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FORTALEZA 3 X 0 TIRADENTES - TEMOS QUE APRENDER A VALORIZAR AS NOSSAS VITÓRIAS

 ZÉ CARLOS - GOL MAGISTRAL CONTRA O TIRADENTES

 

O Fortaleza venceu o Tiradentes por 3 x 0 e se classificou para as semifinais do Cearense. Foi um embate difícil, especialmente no primeiro tempo e no início do primeiro, em que o Boeck, teve que se virar nos trinta e fazer defesas monumentais, que garantiram a inviolabilidade da nossa defesa. Numa delas, após uma espirrada de taco do Max Oliveira, foi lá no ângulo para evitar o gol que seria contra.

 

Já no início do segundo tempo, placar ainda em zero a zero, após uma pixotada bisonha do Heitor, que poderia mandar a bola para onde quisesses, mas preferiu dar uma espécie de puxada deixando a bola limpa para o atacante, o Boeck saiu de forma precisa, fechou o ângulo, evitando assim que o Tiradentes abrisse o placar.

 

Quando o Fortaleza já vencia por um a zero, num chute de longe do Michel, de mãos trocadas mandou a bola para escanteio, naquela que foi, seguramente, a sua maior defesa da noite. Em outra saída precisa evitando o gol do Tiradentes, assim como mandou uma bola rasteira para corner, configurando-se com o melhor jogador do Fortaleza e quiçá do jogo.

 

Estou presenciando nas redes sociais e grupos do WatsApp torcedores criticando a atuação do time. Pra falar a verdade e nem podemos tampar o sol com uma peneira, tivemos falhas, a começar pelos excessivos erros na troca de passe e como sabemos, um passe errado se transforma numa arma letal para o adversário, especialmente nos contra-ataques.

 

A nossa defesa, por outro lado, inspira cuidados,  haja vista que é muito lenta, principalmente pelo lado esquerdo,  a cargo do Max Oliveira, que está muito pesado e que precisa se recondicionar. Qualquer atacante de velocidade, mesmo partindo de trás, ganha do mesmo na corrida. Por outro lado o jogador, que tem como principais qualidades a antecipação e a saída com a bola dominada, não está, em razão do sobrepeso, conseguindo desenvolver essas habilidades. Essa foi uma preocupação nossa e provavelmente do Marquinhos.

 

O outro ponto diz respeito a saída para o ataque, que considero como muita lenta, precisamos imprimir mais velocidade e a excessiva troca de passes na defesa, principalmente para trás, que no jogo de ontem mexeu muito com a nossa adrenalina. Temos que trocar passe sim, mas do meio para frente e isso subtende a existência de uma meia de qualidade que saiba administrar as necessidades do time, ou seja, que acelere quando necessário e que cadencie o jogo quando for preciso, e que seja capaz de municiar com competência o nossa ataque, que é bom.

 

Falamos até agora de pontos negativos, abordemos, pois, os positivos. Primeiro é inegável que o time está melhor distribuído em campo e que já tem uma configuração tática que nos permite ver as linhas de marcação a olho nu. Depois temos que considerar a entrega, pois no segundo tempo, em que o Tiradentes pressionou mais, o time soube superar as dificuldades e construir um placar dilatado, que não pode ter o seu valor desmerecido e diminuído.

 

Temos que considerar, outrossim, que o Tiradentes é uma equipe bem montada, que jogou com garra e disposição e que valorizou a nossa vitória. Não chegou às quartas de final por acaso, sem falar que foi, ao lado do Horizonte, a única equipe a nos derrotar na fase de classificação e que tem alguns destaques, a exemplo do Leo Olinda que, enquanto esteve em campo deu muito trabalho ao nosso meio de campo.

 

O que ocorre é que estamos seguindo uma tendência, que não é boa, de desvalorizar os nossos triunfos. Apenas para traçar um paralelo, o nosso rival está sendo reputado com o melhor time do campeonato e como provável campeão, mas ninguém fala que venceu o Horizonte por 4 x 1, em que a defesa horizonte deu três gols de mãos beijadas. Enfrentamos o Tiradentes, um time mais arrumado e é como se na nossa vitória não tivesse mérito nenhum.

 

Quero destacar o conjunto do Fortaleza, que já se mostrou mais entrosado e os jogadores Boeck e Jefferson. Os demais estiveram praticamente no mesmo nível, excetuando a defesa que nos deixou apreensivos e num degrau um pouco mais acima o Everton e os nossos atacantes, que nos dão a certeza de que, se bem municiados, podem nos dar muitas alegrias, a exemplo dessa obra prima, que foi o gol do Zé Carlos e o do Lúcio Flávio de muito oportunismo.

 

Fiquei com a impressão de que com um pouquinho mais de tempo e não demorará tanto, o Marquinhos Santos encontrará o ponto do doce. Aliás,  o nosso treinador foi muito bem nas substituições. Gostei do Ronny, apesar de estar sem ritmo e do Rodrigo Mancha me parece ser um jogador que dará mais personalidade ao nosso meio de campo de contenção. Joga com altivez, fazendo-me lembrar o Dudu Cearense, nos melhores dos seus dias. Gostei do que vi.

 

Por hoje c’est fini.

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.