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VITORIA SUADA E SOB CLIMA DE TENSÃO

 Zé do Gol - O salvador da pátria

 

Eu vinha afirmando no programa Fala Leão e nesse espaço que só me pronunciaria acerca do Hemerson Maria quando o mesmo completasse dez jogos à frente do Fortaleza o que, efetivamente ocorreu ontem, isto porque diante desse número de partidas acredito já seja possível fazer uma avaliação com maior isenção de ânimos e mais próxima da realidade dos fatos.

 

São dez jogos. Seis pelo Campeonato Cearense, em que o clube somou onze pontos, encontrando-se na terceira colocação, mesma pontuação do segundo, o Guarani de Juazeiro, para quem perde pelo critério de saldo de gols, seis contra cinco. Nesses seis jogos o Fortaleza marcou oito gols e sofreu três, apresentando um saldo positivo de cinco gols. Apresenta a média de 1,3 assinalado por jogo e de 0,5 gols sofridos, ostentando um percentual de desempenho de 61%.

 

Em outra competição do ano em curso, Taça dos campeões, enfrentou o Guarani de Juazeiro, em jogo único e venceu por 1 x 0, ficando com a Taça. Apresenta, obviamente um desempenho de 100% e a média de um gol assinalado por partida e zero gol sofrido, com o saldo de um gol. Esse desempenho está contribuindo para elevar o desempenho total do time, quando somamos os resultados de todas as competições.

 

Na terceira competição, tida como de maior nível técnico e numa chave que tem Bahia, Moto Clube e Altos o Tricolor, em três partidas, venceu uma, a de ontem sobre o Moto, por 1 x 0 e empatou duas, Bahia em casa em zero a zero e Altos fora por 1 x 1. Em nove pontos possíveis somo cinco pontos, apresentando um percentual de desempenho de 55%, que tem contribuído para essa aversão do torcedor ao treinador.

 

Na copa do Nordeste o time assinalou quatro gols em três partidas, apresentando um índice de 1,3 gols por jogo e sofreu três, ostentando um índice de 1,0 gol por partida. Na Copa do Nordeste temos assim o pior desempenho da defesa, que foi agravado pelos dois gols sofridos na partida contra o Moto, vencida pelo placar apertado de 3 x 2 e numa espécie de milagre, que tem o nome de Zé do Gol.

 

Quando juntamos todas as competições verificamos que o Fortaleza fez dez jogos, ou trinta pontos possíveis, tendo conquistado dezenove, apresentando um percentual de desempenho de 63,33%. Assinalou nesses dez jogos, treze gols, índice de 1,3 gols por partida e sofreu seis, índice de 0,6 gols por jogo.

 

Cotejando o desempenho do Fortaleza, na Copa do Nordeste, com o do Santa Cruz, campeão de 2016,  temos que o time pernambucano somou 24o pontos em 12 jogos, apresentando um percentual de eficiência de 2 pontos por jogo, o do Fortaleza é de 1,9 e tendo um desempenho de 66,66%, enquanto o do Tricolor é de 55%. O índice de gols marcados é de 1,5 por jogo, contra 1,3 do Fortaleza e o índice de gols sofridos é de 0,5 por partida, contra 1,0 do Fortaleza.

 

Esses números oriundos da principal competição do semestre demonstram claramente que o Fortaleza precisa evoluir muito, pois o seu desempenho em pontos está muito aquém daquele próprio de um campeão, pois historicamente o desempenho dos campeões tem sido em torno de 65%.

 

Isto posto vamos analisar o jogo de ontem para dizer que o Fortaleza venceu no sufoco, um partida cujo resultado poderia ter sido mais tranquilo se o time não tivesse, para começo de assunto, desperdiçado duas grandes oportunidades para consolidar o marcador no início da partida. Para complicar mais ainda a vida do clube, e do próprio treinador, a defesa, que era o ponto alto do time. Passou a falhar bisonhamente na partida de ontem.

