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O FORTALEZA PRECISA DE UMA TREGUA

 

O Fortaleza terá uma partida decisiva amanhã contra o São Raimundo, da cidade de Santarém (PA),   a quem o Fortaleza já enfrentou pela Série C de 2010, tendo vencido as duas partidas 3 x 2 fora de casa e 2 x 1 em casa. Naquele ano o time paraense foi rebaixado, tendo somado apenas três, provenientes de um empate com o Águia de Marabá e dois contra o Rio Branco.

 

O São Raimundo manda os seus jogos no Estádio Estadual Colosso do Tapajós, com capacidade para 16.000 pessoas e que foi ampliado em 2013. Além do São Raimundo, São Francisco e Tapajós mandam os seus jogos no citado estádio, considerado um verdadeiro Alçapão para os visitantes.

 

O São Raimundo está muito bem colocado no Campeonato Paraense, em que soma 6 pontos  em 4 rodadas, estando em segundo lugar com a mesma pontuação do líder do Grupo A1, o Paragominas, para quem perde pelo número de vitórias. Ressalte-se que o Paysandu no momento é o lanterna desse grupo, com apenas 3 pontos conquistados, situação que está deixando o Chamusca ameaçado.

 

O time de Santarém, cidade com 295.000 habitantes,  está invicto no campeonato, tendo conseguido,  em quatro partidas,  1 vitória e 3 empates. Venceu o Águia de Marabá, fora de casa, por 1 x 0 e também fora de casa empatou com o Castanhal em 0 x 0. Em casa empatou com o Remo em 1 x 1 e com o Independente, que com 10 pontos e o líder do Grupo A2,líder do Grupo A2,   em 2 x 2.

 

Não venceu ainda em casa, e por certo vai buscar a vitória desesperadamente contra o Fortaleza, neste jogo que é o da sua vida, até porque é o único resultado que lhe interessa. Em confronto com os grandes, como vimos, empatou com o Remo que, com 8 pontos é o segundo colocado do Grupo A2 e que vem de vitória sobre o Paysandu.

 

Não esperemos, pois facilidades, até porque os maiores adversário do Fortaleza, além do São Raimundo, são a falta de entrosamento e essa pressão por resultados, inclusive nesse jogo, que vem afetando o grupo. Eu diria que o grau de dificuldades do Fortaleza nessa partida  é o mesmo de um jogo fora de casa em que enfrentasse, por exemplo, o Guarany de Sobral.

 

Em que pese as dificuldades estamos confiantes e esperando que o time, consiga superar os seus próprios problemas técnicos, físicos, táticos e emocionais e faça uma boa partida, trazendo a classificação. Um resultado negativo será nefasto nesse momento delicado. Confiemos na vitória.

 

Sei que o Fortaleza não vem jogando bem. Reconheço também que algumas peças não vem rendendo bem. É fato que o time ainda tem problemas de ordem tática e até de ordem técnica para serem resolvidos. Tenho plena convicção de que o Hemerson Maria, exatamente por não ter conseguido o acesso,  em duas partidas,  contra o Juventude, vem sendo criticado e massacrado por parte da torcida tricolor e isso e fato.

 

Entretanto quero ponderar, até por me ser de direito, que esse movimento sistemático de vaiar e apupar até os gols do Fortaleza e ilógico, pois não se trata de algo anormal, mas de um fúria indomável e quase coletiva que é extremamente prejudicial ao clube e só agrada aos inimigos tricolores e a uma minoria que, nos microfones ou nas redes sociais se entrincheiram contra tudo e contra todos no clube.

 

Esquecem que o Fortaleza até o final do mês ainda estava em formação. Esquecem que por pressão deles próprios a diretoria teve que passar um trator sobre o elenco do ano passado, e nesse ponto errou, porque nem sempre a “voz do povo é a voz de Deus”, vez que a Bíblia nos ensina que existem os anticristos, ou seja, os falsos profetas. Nesse caso a voz a ser escutada seria a da razão.

 

Por outro lado temos que considerar que o Hemerson Maria, assim como os atletas, não estão tendo a tranquilidade necessária para trabalhar, mormente num momento em que, em razão da sucessão e profusão de jogos, não há tempo para treinar, especialmente soluções e estratégias táticas. Não estou aqui dizendo que de repente temos o maior treinador do mundo, ou o melhor elenco do planeta. Posso dizer, no  entanto,  que não temos os piores jogadores e o pior treinador, como muitos apregoam.

 

Por todas essas razões, embora desagradando a uma minoria, tenho me postado contra a essa situação, para qual não existe explicação real, isto porque, vaiar o gol, vaiar a vitória e vaiar sistematicamente não e normal. São atos que beiram à insanidade, ou então que cheiram a movimento orquestrado, que só favorecem aos nossos inimigos e aos que puxam a corda para o lado contrário.

 

Do jeito que as coisas andam, se o Fortaleza se classificar hoje corre o risco de ser vaiado e se for campeão cearense, acontecerá a mesma coisa, isto porque estamos diante de um movimento de intolerância sem precedentes, que somente agradam aos que defende que o torcedor pode fazer tudo, até vaiar quando não tem razão. Não pode, pois o direito de um termina conde começa o direito dos outros e todos têm o direito inalienável de não ser desrespeitado.

 

Isto posto venho solicitar aos homens de bem, que estão se deixando levar pelos adversários do Fortaleza,  que se vestem na pele de tricolores, tais quais lobos na pele de cordeiro, que reflitam e deem uma trégua ao time, pois o insucesso e o fracasso do Fortaleza também será nosso e somente satisfará o ego dos que querem ver a nossa derrocada. Apoiemos o Fortaleza, porque a sua vitória, do mesmo modo, também será nossa  e,  com certeza se transformará  numa paulada na moleira dos que querem a nossa ruína.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.