observado que imprensa, quase unanimemente, e a torcida, vem pedindo que o Fortaleza rescinda com os jogadores que não vêm correspondendo, num total de no mínimo 6 atletas e que contrate, pelo menos 3 jogadores de elevado quilate técnico, ouro 18, tendo em vista que o dispêndio financeira seria o mesmo.

 

No meu ponto de vista o processo de rescisão é muito melindroso e demorado, no qual o clube tem que indenizar os excluídos, demandando tempo, nesse momento em que não há mais tempo a perder, posto que, atitudes proativas são necessárias, para não comprometermos, nem a nossa classificação e tampouco a nossa ascensão.

 

Todos que acompanham os meus escritos sabem que não sou de estar cobrando essa ou aquela contratação e que gosto de apontar caminhos, embora saiba que da diretoria fazem parte homens experientes, contudo, como escrevinhador e torcedor vou exarar a minha opinião, que espero esteja certo, e em assim sendo encontre guarida junto ao staff diretivo do clube.

 

A queda de rendimento do Fortaleza está ligadas a dois fatores O excessivo número de contusões de peças fundamentais, a exemplo do Everton e da quebra da espinha dorsal do time com a saída do Jean Mota que, ao lado do Everton,  fazia o time jogar, tanto é que na primeira fase, conforme demonstramos o time fez 12 gols em 9 partidas, que corresponde a 1,33 gols por partida e na segunda fez apenas 5. Em 5 jogos, caindo a produtividade para 1 gol por jogo.

 

Esses números nos indica que o Fortaleza, que tentou com o Rodrigo Andrade, Clebinho e Natan, não encontrou um meia de ligação à altura, o ABC, por exemplo tem um, sendo esse o nosso principal problema. Aliado a ele vem a falta de um bom atacante, que venha para ser titular e até para jogar ao lado do Anselmo, numa necessidade extrema.  

 

Por outro lado falta um homem de primeira linha que jogue pelos lados, pois o Juninho, que é o melhorzinho faz partidas em que deixa a desejar e o Leozinho, o próprio João Paulo e o Maranhão, que na volta foi uma decepção, não têm a explosão que o time necessita. Claro que outras pessoas vão pedir contratações em outros setores, mas os números mostra que as nossas deficiências são ofensivas.

 

Gosto de opinar com a máquina registradora de lado, vez que se a Diretoria resolver ser um pouco mais heterodoxa vai procurar um meia, que não esteja atuando por um time da Primeira Divisão, e que tenha um ordenado na faixa de R$. 100.000,00, perfazendo em 3 meses um investimento de R$. 300.000,00, que com certeza serão pagos pelo sócio torcedor, que será alavancado.

 

O investimento total, em 3 jogadores seria na faixa de R$. 600.000,00, muito pouco se considerarmos que estão em jogo a nossa classificação, a ascensão e a luta por um título nacional, na busca do qual já batermos na trave em quatro oportunidades. Metade desse investimento, R$. 300.000,00 seria paga pelo sócio torcedor que chagaria a 15.000 e a outra metade, R$. 300.000,00,  pelas rendas que se elevariam extraordinariamente.

 

Tem sido voz corrente que os nossos reforços estão no banco, mas quem nos garante que esses jogadores,  que têm problemas crônicos,  não mais se contundirão e no momento crucial em que lutamos pela ascensão?  Basta darmos um exemplo do jogo de ontem. O Berna está fora e o Erivelton, infelizmente, falhou nos dois gols. Então amigos, é melhor prevenir do que remediar, pois nesse momento estão em jogo, repito,  a nossa ascensão e 7 anos de Série C.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.