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FORTALEZA - COBRANÇA NÃO COMBINA COM PRESSÃO

  Rodrigues Andrade e Fábio Marques

 

Hoje é o aniversário de um dos maiores repórteres do rádio esportivo cearense e um homem de bem, indiscutivelmente uma pessoa íntegra e, sobretudo, leal, embora existam aqueles, que se apropriam de um microfone para, numa suposta brincadeira, diga-se de passagem, de mau gosto,  tentar denegrir a sua imagem. O Rodrigão, como é carinhosamente chamado é um homem probo e competente, e que é respeitado e isso, por certo,  suscita inveja, mesmo que de forma velada, daqueles que não dizem coisa com coisa e que pecam pela falta de um conteúdo mais consistente.

 

Desse modo desejamos ao repórter “hors concours”, ou fora de série do  Fala Leão, muita paz, muitos anos de vida, muita prosperidade e, principalmente muita saúde para que continue exercendo essa sagrada e sublime missão de bem informar à Nação Tricolor, como sobriedade, capacidade, seriedade e, sobretudo, como muito profissionalismo, que é a condição sine qua non para que sejamos bons  radialistas.

 

Assim é o Rodrigues e por isso se faz merecedor da nossa admiração, e ainda mais por exercer o seu ofício sem sensacionalismo e sem ofensas morais, numa prova inconteste de que é um exemplo para todos. O rádio deve ser feito de bons exemplos, pois não adianta o pseudoradialista ter meio século de carreira e não ter ética e nem respeito para com as pessoas, principalmente, para com aqueles que estão do outro lado do dial. Rádio se faz com palavras decentes e não com palavrões. Parabéns Rodrigão por ser esse profissional da mais elevada monta, dos mais admirados pelas pessoas de bem.

 

Feito o devido reconhecimento ao Rodrigão, vamos ao nosso campeonato para dizer que o prenúncio é de que teremos um certame dos mais equilibrados dos últimos anos. Para se ter uma ideia o nosso rival estreou ontem e venceu o Maranguape por 2 x 0, uma boa vitória evidentemente, mas somente construiu o placar no segundo tempo e após o time serrano cansar. Vale a pena frisar que o time do Maranguape era um incógnita e que a expectativa é de que não venha se inserir entre as sensações do campeonato, não temos dúvidas de que vai brigar para não cair.

 

O Ferroviário, que empatou com o Fortaleza na estreia e por esse motivo o time tricolor está sendo execrado e sistematicamente vaiado, foi a Sobral e não tomou conhecimento do Guarani, um adversário tradicionalmente difícil de ser batido nos seus domínios, vencendo-o por 2 x 1 e quebrando um tabu que se arrastava há alguns anos, sem vitória no Junco. Saliente-se que o Guarany (S) vinha de um bom resultado contra o Horizonte fora de casa, no Domingão.

 

O Fortaleza teve muitas dificuldades para vencer o Guarani (J) por 1 x 0 e o resultado poderia até ser diferente se não fora a grande atuação do Marcelo Boeck, indiscutivelmente o melhor jogador do time na noite de ontem. Enfatizamos que o Tricolor não enfrentou um adversário qualquer, mas sim uma equipe muito bem treinada e entrosada e que na primeira rodada foi a única a vencer e por um placar que não admite contestação, 3 x 1 sobre o Horizonte.

 

São aspectos que sublinhamos para contrapor a aqueles que defendem que com essa equipe o Fortaleza não chegará a lugar nenhum e que nem precisa entrar em campo porque a derrota será inevitável e inexorável, para o nosso rival.  O interessante é que ouvimos essas palavras de comentaristas que reputávamos como comedidos e que por certo estão se deixando levar pelos “arautos das más notícias”, por aqueles travestidos de tricolores e que fazem apologia ao nosso rival. Falamos dos programas camaleões.

 

Não podemos desconhecer, porque estaríamos faltando com verdade, que o Fortaleza precisa evoluir, pois há a necessidade de um sistema tático bem definido,  que premie a saída em velocidade pelos flancos,  e também pelo meio, quando necessário e que tenha jogadores que possam fazer o time jogar, função à qual o Rodrigo Andrade não tem se adaptado.

 

Conclui-se desse modo, e sem querer fazer pressão da diretoria, comportamento que não é do nosso feitio, que necessitamos urgentemente de um meia, atualmente chamado de “meia de ligação” e que que outrora era cognominado de meia armador, que seja tecnicamente diferenciado, mesmo que para tanto o desembolso tenha que ser maior. Essa contratação, além de resolver o problema do meio de campo do time, que peca por falta de objetividade e de criativa, ainda contribuirá para dar uma sacudidela na torcida e para alavancar o programa de Sócio Torcedor.

 

No jogo de ontem não tivemos o Fortaleza dos sonhos e, para muitos venceu, mas não convenceu. A defesa melhorou, mas ainda precisa consertar as falhas, especialmente aquelas oriundas das metidas de bola pelo adversário, nas costas dos laterais. No segundo tempo com a volta do Gaston para a sua posição de origem, o problema foi calafetado, na direita, ainda continuou, indicando que devem ser adotadas duas medidas. O Felipe tem que ficar mais atento e voltar mais rápido e precisa ser criada uma cobertura mais efetiva para o setor.

 

O meio de contenção melhorou de produção, particularmente com o Anderson Uchoa, que fez uma grande partida. O Jefferson e o Vacaria estiveram no mesmo nível, errando muitos passes, embora eu considere que o jogador gaúcho tenha mais autoridade no setor.

 

O meio de campo de criatividade, ou o setor de engenharia, ainda não funcionou nessas duas partidas e o resultado é que não há cadência, ou tranquilidade no toque de bola, tanto é que a defesa, não raro apela para a ligação direta. Há a necessidade de que um volante dialogue mais com o setor de criação e este atue de forma mais efetiva pari passu com o ataque, que se ressente da ausência de um homem de área.

 

Em resumo podemos dizer que o time já evoluiu, tanto é que já tocou e trocou mais bolas, embora não seja ainda o ideal e se no jogo contra o Ferroviário não tivemos destaque, neste já podemos enaltecer as atuações do Boeck, do Anderson Uchoa e do Gabriel Pereira. O Felipe esteve apenas regular e o Juninho Potiguar bisou a sua atuação abaixo da crítica contra o Ferroviário, assim como o Rodrigo Andrade que ainda não emplacou..

 

As vaias de parte da torcida, uma minoria,  e quem disser o contrário ou não esteve no estádio ou está desvirtuando a verdade, no nosso ponto de vida não se justifica para um time em formação, até porque é nítido que os jogadores estão se esforçando e não vi ninguém fazendo corpo mole.

 

Temos que entender que essa é a consequência do desmanche total do elenco do ano passado, mas não era isso que esse pessoal queria? Então não há o que reclamar, principalmente se considerarmos que uma equipe não se entrosa em dez dias. Ah! Não pode falar em paciência porque ofende os tímpanos de algumas pessoas? Peçamos então comedimento, compreensão, boa vontade e parcimônia para que os frutos possam aparecer.  Temos que cobrar, mas cobrança nada tem a ver com pressão desenfreada, que deixa sulcos profundos e não concorre para que o time evolua.

 

Por hoje c’est fini.

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.