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ENTENDA O NOSSO CAMPEONATO DE CADA DIA

 

O nosso campeonato vem sendo duramente criticado há alguns anos mui especialmente por parte da imprensa que prega a sua extinção. Discordo frontalmente, pois em isso acontecendo, somente os maiores clubes sobreviverão ficando decretada assim a morte dos pequenos clubes, que não reúnem condições técnicas e financeiras para participarem das competições nacionais.

 

Há que ser reconhecido também que uma boa leva de craques são revelados por esses clubes que, em termos de manutenção e sustentação do nosso futebol, desempenham papel relevante. Dado a escassez de craques os grandes times do futebol brasileiro vêm se abastecendo nos clubes pequenos. Poderia citar muitos, mas lembro o Felipe no Fortaleza e o Tchê Tchê no Palmeiras. Matar os campeonatos é matar a raiz do nosso futebol.

 

Alegam os adversários dos regionais que são competições deficitárias e sem a menor importância e mais uma vez sou parte discordante, tendo em vista que são qualificativos para as competições nacionais.

 

A nível de futebol cearense o campeonato classifica o campeão e o vice para as copas do Nordeste e do Brasil. Classifica também dois clubes melhores classificados, excetuando-se Fortaleza e Ceará, com vagas garantidas nas Series C e B, para a Serie D e se algum clube da Série D ascender a Série C, o terceiro melhor classificado ganha a vaga para a Serie D. Ver-se, portanto, que os campeonatos regionais são por demais importantes, vez que além dessa qualificação,  ainda contribuem para que haja uma rivalidade saudável no futebol brasileiro.

 

Com relação a ser deficitário não contestamos, entretanto, o campeonato paulista era deficitário, mas a Federação foi à luta  e transformou a competição na mais rentável do país. Temos que seguir esse exemplo e, para tanto a Federação tem que investir maciçamente na competição, através dos seus departamentos Comercial e de Marketing, pois o que ocorre é que o nosso melhor produto esportivo não está sendo devidamente explorado e valorizado.

 

Por falar em campeonato, temos recebidos diversos telefonemas e abordagens acerca do seu regulamento, cuja percepção está sendo um tanto quanto difícil para os desportistas, exatamente pela diferença de critérios nas suas fases. Para muitos essa mistura de mata-matas com play-offs não está sendo bem digerida. Vamos tentar explicar melhor.

 

A primeira fase, disputada por dez clubes, continua com sistema de disputa muito semelhante ao do ano passado, vez que todas as equipes jogam entre si. Diferencia-se dos certames anteriores por ter somente jogos de ida, tendo sido, obviamente, eliminados os jogos de volta. Nessa fase classificam-se oito clubes para a fase seguinte e dois são rebaixados para a Série B.

 

Na segunda fase, denominada de Quartas de Final, os oito clubes se enfrentarão em sistema eliminatório, ou de mata-mata, em que o primeiro colocado na primeira fase enfrentará o oitavo; o segundo o sétimo; o terceiro o sexto e o quarto enfrentará o quinto. O mando de campo da segunda partida será do melhor colocado na primeira fase e em caso de empate em todos os critérios a decisão dar-se-á por pênaltis.

 

Os quatro classificados nas quartas de Final vão para as semifinais e,  nesse caso,  o sistema de disputa muda da água para o vinho, pois a classificação acontecerá após uma melhor de três partidas, com o mando de campo no segundo e terceiro jogo, pertencendo ao clube melhor colocado nas fases anteriores e se uma equipe vencer as duas partidas não haverá necessidade da terceira. Em caso de empate a decisão dar-se-á através dos pênaltis.

 

Na final teremos também uma melhor de três partidas, ou continuarão os play-offs, se quisermos americanizar, sendo o campeão a equipe que atingir os seis pontos, de modo que se isso acontecer, a exemplo da fase anterior, a decisão irá para os pênaltis. Uma pequena e sutil mudança é que o mando de campo na segunda partida pertencerá ao clube que tiver melhor campanha somando-se a primeira fase e as quartas de final, ficando as semifinais excluídas dos critérios de desempate.  

 

Na esperança de  ter contribuído para o entendimento do REC do nosso tão espezinhado campeonato, que alguns chamam de “canela fina” e assim por diante,   afiançamos que, embora respeitemos opiniões contrárias, não podemos jogar às traças um certame quase centenário que, se não fosse importante, inclusive para o Ranking Nacional, o nosso rival não estaria brigando por um penta inexistente no tapetão, além de outros certames que ganhou a bico de pena, a exemplo do campeonato de 1992.

 

A conclusão a que chegamos é que temos que ser mais bairristas, temos que ser como a coruja, que não só na fábula, mas na vida real, acha que os seus filhos são os mais bonitos. Depreciar o nosso campeonato não é uma posição que se possa aceitar, principalmente por parte daqueles que juram de mãos postas e de forma contrita que amam o futebol cearense. Amor estranho esse.

 

Por hoje c’est fini

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.