Desenvolvido por:

(88) 9 9776 7362

© 2016 por "Fortaleza Sempre". Orgulhosamente criado com Go Gestor

O QUE QUER O TORCEDOR DO FORTALEZA?

11 Nov 2016

 

Sou um colunista moderado que, quando se faz necessário emite a sua opinião, mas sempre com o intuito de contribuir para a melhoria e o engrandecimento tricolor. Não bato no Fortaleza porque já tem gente fazendo isso de todos os lados, alguns gratuitamente. Acho muito salutar que existam opiniões contrárias, isto porque se a unanimidade é burra as minorias costumam ser radicais, razão por que procuro o meio termo e até quando critico procuro fazê-lo com racionalidade. Criticar por criticar não é do nosso feitio.

 

Nesse momento em que a disputa começa a se delinear no Fortaleza, em que muitos prometem muito e em que para determinados setores o ideal seria passar um trator sobre o Pici, vamos procurar catalisar o pensamento do torcedor, até porque este é moderado e avesso à truculência.

 

E o que quer o torcedor?  Quer um time competitivo. E como se monta um time competitivo à altura do nome do Fortaleza? Primeiro tem que abrir a carteira e ir às compras, começando pelos produtos essenciais. Temos que começar por um meia de ligação competente e diferenciado e um atacante de mesmo nível, que são fundamentais.

 

Para isso o clube não deve medir esforços, principalmente com relação a salários. Esse negócio de afirmar que não devemos contratar estrelas porque os outros ficam enciumados não se sustenta, isto porque se assim fosse o Barcelona não teria Luiz Soares, Neymar e Messi.

 

Contratados esses dois jogadores, para qualificar do meio para frente, vamos pensar num jogador tecnicamente mais qualificado do meio para trás e isso passa pela contratação de um grande zagueiro. Aliado à essas démarches há que se ter  um bom goleiro, pois a máxima nos diz que “um grande time começa por um grande goleiro”. Some-se mais um volante de qualidade e teremos cinco jogadores, ou meio time e mais precisamente a espinha dorsal.

 

O restante do time, por sua vez tem que ser de mesmo nível ou de nível muito próximo,  de forma que um time competitivo e que prime por manter a regularidade tem que contratar dez jogadores de nível e de grandes predicados técnicos.

 

Fôssemos para a Matemática eu diria que esses jogadores têm que custar ao clube em torno de R$. 900.000,00, que deveria desembolsar em torno de mais R$. 600.000,00 para formatar o restante do elenco.

 

E quem pagaria essa conta, orçada em R$. 18.000.000,00 anos? A torcida e os patrocinadores, pois com um time de nível chegaríamos rapidamente a 20.000 sócios, ou a R$. 1.200.000,00 por mês e em 12 meses a 14.400.000,00, suficientes para cobrir as despesas com o elenco.

 

Com um time desses a torcida iria em peso para os estádios, de modo que teríamos pelo menos 8 jogos, 2 pelo Cearense; 2 pela Copa do Nordeste; 1 pela Copa do Brasil e 3 decisivos pela Série C,  com renda líquida de cerca de R$. 500.000,00, totalizando R$. 4.000.000,00 de arrecadação líquida, para se somar à contribuição dos sócios.

 

Somando os valores do Sócio Torcedor, com os valores desses jogos importantes chegaríamos a um montante de arrecadação/ano de R$. 18.400.000,00 e o time estaria pago. As cotas de participação; as verbas televisivas; os repasses da Prefeitura e do Governo do Estado; os valores de patrocínios, os valores dos outros 25 jogos dos diversos certames  e as demais rendas seriam mais do que suficientes para cobrir o custo Fortaleza.

 

Esse seria o meu planejamento se presidente fosse do Fortaleza. É ousado? É. Mais na vida só alcançaram o sucesso os que tiveram coragem de ousar, de empreender e de surpreender. Gostaria muito que a próxima diretoria do Fortaleza me surpreendesse e vou apostar todas as minhas fichas nisso.

 

Cada pessoa é um mundo inteiro e para convencermos o mundo temos que começar pelas pessoas, que é exatamente o que tem que ser feito pelos candidatos à presidência do Fortaleza. Não adianta promessas vazias, pois demonstramos cabalmente nessas mal traçadas linhas que o Fortaleza está muito bem em todos os setores, contudo, o que falta é acertar o Departamento de Futebol, que não tem sido uma das tarefas mais fáceis.

 

Analisando friamente os que estão concorrendo, ninguém conseguiu essa façanha, que tem sido muito fácil para os outros clubes. O Jorge Mota fez um bom time, faltando alguns pontos negros a serem preenchidos, a  exemplo da meia de ligação e a lateral esquerda. O Daniel, que assumiu por várias vezes a presidência e era o homem forte do Baquit, fez um time, mas tinha problemas na defesa, tanto é que quase cai para a Série D, isto se eu não estiver enganado.

 

O Renan, que acumulava a Diretoria de Futebol, fez um time que foi desclassificado na primeira fase e invicto, cujo problema maior era a falta de atacante. O único que tinha e que não vinha resolvendo praticamente pediu para ser expulso no jogo contra o Águia e o Nicácio, dado como contratado, se bandeou para o Ceará. Esse time não ascendeu, pelos problemas que citei numa chave que tinha equipes medíocres como, Rio Branco, São Raimundo e Águia de Marabá.

 

Todos esses dados citados e procurei ser o mais imparcial possível, posto que analisei os três candidatos com a mesma visão e usando dos mesmos parâmetros, comprovam a nossa tese de que o Fortaleza só ascenderá quando tiver um time equânime em todos os setores, ou em outras palavras, homogêneo e quando montar um Departamento de Futebol mais atuante, mais comprometido e mais profissional.

 

Por hoje c’est fini.

Please reload

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Instagram Social Icon
POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.