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MUDANÇA IMPORTANTE NO ESTATUTO DO FROTALEZA

15 Sep 2016

 

 

O Conselho Deliberativo do Fortaleza se reuniu nessa terça-feira e aprovou uma nova alteração estatutária, das mais importantes. A votação foi deveras apertada, não em função da mudança principal da proposta, mas em razão de alguns prazos que não foram pontos pacíficos entre a Diretoria Executiva e o Conselho Deliberativo, que se refere a datas, que no meu ponto de vista não tem essa relevância toda, até porque datas podem ser alteradas, em se considerando que o que se pretende é a viabilização administrativa do Fortaleza, donde se conclui que essas mudanças não têm o cunho de debate entre os poderes tricolores.

 

A mudança principal constante da proposta de alteração estatutária 002/2016 e aprovada por 53,75% dos presentes diz respeito à eleição e posse da diretoria. A norma anterior estabelecia que as eleições, que se realizam a cada dois anos, seriam na primeira quinzena de outubro e a posse em primeiro de janeiro do ano seguinte.

 

A mudança aprovada estabelece que as eleições, que continuam bisanuais, ou bienais agora passarão a se realizar no primeiro sábado de dezembro do ano eleitoral e a posse da diretoria eleita será imediata, mudança que teve a minha aprovação, enquanto conselheiro, por  acabar com o vácuo de poder que existia pelo modelo estatuário anterior.

 

Torço pelo Fortaleza desde 1960 e tenho acompanhado o drama eleitoral, do qual o próprio Jorge Mota foi vítima, em que o Fortaleza ficava acéfalo em razão de após as eleições contar,  na teoria,  com dois presidentes e na prática não tinha nenhum, isto porque o presidente em exercício não podia adotar nenhuma medida, principalmente com relação à manutenção e renovação do elenco e o eleito também não poderia fazê-lo, por não ter os poderes relativos e legais.

 

Os problemas eram ainda maiores quando as diretorias entrante e a saínte eram antagônicas. Após a aprovação da nova regra o Fortaleza não mais sofrerá solução de continuidade administrativa, até porque as regras são conhecidas, tanto da diretoria em exercício, como da diretoria eleita, de modo que considero que quem venceu, com relação à essa alteração estatutária foi o Fortaleza e a sua torcida.

 

O Fortaleza e dissemos isso no Fala Leão,  conquistou uma grande vitória sobre o Remo, um clube que mostrou qualidades técnicas, mas nesse sábado, pela determinação, pela garra e pela vontade de vencer o Tricolor, dificilmente,  seria batido. Desde o primeiro minuto o time entrou concentrado na busca do resultado, ou focado na vitória como costumam dizer os comentaristas, num bom futebolês, proporcionando um grande espetáculo, que encheu os olhos dos 31.000 expectadores que foram prestigiá-lo.

 

É verdade que a defesa, mais uma vez sofreu um gol, confirmando o estigma e a escrita de levar um gol por partida que, naquele momento do jogo significava o empate e deixava a torcida de certa forma apreensiva, gol pelo qual o Berna está sendo criticado. Acho que existe atenuantes, pois a bola foi chutada com muita violência, resvalou no Edimar e o pegou no contrapé, caindo-lhe em cima do tórax, sem que houvesse a distância necessária para as mãos que lhe possibilitasse fazer a defesa.

 

Compreendo a inquietação da torcida, que sofreu um trauma contra o Macaé, no lance em que o goleiro Ricardo tocou numa bola que ia para fora, matando a sua velocidade e a deixando a caráter para que o atacante adversário apenas a empurrasse para o fundo do gol. Tem também más lembranças no empate contra o Sampaio Corrêa, que nos tirou de uma segunda fase, em que o time sofreu dois gols em dois minutos em bolas consideradas defensáveis, contudo o Berna tem crédito e com certeza fechará a meta no mata-mata.

 

Voltando ao time, a defesa, apesar de ter sofrido esse gol, foi muito firme e segura durante toda a partida, especialmente o Edimar, que desta vez teve uma grande atuação. O Lima dispensa comentários, pois foi um leão, sem falar que no segundo gol, na posição de pivô, ajeitou a bola na medida para o Rodrigues Andrade fuzilar o Fernando Henrique, que de forma desafiadora, jogando num time de cores azuis, veio vestido com uma camisa preta e branca, decididamente um mau caráter.

 

O setor de contenção foi um dos pontos altos do Fortaleza. O Corrêa parecia um menino, pois tanto marcava, quanto organizava,  como aparecia no ataque como elemento surpresa. No primeiro gol fez o cruzamento perfeito, um verdadeiro passe,  para o Daniel Sobralense e se apresentando como atacante se antecipou ao Fernando Henrique para assinalar o terceiro gol que nos daria tranquilidade. O Juliano, como sempre, preciso no passe e no desarme, grande partida.

 

O Felipe fez uma boa partida, mas merece umas reprimendas, pois em alguns lances deixou a seriedade de lado, andou perdendo bolas que poderiam complicar o sistema defensivo. O William Simões nem foi carne e nem foi peixe, não fazendo uma boa partida, mas também não comprometeu.

O meio de campo teve como o principal jogador o Rodrigo Andrade, que aos poucos vem se firmando, o Everton esteve taticamente bem, mas tecnicamente não se encontrava nos seus melhores dias, faltando-lhe aquela explosão que lhe é peculiar.

 

Gostei do Daniel Sobralense, que fez um revezamento excelente entre o meio de campo e o ataque, em que hora era meia e hora era atacante. O Anselmo, por sua vez, lutou muito teve chances de marcar dois gols, mas não levou sorte. Num lance a bola se chocou com a trave,  após defesa parcial do goleiro remista,  e no outro a bola foi tirada de cima da linha. Taticamente prendeu a defesa contrária, a quem deu muito trabalho. O Juninho entrou bem e fez o quarto gol e o Guto entrou para calafetar o sistema defensivo. No cômputo geral foi um jogo em que o Fortaleza mereceu nota dez.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.