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 Boeck - Único destaque tricolor

 

Vamos começar por falar da folga concedida ao elenco, após a derrota para o Ferroviário, que está sendo muito criticada por quantos avaliam que depois de um insucesso destes, o time já deveria ter iniciado o dia de hoje se matando nos treinamentos. Quanto a esse assunto o Marcelo Paz, Diretor de Futebol, explicou categoricamente, que o elenco recebeu essa folga, por sugestão do Departamento de Fisiologia e com o intuito de evitar desgastes físicos maiores.

 

Previ uma semana difícil em que tudo o que ocorre no Pici gera polêmica, pois quem somos nós para contestar pessoas catedráticas, que avaliaram de forma responsável e considerando o momento tricolor, que esta era a melhor tomada de decisão para o momentos? Será que um dia de descanso, que permita a recuperação física e emocional não será mais eficaz do que um treinamento árduo, após uma derrocada? Por vezes cuidar da mente é mais eficaz do que cuidar do corpo. Mens sana in corpore sano”.

 

Não vou fazer críticas numa área que não conheço e até porque, tudo o que precisamos no momento é de união e compreensão e não de discórdias e querelas de discussões de menor valor. Por outro lado, não estamos mais no tempo dos nossos pais, ou dos nossos antepassados, em que vigorava a lei da palmatória e do castigo, O momento é outro especialmente porque estamos usando a ciência a nosso favor.

 

Quanto à derrota e ao jogo, os que me acompanha neste modesto site e no Programa Fala Leão, são testemunhas de que alertei que seria um jogo difícil, até porque os times estavam muito equilibrados e, nesse quesito acentuei que os times estão por demais equilibrados, isto porque, a diferença entre Fortaleza e Ferroviário, na fase classificatória, era apenas de quatro pontos. Defendi ainda a premissa de que o Fortaleza ainda não tinha encontrado a formação ideal, assim como um padrão tático definitivo.

 

Contra o Tiradentes, comentei por diversas vezes, o time já apresentou alguns sinais positivos, mas ainda tinham alguns problemas que enumerei: Saída muito lenta para o ataque; falta de apoio dos laterais e ausência de um meia de articulação e concluir que equipe sobrepujou o time da Polícia Militar pela garra e pela determinação. Acredito que a maioria concordou com os meus pontos de vista.

 

No jogo de ontem os problemas continuaram e muito mais latentes, agravando-se mais porque faltou a farra, a determinação e o espírito de luta, pois o que vimos, foi uma equipe que mesmo perdendo mantinha a mesma atitude apática, como se estivesse vencendo o jogo e como se a derrota fosse normal. Pode ser que eu esteja errado, mas essas foi a minha impressão.

 

Avaliando o elenco, não consegui vislumbrar nenhum destaque, a não ser o Boeck, que fazendo defesas providenciais evitou um placar mais dilatado e aviltante. Os laterais praticamente nada produziram e o duo de zaga é muito lento e se posiciona muito mal. Ainda acho que o Heitor é o nosso melhor zagueiro e que o Max tem que se recondicionar fisicamente, pois está muito pesado. Apenas para rememorar, na maioria das derrotas do Fortaleza, no campeonato o Heitor não estava presente.   

 

Na pior das hipótese eu voltaria o Ligger, pelo menos tem mais velocidade e está sendo punido por uma única falha, até porque contra o Bahia se houve bem. No meu ponto de vista o Max tem que se recondicionar e urgentemente, para poder voltar ao time. Não quero com isso influenciar em nada, mas defendo que atitudes devem ser tomadas, enquanto é tempo. Sinto pena do Max, que me parece que tem um filhinho, mas que quando tem uma oportunidade, por contusão ou por outro motivo, agora é problema físico, não tem sabido aproveitar.

 

O sistema com três volantes é muito cauteloso, ademais os nosso volantes não verticalizam as jogadas, limitando-se a soltar a bola para os lados, na horizontal. Não tinha um meia, na verdadeira acepção da palavra, isto porque o Everton, que atua confinado pela esquerda, não tinha liberdade tática para procurar armar o time.

 

O Marquinhos tentou alterar o cenário, fazendo entrar o Renatinho, como meia de ligação, o Leandro Lima, na posição de meia atacante e o Rodrigo Andrade como atacante. Não deu resultado e na minha avaliação, eu teria tentado melhorar o meio de campo, mas sem mexer no ataque  e esse foi, no meu entendimento, o único erro do Marquinhos, pois nenhuma das três peças atenderam às suas expectativas.

 

Estou presenciando muitas discussões e alguns torcedores já baixando a guarda. Não concordo com isso, visto que não sou daqueles que entregam os pontos antes do tempo, pois se assim fosse, eu não teria visto o gol do Cassiano aos 47 do segundo tempo, quando muitos já haviam debandado, inclusive o amigo que me deu carona, que me deixou sozinho no estádio, mas isso são outros quinhentos. O que importa é que devemos deixar o desânimo e acreditar, não existe alternativa diferente desta.

 

Por hoje c’est fini.

 

  

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.