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O APOIO DA TORCIDA É FUNDAMENTAL PARA A ARRANCADA TRICOLOR

 

 

O Fortaleza se digladiará logo mais com o Maranguape, num embate difícil em que a esperança e a de que tenhamos um time mais compactado, especialmente em razão da volta dos atletas Anderson Uchoa e Gastón Filgueira. O time vem de uma derrota, que não estava nos seus planos e precisa da reabilitação para dar mais confiança ao grupo e, sobretudo, à comissão técnica, a torcida e a diretoria.

 

A nossa expectativa, enquanto analista é a de que tenhamos uma equipe que, na medida do possível, resolva três dos seus principais problemas de natureza tática: Falta de saída pelos flancos, com os laterais; maior articulação no meio de campo, especialmente na construção das jogadas ofensivas e maior produtividade no ataque.

 

Todos esses problemas estão interligados intrinsecamente entre si, pois são exatamente os fatores que concorrem para que o ataque tricolor venha marcando apenas um gol por partida nesse campeonato, produtividade muito baixa, principalmente se consideramos que o índice de um time campeão é em torno de dois gols por partida.

 

O que nos resta esperar é que o Hemerson Maria, demonstrando de uma vez por todas que tem habilidade e tirocínio para encontrar soluções rápidas para essas dificuldades,   resolva todos esses problemas, mesmo sem ainda contar com as peças apropriadas para tanto. Como se diz no popular, até lembrando um quadro do Programa do Faustão, que seja capaz de “se virar nos trinta”.

 

A respeito dessa escassez no elenco e desses claros em setores como meio de campo e ataque,  a Diretoria caiu em campo rapidamente e já anunciou alguns jogadores, dentre os quais o Zé do Gol, artilheiro de capacidade reconhecida em todo o Brasil e  no meu ponto de vista uma grande contratação e que, por certo empolgará a torcida que sentia a carência de um grande nome.

 

Para a meia renovou com o  Leandro Lima; trouxe o William Schultz e o Esquerdinha, que ainda se encontra em processo de recuperação de uma contusão muscular. O Leandro Lima teve poucas chances no ano passado, mas quando entrou mostrou muita mobilidade e rapidez, além de ter por hábito partir para cima do adversário, em jogadas individuais. Queremos ver se tendo a responsabilidade de armar o time corresponde às expectativas e à responsabilidade colocada sobre os seus ombros.

 

O Schultz não é muito conhecido, mas já passou por grandes clubes e a esperança é de que venha a ser aquele meia de cuja ausência o time vem se ressentindo. O Zé do Gol dispensa comentários, isto porque tem um bom índice de gols para um artilheiro: Um gol a cada 2,4 partidas. Traçando um paralelo com centroavantes de seleção acentuamos que o Fred tem um índice de 1 gol a cada 1, 6 partidas; o Ricardo Oliveira 1 gol a cada 1,7 partidas e o Guerrero 1 a cada 2,7 partidas, abaixo do índice do Zé Carlos.

 

Por todos esses fatores achamos que o time dará uma resposta positiva nesse embate contra o Maranguape e, conjeturamos,  que a torcida vai apoiá-lo isto porque a diretoria está atenta e caiu em campo,  trazendo peças de reposição que fazemos votos resolvam os problemas, até porque está sendo contratado um jogador que há muito tempo vinha sendo o seu grande sonho de consumo. A torcida, desta vez,  não pode se queixar de não ter sido atendida. Novos tempos se prenunciam.

 

As torcidas organizadas prometem fazer um protesto hoje no estádio, não sabemos conta quê e contra quem. Sabemos, pelo que têm nos passado, que se trará de um movimento articulado. Não concordamos com esse tipo de comportamento e de antemão vamos dizer que não somos contra às “organizadas”, desde que estas se mantenham dentro da lei, isto porque o direito de se  organizar é constitucional, desde que não fira os de outrem.

 

O que não entendemos é essa ação de protestar contra o clube, a qual só apoiaríamos e entenderíamos se houvesse a contrapartida, isto é, se quando os seus membros dessem prejuízos ao clube, e têm sido muitos,  se apresentassem, de livre e espontânea vontade,  para fazer o ressarcimento.

 

Não vemos e não temos notícias de torcedores comuns, que são maioria absoluta, causando prejuízos ao clube, de modo que esse sim, tem o lídimo direito de protestar, especialmente porque a sua forma de mostrar descontentamento é pacífica. Ficaremos ao lado das “organizadas” se estas compreenderem que “a cada direito corresponde uma obrigação” e que o  amor não se coaduna com vandalismo e violência.

 

Por hoje c’est fini.

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.