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EMPATE E VAIAS ORQUESTRADAS E INCENTIVADAS

 

Quando nos propomos a analisar uma partida temos a tendência de comentarmos sobre o que queríamos ter visto e não sobre o que efetivamente aconteceu durante os noventa minutos e mais os acréscimos. Desse modo, considerando que estamos apenas na primeira partida do campeonato e ainda levando em conta que o Fortaleza começou a pré-temporada mais cedo, mas não com todos os jogadores, razão porque avaliamos que ainda possa progredir, vamos aos fatos.

 

O Ferroviário, surpreendentemente começou dominando as ações no meio de campo e optando pelos contra-ataques foi um time mais agudo na primeira metade do primeiro tempo e foi em razão dessa sobrepujança que passou a ter mais toque de bola, não muito acentuado, mas o suficiente para não deixar o Fortaleza jogar e, ainda por cima conseguir o seu gol, que saiu de uma metida de bola no meio da zaga em que o árbitro Leo Simão, useiro e vezeiro em prejudicar o Fortaleza, marcou pênalti.

 

Aliás, vamos abrir logo um adendo para falarmos da arbitragem que prejudicou de modo sutil e até ostensivo, no caso dessa penalidade, ao Tricolor de Aço. Em primeiro lugar o Leo Simão assinalou a penalidade inexistente, da qual já falamos. Ainda no primeiro tempo deixou de marcar uma mão na bola claríssima, em cujo lance só tenho dúvidas se foi dentro ou não da área. E não parou por ai.

 

No segundo tempo deixou de marcar uma penalidade claríssima sobre o nosso atacante, que foi aterrado dentro da área e muito mais escandalosa do que a que ele teve a desfaçatez de assinalar contra o Fortaleza. Por outro lado, para completar os erros do trio de mediadores o assistente Armando Lopes deixou de marcar alguns impedimentos do ataque do Ferroviário, que levaram grande perigo ao gol do Fortaleza e num desses erros redundou no segundo gol coral.

 

Aconteceu que a bola foi lançada pela direita do ataque do Ferroviário, para o jogador que penetrou pela ponta e em condições normais, contudo o atleta que estava pela meia e a seu lado se encontrava em escancarado impedimento, que não deveria ser marcado se o mesmo  não participasse efetivamente da jogada.

 

Ocorre que o citado atleta correu para o lance, dividiu com a defesa e fez o gol, de forma que a jogada foi completamente irregular, não no nascedouro, mas na sua conclusão. Os jogadores do Fortaleza ainda ensaiaram um protesto, mas muito discreto e tímido e não é choro de perdedor, mas decididamente os erros da arbitragem influíram no marcador.

 

Vamos até com muito boa vontade admitir que houve o primeiro pênalti, mas pelo menos critério, o segundo, a favor do Fortaleza, teria que ter ser marcado. Evidentemente que o Fortaleza não esteve numa boa tarde, contudo, como se diz popularmente “além da queda o coice, pois além de não ter jogado bem, ainda foi prejudicado pela arbitragem.

 

Os dois gols foram frutos de falhas coletivas. No primeiro o Cássio Ortega perdeu um bola na linha divisória, a defesa do Fortaleza estava completamente desarrumada, o meia do Ferroviário enfiou a bola entre a zaga e atacante do Ferroviário foi para o lance originando o pênalti do qual falamos.

 

No segundo e após o Fortaleza levar inúmeras bolas nas costas do lateral esquerdo e isso foi uma constante em quase todo o decorrer da partida, a defesa mal posicionada se enroscou com o atacante do Ferroviário, que partia em completo impedimento e nessa dividida a bola entrou mansamente no gol tricolor.

 

Os dois gols do Fortaleza foram belíssimos. O Gabriel Pereira chuto da entrada da área pela direita, a bola fez uma pequena curva em elipse e foi entrar no ângulo do goleiro do Ferroviário, que se encontrava um pouco adiantado. No segundo, numa sobra de bola, o volante Jefferson, que já havia tentando em outras oportunidades e sem sucesso, recebeu a sobra bola na entrada da área e pela direita e chutou violento para assinalar um belo gol.

 

Falando do Fortaleza e ouvindo os sócios proprietários e conselheiros no setor prêmio a conclusão a que chegamos é que precisa melhorar muito. O goleiro não teve culpa nos gols.

 

Os zagueiros mostraram segurança nas bolas altas, mas nas bolas rasteiras tiveram imensas dificuldades e os lances dos dois gols sofridos corroboram com o nosso ponto de vista em considerando que no primeiro estavam dispersos e no segundo se enrolaram com a bola.

 

Os laterais não funcionaram bem, o Felipe, embora tenha buscado o jogo, foi prejudicado pela estupidez de parte da torcida que, instigada pelas forças do mal do futebol, não lhe poupou das vaias, em razão de uma declaração infeliz e por isso ficou com medo de errar. O pior é que essa imprensa pode ser chamada de preto-color, que é aquela que se diz tricolor, mas que vive rodeada de profissionais que torcem pelo nosso rival e que, mesmo querendo disfarçar tropeçam nas palavras.

 

O lateral esquerdo Gaston Filgueira atuou pouco no setor, indo para o meio campo, em razão de contusão do Cássio, entrando no seu lugar o Allan Vieira, que é um jogador viril, desses que no futebol são chamados de “madeira de dar em doido” e que, mesmo um tanto quanto desengonçado e fora de ritmo, mostrou raça estando entre os que buscaram mudar o resultado da partida. Buscou com frequência a linha de fundo e sempre conseguiu alguns escanteios.

 

O meio de campo no geral não esteve bem. O Anderson correu muito, mas parece que ainda há a necessidade de demarcação do seu território. O Jefferson tratou a bola com elegância e enquanto teve pernas foi o melhor do setor. O Vacaria entrou no seu lugar, mas foi apenas discreto. O Ortega não pode ser avaliado com mais precisão, porque esteve pouco em campo e o Rodrigo Andrade pecou por falta de objetividade e não deixou patente que pode ser o cara do setor de construção.

 

O ataque é o grande problema, pois não funcionou, não sei se por falta de especialistas ou se pela falta de criatividade do meio de campo. Saiu o Gabriel, entrando no seu lugar o Maranhão, que foi uma figura apagada, nada acrescentando. O certo é que é um setor que inspira cuidados imediatos, pois carece de alguém que leve perigo e prenda a zaga adversária, que ontem jogou solta.

 

Foi apenas a primeira partida e só poderemos fazer uma análise mais acurada após, pelo menos três jogos. O que podemos dizer agora é que o time ainda não tem uma configuração tática, em que seja possível ver a olho nu as suas linhas defensivas e ofensivas; não tem um jogador de velocidade que saia com eficiência para o ataque e se ressente da ausência de um jogador, semelhante ao Lúcio Flávio, o do ABC, que chame para si a responsabilidade de fazer o time jogar.

 

No cômputo geral foi um empate com sabor de derrota e foi assim se manifestou a torcida. O que se espera é que na quarta-feira tenhamos uma equipe melhor delineada. O certo é que falta um líder no meio de campo e, seguramente essa é uma tarefa para a comissão encarregada das contratações, que tem de investir agora num profissional de melhor qualidade técnica e no meio campo de criação, no setor de engenharia, conforme costumo chamar.

 

Por hoje c’est fini.  

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.