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VÃO-SE OS ANÉIS E FICAM OS DEDOS

19 Sep 2016

 

Experimentamos em pouco tempo, em frações de horas,  uma alegria e uma tristeza. A alegria de ver o time se classificar em primeiro lugar, embora em meio a muitas dificuldades, mas podendo decidir a sua sorte em casa e contando com o aconchego e o carinho da sua torcida. Alguns advogam o contrário, mas no meu ponto de vista  decidir em casa é fundamental, até porque decidindo fora existem mais possibilidades de sermos vítimas de fatos sobrenaturais que podem acontecer fora das quatro linhas, mas que influem nos resultados das partidas

 

Repito que a argumentação dos que defendem que o Fortaleza deveria decidir fora esquecem que o Tricolor, fora de casa, já decidiu quatro títulos nacionais, dois da Séria A, ou da antiga Taça Brasil e dois da Série B. Na Série A perdemos para Palmeiras e Botafogo e na Série B para Criciúma e Brasiliense ficando mais do que provado que fora de casa o clube não tem tido muita sorte. Passasse quinhentos anos e eu continuaria defendendo que o melhor para decidir é na nossa casa, aonde nos sentimos a vontade e mais protegidos.

 

O misto de tristeza passa pela perda do Marquinhos Santos, que tem causado polêmica, tendo em vista que um grupo de pessoas, que quer o mal do Fortaleza, está insinuando maldosamente que aconteceram exigências por parte do |Jorge Mota, que o treinador não teria aceitado. Uma espécie de calúnia de quantos querem tumultuar o ambiente tricolor e que, por terem apoiado outro candidato nas eleições tricolores, passados dois anos, ainda não desceram do palanque, indo de encontro ao comportamento do próprio candidato que, após reconhecer a derrota, publicamente manifestou o seu apoio ao atual presidente.

 

O motivo da saída do Marquinhos, indiscutivelmente foi financeiro e enfatizamos que não vamos crucifica-lo tendo em vista que a diferença salarial foi muito grande e num momento desses a se receber uma proposta dessa monta, qualquer um de nós pensaria no futuro e na família. O Marquinhos está saindo de um ordenado de cerca de R$. 80.000,00 para R$. 350.000,00. Cuja diferença de R$. 270.000,00, além de ter pesado na sua decisão,  representa quase três vezes e meia o salário que recebia.

 

O próprio salário que o Marquinhos receberá no Figueirense vale quatro vezes e meia o salário percebido no Fortaleza, além do mais, diante de uma diferença tão avassaladora o próprio empresário deve tê-lo pressionado muito para aceitar a proposta, que a mim me parece irrecusável. Diante de um salário dessa monta a palavra empenhada vira um risco n’água e se perde ao sabor do vento. Só nos resta desejar muita sorte ao Marquinhos esperando q     eu não venha a se arrepender da sua decisão.

 

O Marquinhos merece os nossos encômios por ter feito um grande trabalho, posto que, mesmo tendo um elenco resumido, fez o time jogar e deu uma nova identidade ao Fortaleza, entretanto, não podemos deixar de dizer que o mesmo se encontrava no ostracismo e que ganhou notoriedade e visibilidade no Fortaleza, similarmente ao que acontece que todos que passam pelo Tricolor de Aço.

 

Uma prova disso é que ontem, em entrevista e após ser bastante elogiado pelo Dorival Júnior,  o Jean Mota publicamente agradecia o Fortaleza, por ter dado um impulso à sua carreira e declarou estar torcendo com muito fervor pela ascensão tricolor. Como a ingratidão é bíblica, vez que Jesus curou a dez coxos e apenas um voltou para agradecer,  essa atitude generosa do Jean Mota merece o nosso aplauso.

 

Rei morto e rei posto e como se vão os anéis e ficam os dedos a diretoria tricolor imediatamente caiu em campo e anunciou o substituto do Marquinhos. Trata-se do treinador Hemerson Maria, a quem desejamos sorte e que tem bastante experiência, especialmente com relação ao futebol do Sul do país, de onde vem o nosso próximo adversário, o Juventude, um clube de tradição no futebol brasileiro, situação que aumenta responsabilidade do Fortaleza, da sua comissão técnica e dos seus jogadores.

 

Hemerson Maria é um treinador maduro, de apenas 44 anos e já passou por vários clubes, tanto dirigindo as categorias de base como os times principais, a exemplo de  Avaí-SC (2013), e Joinville-SC (2014-2016). Conquistou o Catarinense de 2012 pelo  Avaí (SC) e o, Campeonato Brasileiro - Série B -  de 2014 e Campeonato Catarinense de 2015 pelo Joinville (SC). Trata-se de um treinador que tem um título nacional do qual estamos em busca.

 

Isto posto vamos falar da classificação do Fortaleza, em primeiro lugar no grupo e último ato do Marquinhos, para dizer que no meu modesto entendimento estivemos diante de um jogo heroico em que o Fortaleza, representado por um time alternativo e sem muito entrosamento, e enfrentando um Botafogo que lutava para conseguir o primeiro lugar e para quebrar um tabu de mais de 10 anos em que não vence o Tricolor.

 

O Botafogo em casa, em 9 partidas, conquistou 7 vitórias, cedeu um empate e sofreu uma derrota, somando 22 pontos em 27 possíveis que lhes proporcionaram um percentual de desempenho de 81% sendo, seguramente, uma dos clubes mais eficientes da Série C, enquanto mandante. Marcou 13 gols, sofrendo apenas 4 e apresentando um saldo positivo de 9 gols. Foi essa fera que o nosso time alternativo freou na noite de ontem, empatando em 0 x 0 que é um resultado que, pelas circunstâncias deve ser comemorado.

 

O jogo não foi televisionado, mas pelo relato de rádios de João Pessoa vimos que em cerca de 60% do jogo o Botafogo pressionou mais a meta do Fortaleza, muito bem defendida pelo goleiro Douglas Pires que, fazendo uma grande estreia,  por diversas vezes fez defesas memoráveis sendo o salvador da pátria. O Douglas provou reunir condições amplas para ser um dos postulantes à titularidade no Tricolor.

 

O Botafogo teve mais posse de bola, mas em determinados momentos o Fortaleza equilibrou as ações e até levou perigo, ao ponto de colocar uma bola na trave. Teve problemas, durante quase todo o jogo com a segunda bola que, invariavelmente caia sempre nos pés dos atletas botafoguenses, mas quando foi à frente o fez com muita velocidade. Além do Douglas se destacaram o Elivelton, um gigante na defesa,  e o Leandro Lima no meio de campo.

 

Por hoje c’est fini.

 

    

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.