 

No primeiro gol o Ligger falhou feio ao deixar o centroavante do time motense, o Vinicius Paquetá, que é muito lutador e deu muito trabalho ao sistema defensivo tricolor, se antecipar e cabecear livre, na pequena área, sem que o Boeck nada pudesse fazer, pois a cabeçada foi a queima-roupa. Assim mesmo o nosso bom goleiro quase conseguia a defesa.

 

A falha no segundo gol foi ainda mais clamorosa, pois o Jefferson que, praticamente tinha o domínio da bola, em que tentou cabecear, perdeu o seu domínio, a qual sobrou livre para o atacante Tony Galego fuzilar o Boeck, que mais uma vez foi pego desprevenido e no contrapé, pois já se preparava para tentar a defesa.

 

O ataque tricolor, que vinha sem funcionar, outem foi eficiente, isto porque o Leandro Lima teve um desempenho melhor, aproximando-se mais dos atacantes, razão por que assinalou três gols, que é a segunda melhor marca do Fortaleza no ano. Nesses gols inclui-se o tento salvador do Zé do Gol, que surpreendendo a todos, inclusive ao goleiro adversário, chutou de longe e com precisão, para salvar o Fortaleza, praticamente da degola antecipada na competição.

 

Ressalte-se que o treinador Hemerson Maria foi bastante hostilizado durante a partida, agraciado com o nome de “burro” e com o coro “queremos treinador” e será que o torcedor tem razão? Os números mostram que está arrazoado em parte, pois a produtividade do time não é exatamente a de um campeão.

 

O segundo motivo, é que em dez jogos o time não tem um padrão de jogo e embora tenha melhorado ontem, em termos de municiamento do ataque, atua muito recuado e não tem um sistema de marcação que possa ser considerado constante e bem arquitetado, que já possa ser considerado automatizado. A situação do Hemerson se agravou em função do Moto ter aberto o marcador, quando o Fortaleza estava melhor e pelo fato do time ter recuado excessivamente quanto fez dois a um.

 

Para complicar foi muito vaiado quando das substituições, pois o torcedor queria um time mais solto e mais ofensivo e o treinador, não abrindo não da sua filosofia, continuou excessivamente cauteloso. A gota d’água ficou por conta da substituição do Gabriel Pereira, que era o atacante de maior lucidez. Todos esperavam que o treinador sacasse um volante.

 

A entrada do Bruno Melo, também muito criticada, no meu ponto de vista foi acertada, haja vista que os laterais estavam muito presos e o clube, então com dois atacantes de área em campo, não contava com bolas alçadas na área.

 

A outra crítica ficou por conta da substituição do Lucio Flávio pelo Vinicius Baiano, quando o treinador queimou uma substituição, tentando consertar o erro cometido, quando sacou o Gabriel Pereira. O Hemerson tem sido muito criticado nas substituições e pelo fato de vir sendo considerado “retranqueiro”, ou seja, por se preocupar excessivamente em marcar, para somente depois pensar em fazer gols.

 

A minha crítica é simples: O Fortaleza não tem padrão tático, a começar pela falta da chamada “marcação alta”, termo muito em voga no momento. Qualquer treinador começa a marcação logo na intermediária do adversário, a nossa, quando existe, o que é raro, é feita a partir do no meio de campo, ou do nosso sistema de defesa.

 

O posicionamento do clube também deixa a desejar, pois até mesmo quando se prepara para atacar os seus atacantes se colocam no meio de campo, quando o correto seria se posicionar na intermediária do adversário.

 

Por outro lado inexistem aquelas linhas de marcação, visíveis a olho nu em qualquer equipe, a exemplo das apresentadas pelo Moto.. Sabemos que o Fortaleza está eternamente em formação, mas 70% por cento desses jogadores vêm atuando em todas as partidas, o que seria de se esperar que tivessem pelo menos mais entrosamento. O pior de tudo isso é o clima beligerante da torcida com relação ao treinador, que é preocupante.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.