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UMA ANÁLISE INQUIENTANTE DA DEFESA

 

 

Muito se tem falado sobre essa derrota fora do contexto parra o Internacional por três a zero. Foi de certa forma uma queda estonteante, se considerarmos que o Tricolor tem enfrentando durante o decorrer deste ano times muito mais qualificados e tem apresentado um bom futebol, feito grandes partidas e deixando de certa forma eufórica a Nação Tricolor. Se cotejamos essas apresentações vermos uma diferença daquele time que nos ufanava e desse que vem apresentando uma queda acentuada de produção para qual existem algumas explicações.

 

Comecemos pela defesa que, durante o ano em curso ainda não conseguiu se firmar, demonstrar segurança e imprimir e infundir  confiança no seio da nossa torcida. Quero deixar claro que não faço parte do bloco da política da terra arrasada, razão porque faço o alerta, sempre baseado e embasado em dados confiáveis e reais e na esperança de que estes possam servir de balizamento para os que fazem o o Departamento de Futebol doFortaleza.

 

Isto posto voltamos a examinar minunciosamente a defesa tricolor que, por mais incrível que possa parecer, na minha ótica, apresenta uma regularidade de certa forma negativa, uma vez que nas diversas competições em que o Fortaleza tem participado apresenta um comportamento homogêneo e deveras semelhante e que indica que precisa evoluir para que os demais compartimentos do time possam ter tranquilidade.

 

No Campeonato Cearense, consoante os analistas e experts e futebol não pode servir de balizamento para se tirar conclusões acerca do desempenho técnico das equipes, por ser teoricamente mais fraco do que as demais competições. Pois bem, No campeonato cearense foram 19 jogos em que a nossa defesa sofreu 17 gols apresentando uma média de 0,9 gols por   partida. O ideal e nos balizamos em times campeões de outros regionais é que esse índice seja de cerca de 0,5 a 0,6 gols por jogo.

 

Na Copa do Nordeste, uma competição muito mais forte a nossa defesa, já modificada e teoricamente mais qualificada, sofreu 10 gols em 8 jogos, apresentando um declínio em relação ao campeonato cearense, pois o índice se elevou de forma negativa  para 1,25 gols por jogo. Temos, então duas competições em que a nossa defesa apresenta essa propensão acentuada para tomar gols.

 

Na Copa do Brasil, em 7 jogos a defesa sofreu 8 gols, apresentando um índice de 1,14 gols por partida e muito próximos dos números ostentados nas competições anteriores. Ressalve-se que esse excesso de gols sofridos, sobrecarrega o ataque, que tem por obrigação marcas mais gols se quiser evitar as derrotas.

 

Por fim bem a Série C, em que a defesa tricolor, em 15 jogos sofreu 15 gols, ou um por jogo. Esses gols sofridos foram responsáveis pela situação em que nos encontramos, especialmente nesta competição em que cedemos empates dentro de casa e desde junho não conseguimos vencer fora dos nossos domínios.

 

Juntando esses números:  17 gols em 19 jogos no campeonato cearense; 10 gols em 8 jogos da Copa do Nordeste; 8 gols em 7 jogos na Copa do Brasil e 15 gols em 15 jogos na Série C temos 50 gols sofridos em 49 jogos que importam numa média de 1,02 gols por partida. Ver-se portanto que a nossa defesa mantém a mesma regularidade, negativa, em todas as competições, o que é preocupante, até porque temos pela frente jogos importantes em que as vitórias passam a ser condição sine qua non para a classificação.

 

São dados incontestáveis que servem para indicar que a comissão técnica do Fortaleza tem que adotar providências urgentes objetivando acertar os ponteiros do nosso sistema defensivo. Se quisermos ascender e até sermos campeões esses dados relativos à nossa defesa terão que ser alterados para baixo drasticamente. Essa é a condição sem a qual não podemos almejar grandes conquistas, de modo que a nossa defesa terá apresentar índices compatíveis e próprios de um time que ocupe as primeiras posições na tabela e que lute por títulos e por objetivos e com plenas condições e possibilidades de alcançá-los. Não podemos permitir que a nossa defesa tolha e frustre os nossos planos.

 

O Fortaleza tem profissionais capacitados a fazerem essa análise que talvez eu esteja fazendo de forma empírica, entretanto, um ponto é pacífico, esses profissionais, incluindo o Marquinhos, têm que identificar o cerne da questão. No meu ponto de vista os problemas são dois, falta de atenção e de concentração por ocasião dos cruzamentos e erros de posicionamentos, uma vez que os atacantes estão cabeceando livres.

 

São falhas, e pode ser que outras sejam identificadas, que têm que ser corrigidas tempestivamente para que a consecução dos nossos objetivos não sofra solução de continuidade. Precisamos chegar mais perto do Guarani, cuja média é de 0,53 gols por jogo, ou até mesmo do ABC, que ostenta o índice de 0,73 gols por jogo. Eis a questão que de modo algum pode ser desprezada.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.