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TJDF - PROMESSA NÃO CUMPRIDA

12 Nov 2016

 

 

 

Por vezes a emenda sai pior do que o soneto. É o caso desta justificativa do presidente do TJDF-CE, Senhor Doutor Fred Bandeira, com relação às carteiras dos membros do Tribunal emitidas nas cores pretas e brancas, contendo o logotipo do órgão e a propaganda do programa de sócios do Ceará e iguaizinhas às carteiras de sócios do nosso rival. Indiscutivelmente, uma verdadeira imoralidade.

 

É bom que se esclareça, por oportuno que, durante toda a existência do Tribunal, as credenciais para que os membros do órgão frequentassem os estádios eram fornecidas pela FCF e,  de repente, não mais que de repetem não sabemos por que cargas d’água, passaram a ser emitidas pelo Ceará, a exemplo da cópia da carteira do presidente, que apareceu nas redes sociais. Como acreditamos que a foto não foi tirada à força, de soslaio ou às escondidas defendemos a premissa de que o fato aconteceu de forma consentida.

 

Dentre as desculpas apresentadas, uma delas acentua que o Ceará, ao contrário do Fortaleza, começou a dificultar a entrada dos membros do Tribunal no estádio, razão por que propôs a emissão da carteira, prontamente aceita. Ora, por que terá sido que o Ceará dificultou a entrada dos seus próprios torcedores? Por acaso foi de forma premeditada para forçar a parceria? Será que forçar a parceria foi uma demonstração de força do nosso rival, para provar que manda em todas as instâncias do nosso futebol? No meio de tudo isso tem algo que não está devidamente explicado.

 

Ora, é muito estranho que após muitos anos de funcionamento do Tribunal só agora o nosso rival tenha colocado dificuldades, que soa, pode até nem parecer, para firmar essa parceria que reputamos como vergonhosa.

O presidente justifica ainda que devolveu as carteiras e as perguntas que não querem calar sãos a seguintes:

1 – Devolveu somente em razão       da pressão da imprensa e das redes sociais?

2 – Foram devolvida tempestivamente ou foram antes foram utilizadas em jogo do Ceará, que é o mais provável?

                                                                       

Os indícios são de que tenham sido utilizadas antes de serem devolvidas, posto que se assim não fosse não teriam tirado a foto, medida que só foi tomada em função da pressão nas redes sociais. Gostaríamos de parabenizar a quantos se revoltaram contra essa atitude esdrúxula que contraria a decência, a ética e a moralidade e depõe contra a credibilidade de um tribunal, há muito perdida.

 

O presidente, quando eleito, e diante da nossa desconfiança, em razão de o mesmo ter sido o relator do processo que pretendia banir o Fortaleza da face da terra, pediu um voto de confiança afirmando que a partir do evento da sua eleição o comportamento do Tribunal dar-se-ia de forma imparcial e que os seus membros, ao invés de se investirem da cor clubísticas,  passariam a votar de acordo com os estritos ditames da lei e não pela cor da camisa.

 

O que vemos é que essa promessa não está sendo devidamente cumprida, posto que, em razão da imparcialidade que deve primar nos órgãos da Justiça essa proposta do Ceará teria que ter morrido no nascedouro, pois evitaria que se transformasse nesse episódio reprovável e abominável das carteiras emitidas em parceria com o Ceará.

 

A outra imoralidade diz respeito ao Ferroviário, vítima de quase um dúzia de WOS que o tiraram da divisão principal e quando todos esperavam que o Tribunal adotasse medidas enérgicas, conta esses fatos que cheiram a falcatrua, simplesmente o órgão limitou-se a oficializar essa prática deplorável e  sem precedente na história do nosso futebol. O Tribunal perdeu a chance de passar para a História como um órgão sério e confiável.

 

Além do mais ainda existe a denúncia de um jogador irregular, cujo caso foi arquivado não recebendo o tratamento que poderia se espera de um tribunal que tem como atribuições corrigir os erros e as discrepâncias.  Mandar repetir o WO do WO só pode ser brincadeira, até porque clubes que já tinham as finanças combalidas tiveram que tirar dinheiro de onde não tinham para se deslocarem por mais de 300 quilômetros para um jogo que todos sabiam que não aconteceria. Isso é, no mínimo um contrassenso.

 

Não existem aberrações maiores de que um jogo não se realizar por falta de pagamento de árbitros quando, legalmente a responsabilidade pelo pagamento é da Federação, que deveria ser responsabilizada pelo erro. E os torcedores presentes, mesmo que fossem poucos não tiveram os seus direitos ultrajados? E o clube que se deslocou por uma grande distância, não foi financeiramente prejudicado? Nesse caso o Departamento de Árbitro da Federação, compulsoriamente com a mesma, no nosso parco entendimento deveria ter sido punido.

 

Não somos defensores do Ferroviário, mas a verdade é que em função desses imbróglio clubes se classificaram sem correr o menor risco,  como o dos seus jogadores receberem cartões, de terem jogadores contundidos, ou de sofrerem gols e até derrotas que poderiam mudar a história da competição, como mudou a do Ferroviário..

 

As equipes que se inscreveram para um certame e pelas mais diversas razões não compareceram a campo deveriam ser punidas, de acordo com o RGC das competições, provavelmente pelo artigo 58 e os pontos das suas partidas teriam que ser revertidos para todos os clubes e não apenas para um. Essa é a nossa ótica.

 

Por tudo isso esse Tribunal continua o mesmo: Parcial, pusilânime  e sem isenção. O caso do Ferroviário e das carteiras pretas e brancas, do programa de sócios do Ceará, contendo como única diferença a sua logomarca são uma prova inconteste da sua falta de ética e representam mais uma mancha num órgão com ligações estreitas com o nosso rival. Uma imoralidade, mais do que isso, uma indecência.

 

Por hoje c’est fini.

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.