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UM EMPATE TIRADO DA ALMA...DA ALMA TRICOLOR

 Rafhael Lucas - Boa estréia

 

O Fortaleza empatou com o ASA, num resultado tirado da alma e assumiu provisoriamente a primeira posição do Grupo, haja vista que pode ser ultrapassado pelo ABC, desde que esse vença o River, na noite de hoje, no Albertão e, portanto, fora dos seus domínios, partida em que a vitória do time piauiense, ou pelo menos um empate, nos interessa muitíssimo, isto porque um dois nossos principais concorrentes, o time norte-rio-grandense, não avançaria muito na tabela.

 

O empate leva o ABC à primeira colocação, pelo critério de saldo de gols, contudo, a pontuação passa a ser a mesma. Vitória do ABC o levaria ao primeiro lugar, com vinte e oito pontos e dois a mais do que o Fortaleza sendo, pois um resultado ruim para o Tricolor. Consoante os especialistas o River tem um ligeiro favoritismo, com 37% de chance de vencer, ficando o empate com 28% e a probabilidade de vitória do ABC com 35%. Vamos fazer figa para que os especialistas estejam certos.

 

Antes de falarmos do jogo do Fortaleza vamos nos reportar a aquele em que as previsões falharam, e que favoreceu ao Fortaleza, que correria o risco de deixar o G-4, no caso de derrota se o favoritismo de todas as equipes tivesse se confirmado. Foi um resultado muito bom para o Fortaleza e para os demais clubes que lutam pelas quatro vagas do G-4.

 

Referimo-nos ao empate surpreendente do Remo com o Salgueiro, que evoluiu um pouco na rodada, uma vez que se encontrava a um ponto da zona de rebaixamento e ficou a dois, respirando um pouquinho mais aliviado. O Remo era o terceiro maior favorito da rodada, perdendo apenas para Botafogo (SP) e Botafogo (PB), com 60% de chances de sair vencedor. O empate, o resultado que se confirmou, tinha apenas 31% e a possibilidade de vitória do Salgueiro contava com 19%.

 

Isto posto vamos analisar o jogo do Tricolor, que não jogou bem e que teve algumas peças abaixo do que costumar render, a exemplo do Everton, que não voltou bem, possivelmente em razão da falta de ritmo de jogo e por não estar ainda no máximo da sua capacidade clínica, acreditamos que tenha atuado no sacrifício.

 

O Rodrigo Andrade foi outro que nem de longe repetiu a boa atuação que teve contra o Salgueiro e o Daniel Sobralense, principalmente no primeiro tempo não rendeu a contento. No segundo, quando o Marquinhos soltou o time e ficou sem volantes o Daniel recuou, para suprir a lacuna tendo assim, no meu modo de entender um papel tático preponderante, capaz de justificar um pouco o seu fraco desempenho técnico.

 

Para complicar tudo tivemos a expulsão do Pio, que conforme já afirmei em análises anteriores se estudarmos a questão pelo prisma do custo e benefício o jogador não mais entraria no meu time, se treinador eu fosse. Primeiro que não é um marcador nato e tampouco um jogador que municie o ataque e faça o time jogador, vivendo apenas de alguns chutes, o que é muito pouco para um profissional que defenda as cores tricolores.

 

A expulsão irresponsável do Pio, uma palavra muito forte, mas necessária para exprimir a gravidade dos fatos, deixou o Fortaleza vulnerável e de mangas curtas e tendo que se desdobrar defensivamente, diante de uma equipe que, se não é das melhores, dentro de casa e no seu campo, que conhece cada pedaço, tem sido imbatível. O Fortaleza literalmente teve que se virar nos trinta, ou por mais de trinta minutos para conter o ASA.

 

São lances típicos de um grande desequilíbrio emocional, visto que, na expulsão anterior o Pio saiu do lado direito do campo para dar uma entrada violenta no goleiro, isto sem a menor necessidade e nessa, de forma descomedida entrou no defensor do ASA como se estivesse lutando karatê, não adiantando, pois, escalar um jogador para quem a expulsão, pelo que denota o seu semblante, parece o acontecimento mais natural do mundo. Escalá-lo daqui para a frente será jogá-lo contra a torcida.

 

Para complicar, a defesa, e vínhamos alertando e continuamos preocupados, sofreu mais um gol, confirmando o estigma de levar um gol por partida e, como provamos, essa regularidade negativa, começou no campeonato cearense, passou pelas Copas do Nordeste e do Brasil e se confirmou mais ainda na Série C. São dezesseis jogos e dezesseis gols. Nós que analisamos sempre embasados em dados reais estamos deveras apreensivos.

 

Quando falamos em sistema defensivo inclui-se os laterais e o setor de contenção e neste gol e neste gol, em que houve uma falha geral, os maiores responsáveis são o Edimar, que recebeu uma bola nas costas, estando desatento, o William Simões que não acompanhou o lance e por fim o Berna, que hesitou em sair do gol, quando saiu já era tarde. O Lima tentou fazer a cobertura, mas não tem velocidade e nem esperava por esse desfecho.

 

Infelizmente, e vimos batendo nessa tecla, a defesa tricolor tem peca pela desatenção, e esse gol, assim como os demais, é uma prova disso e por erros de posicionamento, vez que vem marcando a bola e esquecendo o jogador. Quando deixa solto um jogador rápido como o Reinado Alagoano a desgraça está feita. Estou torcendo para que o Marquinhos e o seu auxiliar técnico, que é o encarregado de treinar a defesa, debelem esse problema.

 

O Marquinhos cometeu o equívoco de achar que o Rosinei tem capacidade técnica para desempenhar o mesmo papel do Corrêa e pagou por isso, posto que tivemos um time sem praticamente qualquer transição da defesa para o ataque. Acredito que doravante vá pensar duas vezes antes de tirar o Corrêa do time.

 

No segundo tempo o Marquinhos foi corajoso, além de evidentemente ter feito uma boa leitura do jogo, pois tirou um volante sem papel tático e sem desempenho técnico e colocou o Rafael Lucas, que deu mais opções ofensivas ao time, até porque fez uma boa estreia. Mais adiante tirou o Wiliam Simões, um dos jogadores que menor produziram na partida, substituindo-o pelo Junior e passando para o quatro, três, três, que é o sistema que acredito seja usado contra o Remo.

 

O Fortaleza equilibrou um pouco mais as ações, vez que o ASA vinha mandando no jogo, tanto é que em determinados momentos esteve mais perto do segundo gol do que o Fortaleza do empate e num cruzamento perfeito do Rafael Lucas, chegou ao empate com o Anselmo de cabeça.

 

Reputo como um resultado heroico, que contraria a imprensa marrom, tanto tricolor quanto a preto e branca, principalmente se consideramos que o Fortaleza tinha menos um, pois o Pio, que substituíra o Daniel Sobralense,  foi excluído do jogo jogador e enfrentava um time que é soberano nos seus domínios. A imprensa marrom está sustentando que o Fortaleza não mereceu o empate. Mereceu sim o empate e mereceria até a vitória pelo espírito de luta.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.