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VITÓRIA PARA DAR CONFIANÇA E SERENAR OS ÂNIMOS

 

Realizou-se ontem a terceira rodada do campeonato cearense e praticamente sem nenhuma surpresa, isto porque, em que pese o Ceará ter sido reputado como favorito, a sua derrota para o Fortaleza está dentro da normalidade, tendo em vista que em clássico só existe um vencedor quando é trilhado o apito final, afora isso tudo pode acontecer.

 

O Maranguape, que após a derrota para o nosso rival por 2 x 0 fora considerado como uma equipe das mais fracas do certame, reabilitou-se plenamente ontem ao derrotar o Horizonte por 3 x 1. Provavelmente esse foi o resultado mais inesperado. Ressalte-se que o Horizonte no ano em curso vem contrariando de forma negativa todas as expectativas.

 

O Tiradentes, que assim como o nosso rival tem um jogo a menos, vez que o confronto entre ambos, pela primeira rodada foi adiado, por razões que desconhecemos, vem fazendo uma excelente campanha, vez que em duas partidas obteve duas vitórias, estando com 100% de aproveitamento.

 

Ao vencer o Uniclinic por 4 x 2, resultado que não era esperado, chegou aos 6 pontos passando a ser o segundo colocado e apresentando o ataque mais positivo do campeonato, com seis gols marcados e média de 3 gols por partida. O time da Polícia Militar até aqui vem sendo o destaque positivo. A sua partida a menos, precisamente contra o Ceará somente ocorrerá no dia dois de fevereiro.

 

Guarani (J) e Ferroviário, justamente os adversários que o Fortaleza havia enfrentando, antes do confronto com Ceará, empataram em 0 x 0, resultado que não me causa pasmo, haja vista que em comentários anteriores sempre defendi que são duas equipes bem montadas e que têm paridade de capacidade técnica. Melhor para o Ferroviário que foi buscar um precioso pontinho fora dos seus domínios.

 

Por fim, num jogo bem disputado o Guarani de Sobral venceu o Itapipoca por 3 x 2, resultado dentro da normalidade, deixando o time itapipoquense na vice-lanterna da competição e com grande propensão para o rebaixamento, considerando-se, porém que ainda faltam seis rodadas e a sua diferença para o oitavo, o Ceará é apenas de dois pontos e de três para o sétimo, o Uniclinic.

 

Por fim tivemos o Clássico-Rei, em que o Fortaleza, que não era tido como o provável vencedor por ninguém da crônica esportiva, desde o menos afamado aos maiores medalhões, venceu por 1 x 0 e convenceu, isto porque diante do Guarani de Juazeiro a vitória magra, também por 1 x 0 tinha deixado a torcida irrequieta e insatisfeita, ao ponto de vaiar o time, quando do recebimento da Taça do Torneio dos Campeões, atitude fora de propósitos com a qual não concordamos.

 

Ressalvamos que a partida entre os dois clubes era válida, tanto pelo Cearense, como pelo Torneio dos Campeões, que reúne o campeão cearense do ano anterior e o campeão da Copa Fares Lopes, explicação que se faz necessária para deixar inteirados os que não acompanham pari passu o nosso futebol que, em função da vitória do Tricolor, ficou com o nossos clube. Tivesse sido empate a decisão seria através de pênaltis.

 

É voz corrente por parte de todos os analistas que o Ceará teve mais volume de jogo e se mostrou mais ordenado e mais organizado taticamente dentro de campo e que tem maior capacidade técnica do que o Fortaleza, no que vou concordar para deixar patente que todas essas virtudes valorizaram a vitória tricolor, para muito tidas como impossível.

 

E não poderia ser diferente porque o Fortaleza, diante do Ferroviário se mostrou como um time bisonho e como se fora um amontoado dentro de campo e sem qualquer organização tática, tanto é que naquela partida, afora o Boeck, ninguém se destacou. Nessa partida a torcida de forma intolerante vaiou por demais o Felipe, em razão de uma declaração equivocada e inconsequente  e também não poupou o time.

 

Contra o Guarani (J), apesar de ter vencido às duras penas, por 1 x 0, partida em que o Boeck foi o herói, houve um pequeno progresso, mas nada que levasse a torcida a ter convicção da vitória, como líquida e certa contra o Ceará. Para muitos, principalmente para os mais céticos e os críticos de plantão,  o empate já seria um bom negócio.

 

O que se viu foi um Fortaleza mais voluntarioso, embora técnica e taticamente ainda tenha muito a progredir e que na base da raça e da força de vontade soube neutralizar o adversário e num dos poucos lances em que teve chances para marcar e não tão cristalina, conquistou a vitória com um belo gol do Rafael Pereira, por cobertura, aproveitando-se de um rebate em falso do goleiro do adversário.

 

Começando a analisar pela defesa vemos que evoluiu muito, especialmente se confrontarmos com a estreia em que se enrolou nos dois gols do Ferroviário e podemos falar em evolução porque enfrentou uma ataque dos mais poderosos da competição. A surpresa ficou por conta da lateral-direita em que o Hemerson Maria sacou o Felipe, que não vem fazendo bons jogos e que está muito desgastado com a torcida, substituindo-o pelo Jefferson, que deu conta do recado.

 

O meio de campo, que era um dos compartimentos mais criticados do time, teve um progresso acentuado, especialmente pela entrada do Vacaria, que joga de cabeça erguida, é um bom marcador e sabe sair para o ataque. Por outro lado o Rodrigo Andrade, que vinha sendo censurado, fez uma boa partida, fatores que contribuíram para a evolução e o progressos do setor.

 

O ataque do Fortaleza, que não está ainda entre os melhores da competição,  foi mais efetivo no jogo de ontem, isto porque o Lúcio Flávio, além de se deslocar bem e de demonstrar uma certa habilidade, concorreu para prender os zagueiros adversários, que desta feita não tiveram a mesma liberdade que os defensores de ferroviário e Guarani (J). O Juninho Potiguar apresentou um pequeno progresso e o Gabriel Pereira confirmou nossa tese de que é o jogador mais lúcido e de mais efetividade do setor.

 

Foi uma vitória que contribuiu para serenar os ânimos de muitos, principalmente daqueles que criticavam sem motivos consistentes, apenas por criticar ou por motivações políticas e deixa o Fortaleza mais confiante para o confronto da próxima quinta-feira, contra o poderoso Bahia, pela Copa do Nordeste.

 

Acreditamos que para esse jogo já tenhamos um Fortaleza melhor delineado taticamente e com maior capacidade técnica, pois, ao nosso ver vem apresentando uma evolução gradual e consistente, ao ponto de alguns jogadores,  que vinham rendendo menos,  já se apresentam melhor tecnicamente, caso, por exemplo, do Allan Vieira, que mesmo fora da posição demonstrou raça e comprometimento.

 

Por hoje c’est fini.

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.