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SEGUNDO TEMPO PROMISSOR

Gabriel Pereira - Excelente partida e muito profissionalismo

 

O Fortaleza  conquistou neste domingo uma grande vitória contra o Uniclinic, um adversário difícil, que também brigava pela classificação antecipada e se viesse a vencer, chegaria aos 11 pontos se lhe igualaria, no chamado jogo de seis pontos. O Tricolor garantiu a classificação para a segunda fase, de mata-mata, isto porque não pode mais ser ultrapassado pelo oitavo colocado, in casu o Tiradentes.

 

O Tricolor entrou em campo com um time todo modificado, nada mais e nada menos do que  sete alterações, de modo que tivemos um jogo equilibradíssimo no seu primeiro tempo, em que o antagonista, efetivamente, andou mais perto de abrir o marcador. Criou duas grandes oportunidades,  ensejando que o goleiro Marcelo Boeck, que a cada jogo deixa patente o seu valor,  conquistando de vez a Nação Tricolor, fizesse duas grandes defesas, evitando assim a queda da sua cidadela.

 

No segundo tempo a coisa mudou de figura. O treinador Daniel Frasson, fazendo a leitura correta e precisa da partida fez entrar o Esley e o Gabriel Pereira. O Wesley se concentrou mais no meio de campo, mas de vez enquanto se apresentava pela diagonal esquerda da área para finalizar e foi assim que fez o terceiro gol. Com dois pontas bem abertos, Gabriel Pereira e Vinícius Baiano, o Zé Carlos que, ao contrário dos últimos centroavantes tricolores, tem bom domínio de bola, senso de colocação e presença de área, fazendo muito bem o pivô, deixou claro e evidente que também estamos bem servidos de centroavantes.

 

Numa bate e rebate nas proximidades da pequena área, pela esquerda, o Vinícius Baiano cruzou por cima da defesa e rente à trave,  quando a bola já se direcionava praticamente para a linha de fundo, eis que aparece o pé providencial do Zé Carlos, que mostrando que o artilheiro sempre está na hora e no local certo, quase sem ângulo, transformou uma bola quase perdida no primeiro gol tricolor, mudando consubstancialmente o panorama da partida, que começava a se desenhar favorável ao Fortaleza. Ressalte-se que antes desse gol o ataque tricolor já havia colocado duas bolas nas traves.

 

O segundo gol surgiria de mais uma jogada de velocidade do Vinícius Baiano, que penetrou célere pela direita e cruzou na medida e na cabeça do Gabriel Pereira que, penetrando em velocidade no meio da defesa do Uniclinic cabeceou forte, sem possibilidades de defesa.

 

Acentue-se que o jogador Gabriel Pereira, que passa por um problema familiar, haja vista que o seu pai, senhor Edson Pereira,  se encontra hospitalizado, numa demonstração de muito profissionalismo, jogou o tempo inteiro e no final da partida, consternado e emocionado, dedicou o gol ao seu genitor. Belo gesto de um filho e de um profissional exemplar.  

 

Temos que ressaltar nessa partida a inteligência e a boa leitura de jogo do Frasson, que fez as alterações que se faziam necessárias; a velocidade dos dois meninos, Gabriel Pereira e Vinícius Baiano e a capacidade do Zé Carlos de fazer o pivô e de servir aos companheiros. Deu dois passes açucarados, infelizmente desperdiçados pelos nossos atacantes.

 

Ficou patente no jogo de ontem, assim como nos anteriores, que estamos bem servidos de goleiros e de atacantes, pois no meu entendimento o Zé do Gol não sai mais do time. Quanto ao time, com mais alguns ajustes, especialmente se conseguir resolver o problema do setor de engenharia, pode render bons frutos, até porque temos boas peças, embora algumas não estejam funcionando a contento.

 

Confiamos na capacidade do Marquinhos de arrumar e organizar a equipe que se ressente de um modelo tático padrão e de variações a serem utilizadas no decorrer dos embates, para fazer oposição e neutralizar a estratégia dos adversários. Não há muito tempo para qualquer alteração, vez que o Tricolor já tem um embate amanhã contra o Moto, em que precisa vencer para continuar aspirando a classificação.

 

Em perdendo ou até mesmo empatando as coisas se complicarão, contudo, se sair vencedor, continua firme lutando para passar de fase e em disputa acirrada com o Bahia, a quem enfrentará fora de casa, pelo primeiro lugar do grupo. Difícil sim, impossível não. Pelo que produziu no segundo tempo da partida contra o Uniclinic nos damos ao direito de sonhar com voos mais altos.

 

Para o Marquinhos além da responsabilidade própria da esteia, será uma oportunidade para observar o rendimento das peças que tem à mão. Na relação de atletas aptos a enfrentarem o Moto, não fez parte o Juninho Potiguar, que já teve várias oportunidades e se mostrou completamente perdido. São muitas chances recebidas pelo jogador, que  nos permitem avaliar e afirmar que o mesmo, em que pese a boa vontade dos treinadores, infelizmente não emplacou, caso, por exemplo, do Bruninho.

 

Por hoje c’est fini.

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.