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GUARANY 0 X 0 FORTALEZA - POUCO A ACRESCENTAR

 

Todos sabem que não somos de criticar de forma exacerbada e somos por demais comedidos quando tratamos dos assuntos do Fortaleza e talvez pequemos em alguns momentos, por falta de um comedimento maior quando censuramos aos que desrespeitam o Fortaleza, embora, também nessa questão sejamos moderados, uma vez que costumamos demonstrar o nosso descontentamento de forma educada, sem ofensas morais e sem atentarmos contra a honra das pessoas, mesmo sendo antitricolores. Atemo-nos apenas à realidade dos fatos.

 

Assim vamos reportar à partida de ontem com a maior isenção de ânimos possível, enfatizando apenas que não há como fugir ou como maquiar a realidade dos fatos, até porque se assim agíssemos  estaríamos sendo desleais e desrespeitosos para com aqueles que nos honra com o acompanhamento e leitura dessas mal traçadas linhas, a quem temos que nos conservar fidedignos e fiéis.

 

Confesso que busquei inspiração para analisar o jogo de ontem e não consegui. Para tentar entender a partida e também o time tricolor, vamos apelar para o quesito produtividade e nesse ponto, fatalmente temos que abordar o desempenho da equipe nesses dois jogos, em que enfrentou equipes medianas contra as quais, para nossa desdita e decepção, tropeçou nas próprias pernas. Contra o Altos, cuja performance foi muito criticada, a comissão técnica alegou dois motivos, para justificar a ineficácia da equipe: As péssimas condições do gramado e o calor excessivo e, de todo, não lhes tiramos a razão, assunto que já comentamos sobejamente.

 

Contra o Guarany, numa temperatura mais amenas e num campo infinitamente melhor esperava-se então, por ser obvio, mais produtividade da equipe e pasmem! Não aconteceu.  No jogo contra o Altos a equipe dominou o primeiro tempo, fez um gol e poderia ter consolidado o marcador se tivesse tido mais apetência e competência para buscar e fazer o gol e até no segundo tempo, em que nada produziu ainda teve oportunidade de sair vitoriosa.

 

No jogo de ontem, piorou ou regrediu mais ainda, posto que, em quase cem minutos, incluindo-se os acréscimos, não me lembro e se alguém lembrar me corrija, de um único lance do time que tenha redundado em perigo iminente de gol para o Guarany, ou de uma única jogada trabalhada e bem arquitetada que se possa dizer que fora fruto de uma configuração e de uma disposição tática da equipe.

 

Na verdade o time parecia um bando. Passou o primeiro tempo todo fazendo ligação direta e a bola quando chegava ao meio de campo dava a impressão de ter urtiga, pois queimava nos pés dos jogadores, que por sinal em quase toda a sua totalidade foram um fiascos, até estranhamos porque essa mesma equipe, com os mesmos atletas, fez um bom jogo contra o Maranguape.

 

Reportando-me aos atletas avalio que seja temerário afirmar que nesse ano o Fortaleza tem goleiro, isto porque, após oito partidas avaliamos que o Marcelo Boeck tem apresentado muita regularidade e, na maioria das partidas tem salvado o time de um vexame. Pelo menos para formar um grande time já temos um grande goleiro.

 

Nessa partida vou excluir da mediocridade os jogadores Heitor, no meu ponto de vista injustiçado por aqueles que o criticam, pois vem sendo regular; o Ligger, o jogador mais regular do time nessa campanha irregular e preocupante, que felizmente  ainda não  possa ser chamada de desastrosa; o Anderson Uchoa, pelo espirito de luta; o Bruno Melo, que está provando que pode ser titular e o Lucio Flávio, que mesmo com uma virose lutou muito e deu outra movimentação ao time, que mediante a sua entrada ganhou um pouco mais de lampejo ofensivo.

 

Os outros jogadores, para nosso desapontamento e malogro, passaram a impressão de que desaprenderam o ofício de jogar bola. Pela direta o Jefferson, repetindo a sua fraca atuação contra o Altos, não passou do meio de campo, não sabemos se por determinação tática, ou se por falta de cacoete para exercer a posição. Pela esquerda o Gastón quebrou a bola o tempo todo deixando, inclusive, algumas delas escapar por entre os dedos, perdendo-se pela lateral.

 

Ainda no setor de contenção o Vacaria, que vinha se notabilizando pela virilidade, não acertou o passou, nem marcando com a sua conhecida força bruta e nem contribuindo para armar o time. O Leandro Lima é um caso à parte, pois, nessas duas partidas deixou patente que, assim como o Rodrigo Andrade, não e meia de ligação, embora o Rodrigo, que é meia-atacante, seja muito mais produtivo.

 

No ataque, há alguns jogos o Gabriel Pereira não vem produzindo a contento, mesmo caso do Jefferson, vez que não sabemos se o seu recuo é por determinação do treinador ou se, em função de um possível deslumbramento, esteja perdendo o rumo. Bom averiguar. O Vinícius Baiano nada acrescentou e pelo que produziu deixou patente que pode ser um reserva regular e não o encarregado de botar a bola para dentro.

 

O Wesley, desempenhando o papel de terceiro atacante e por vezes voltando para a meia, se esforçou muito, mas não produziu e o Juninho Potiguar, como sempre, nada acrescentou. Enfim, esse é o tamanho dos nossos problemas.

 

Perguntei no nosso grupo de WatsApp de Conselheiros onde estavam o problema e as respostas foram múltiplas. Alguns acham que o problema maior é a comissão técnica, aliás, a grande maioria; outros avaliam que é a falta de entrosamento, embora já estejamos na oitava partida; outros acham que é a falta de um camisa 10, ou seja, de um meia de ligação na verdadeira acepção da palavra.

 

Não descartando a hipótese de estarmos diante de uma conjunção de todos esses problemas, vou eleger como o de maior prioridade a falta do meia de ligação, tanto pelos motivos já elencados, como pelo fato de que o Ortega, que poderia ser uma das soluções, ter sido escalado por duas vezes as não, porém,  terminar uma única partida. Pode ser a solução, mas pelo que produziu em campo, não estamos convencidos disso.

 

As nossas esperanças ficam depositadas no William Schuster. Se for esse jogador teremos encontrado a mosca azul, se não for continuaremos claudicantes como sempre, fazendo ligações diretas e sem um trabalho de bola no meio de campo.

 

Com relação ao treinador só me manifestarei, daqui a duas partidas se ele, evidentemente,  continuar entre nós, isto porque a pressão pela sua saída começa a ficar muito grande, a começar pelos próprios conselheiros e  não sabemos se a diretoria vai ter forças para mantê-lo à frente da equipe. O jogo contra o Moto Clube será a linha limítrofe, pois se acontecer pelo menos um empate o Tricolor, praticamente estará fora da segunda fase da Copa do Nordeste e,  nesse caso,  segurar o Hemerson Maria se configurará como muito difícil. É para frente que as malas batem e a vida anda.

 

Por hoje c’est fini.


 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.