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SINAL DE ALERTA ACESO

 Boeck - Segurança e competência

 

O Fortaleza, numa tarde em que nada deu certo, perdeu para o Tiradentes por 2 x 0 e andou muito perto de sofrer o terceiro gol, até porque a bola que daria mais ênfase, mais propriedade e mais irrefutabilidade   ao triunfo do time da Policia Militar foi salva em cima da linha, além do Boeck ter feitos algumas defesas importantes e consagradoras, que deixaram patente que estamos bem servidos de goleiros.

 

Fica difícil de se fazer uma análise imparcial e acurada da partida, isto porque tendemos   a misturar os nossos pontos de vista com os sentimentos, quase sempre arraigados, do torcedor, que de repetente não se conforme com uma vitória e por um placar que, na verdade, não admite contestação.

 

Podemos afirmar, sem medo de errar ou de ferir suscetibilidades que, tanto do ponto de vista do analista, como do torcedor, de certa forma foi um desastre, ou se quisermos ser mais brandos, podemos sustentar que tivemos na tarde do último sábado, no Castelão, um indesejável e não conjeturado, acidente de percursos que mexeu com a Nação Tricolor, plantando no seu seio a desconfiança.

 

Não vou mais tratar dos problemas da equipe, porque são de todos conhecidos e por certo a diretoria, tanto pela observação, como pela análise incontestável de comentaristas isentos e pelo descontentamento do torcedor, sabe de cor e salteado que temos que ter um meia de ligação. Aliás, vou retificar, não temos que ter um meia de ligação, mas o “meia de ligação”, que venha para liderar esse time e para fazê-lo jogar.

 

Procurei na memória e chegue à conclusão que depois do Paulo Isidoro, para falarmos numa época mais recente, não tivemos mais esse meia. Por aqui passaram o Marcelinho Paraíba e o Geraldo, mas nenhum conseguiu ter admiração unânime do torcedor, pois era com se faltasse algo, até porque ambos se encontravam em fim de carreira. Para se usar uma linguagem do futebol eu diria que os dois até tiveram bons momentos, mas jamais foram ídolos absolutos da torcida.

 

Lúcio Bala, contemporâneo do Paulo Isidoro, foi outro grande jogador, que só não foi incluído nessa lista porque eu o considero um meia atacante que fazia com o Isidoro uma espécie de par perfeito. Nunca mais, e a nossa nostalgia é justificável e aceitável, tivemos dois jogadores desse quilate e no meu modesto ponto de vista um time grande tem que ter, pelo menos, um ídolo, a maioria dos clubes tem dois. Não vou nem fazer esse levantamento porque fica cansativo.

 

Isto posto o que foi que aconteceu no jogo? Primeiro temos que afirmar, por ser de justiça, que o Fortaleza tentou abrir o marcador, criou situações de gols reais que ou foram perdidas pelos nossos avantes ou esbarraram nas boas defesas do goleiro do Tiradentes, cujo jogadores estavam por demais compenetrados, por essa o jogo da vida do clube que, se perdesse, fatalmente estaria praticamente rebaixado.

 

Motivado pelo desejo de não perder o Tiradentes começou a agredir o Fortaleza,  se assenhoreando do meio de campo, vez que o do Fortaleza nem defendia e nem criava, e nos contra-ataques rápidos construiu a vitória, tanto por méritos próprios, como em função da colaboração generosa da nossa defesa, que já vinha sofrendo críticas e que naquela fatídica tarde superou os próprios erros.

 

Num contra-ataque rápido pela esquerda o Pablo foi envolvido com muita facilidade e o Vacaria, que foi para a cobertura tentou dar um carrinho, que foi uma verdadeira lambança, um falha grotesca. O Heitor não guardava a posição e o Ligger, que foi fazer a cobertura como último homem, ao invés de cortar a bola e de mandar para o mato, ajeitou a caráter para que o Itaitinga escorasse no canto direito do Boeck, sem que este nada pudesse fazer.

 

Ressalte-se que o Itaitinga tentou servir o companheiro no meio da área não tendo, pois, a intenção de fazer o gol. Ocorrer que o Ligger facilitou as coisas arrumando a bola para que ele fuzilasse o Boeck. Esse lance me lembrou o do Ricardo, contra o Macaé que, além de diminuir a velocidade da bola, que ia para a linha de fundo, ainda ajeitou para que o atacante do time cariocas marcasse o gol que nos tirou da Série B.

 

O segundo foi dantesco, pois ocorreu de uma falho imperdoável de um jogador que tem o status de ter jogado na seleção uruguaia e falamos do Gaston, que furou bisonhamente e a bola, que pune esse tipo de jogada se ofereceu livre, novamente, para o Itaitinga que deu um verdadeiro petardo contra a meta do Boeck. A bola cochou-se violentamente com a trave e entrou, decretando a nossa derrota.

 

Isto posto todos nos perguntam se essa é a defesa ideal para o Fortaleza, até porque a torcida vinha criticando o Heitor e livrando o Ligger e agora os dois não escapam da censura. Eu vinha defendendo a premissa de que a nossa defesa estava se portando melhor do que a do ano passado, pois os que me acompanham sabem que cansei de afirmar que aquele sistema defensivo, ao sofrer um gol por partida, não tinha o desempenho de um time campeão.

 

Então responderei a todos em números. Na Copa do Nordeste, um torneio mais encorpado a defesa tricolor, em 4 jogos sofreu 4 gols, média de um por partida, igualando-se ao desempenho da defesa do ano passo de um gol por partida e que, como previ neste modesto espaço não nos levariam aonde queríamos, pois para ascender à Série B, necessitamos de um defesa mais regular, e que tenha um índice menor.

 

Queremos lembrar e esperamos estar contribuindo com a diretoria tricolor, que temos que nos igualar com os melhores desempenhos e não com os piores, até porque o Fortaleza é cum clube, pela sua grandeza, para brigar pelo título da Série C. Assim em 2016 o Boa Esporte foi o campeão e a sua defesa sofreu apenas, 0,54 gols por partida. Em 2015 o Vila Nova foi campeão e a sua defesa sofreu apenas 0,66 gols por jogo.

 

Considerando que a Copa do Nordeste serve de parâmetros para cotejamento com a Série C, diria, respondendo a indagação e aos anseios da torcida que precisamos ter na nossa defesa um zagueiro que imponha moral e respeito. Precisamos, na verdade de um xerifão. Fosse eu diretor e incluiria nas minhas prioridades esse jogador para a defesa e um meia de qualidade, que viesse para ser ídolo.

 

Sei das dificuldades do Fortaleza, mas não vislumbro outro caminho, isto porque é ponto pacífico que não mais podemos errar. Ressalto que apresento os números da nossa defesa, numa competição de maior quilate técnico,  para não incorrer no erro de analisar e queimar o citado setor apenas pelas falha de uma partida. Analisamos pelo conjunto da obra e para isso os números apresentados são fundamentais e irrefutáveis.

 

Por fim, e com certeza vou ser contestado, o Fortaleza perdeu quando ainda poderia perder. O resultado, com certeza, serviu para que todos ficassem alertas e para indicar que correções devem ser feitas, considerando-se que, doravante não mais poderemos perder ou falsear. Que as correções sejam feitas em tempo hábil.

 

Por hoje c’est fini.

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.