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TUDO O QUE O FORTALEZA FAZ É CRITICADO

 

Tudo o que a diretoria faz recebe críticas implacáveis de parte da imprensa. Teríamos inúmeros exemplos, mas já são de todos conhecido. O mais comum diz respeito ao treino de portões fechados, utilizados por todos os clubes do mundo, inclusive pelo Tite. Quando o Ceará fecha os portões está tudo certo, mas quando é o Fortaleza, está tudo errado. A crítica do momento, além da decisão de fechar os portões está sendo feita de forma impiedosa e, para não fugir à regra, de forma debochada e jocosa, por aquele programa que parece vai voltar à televisão, pelo fato do Jorge Mota e do vice Ênio Mourão terem resolvido, conversar com o elenco no centro do gramado.

 

Há lugar mais apropriado para falar com o elenco do que no centro do gramado, cara pálida? Não. Exatamente porque a conversa é mais sigilosa, exatamente o contrário de que apregoam os críticos de plantão e contumazes do Fortaleza. Ah! Ia me esquecendo. Quando me refiro à imprensa marrom me reporto a um segmento, e tenho dito isso de forma reiterada, que é inimiga do Fortaleza, pois mesmo que não seja, diariamente age com tal e passa essa imagem, provavelmente porque, como o Fortaleza é grande, criticá-lo dar IBOPE.

 

Não faz muito, plantaram uma notícia inverídica na imprensa, através de um artigo que não descobri  o autor, afirmando, com foto e tudo que o Zé Carlos tinha abandonado o Fortaleza, com foto e tudo, com certeza, obra de um pilantra. Dentro do contexto em que eu conversava a respeito num, por sinal fechado, usei um termo do qual não costumo me utilizar, e chamei esse tipo de imprensa, capaz de tamanha infâmia, de “vagabunda”, que na realidade o é.

 

De repente alguém pinçou apenas essa frase da conversa, sem divulgar todo o contexto, e passou a impressão de que eu estaria chamando toda a imprensa de vagabunda, inclusive a tricolor, na qual tenho amigos, cujos nomes não vou citar para não cometer injustiças. Aproveito o ensejo para solicitar a alguém que me apresente o texto em que escrevi isso, com certeza não vai apresentar, porque não generalizei.

 

Aproveito o ensejo para afirmar, e os que me conhecem sabem disso, que reputo a imprensa séria como das mais importantes, que desde à sua criação tem contribuído decisivamente para a Democracia, para a defesa dos menos favorecidos e com certeza tem uma inestimável contribuição para que tenhamos evoluído tanto nas comunicações. Reafirmo no entanto, que continuarei repudiando o segmento da imprensa chamada de sensacionalista, ou de marrom, que outrora já foi cor de rosa e quem duvidar é só pesquisar a história da imprensa.

 

O meu repúdio, a esse segmento, uma pequena parte da grande imprensa, que se desviou da ética e que vende a alma em nome de uma pretensa audiência e que continuarei sendo apologista da boa imprensa, que foi e sempre será muito importante para a história da humanidade. Vejamos esse texto pinçado de um trabalho acadêmico produzido em 2005, por Paulo Freire,  jornalista sergipano:

 

“Rotulado como sensacionalista, o jornalismo daí proveniente é classificado como de péssima qualidade, de mau gosto e tão somente destinado às camadas populares. A reação a esse tipo de jornalismo ganha consistência ao se observar que, para além do seu conteúdo, essa prática está fundada em outras duas bases sólidas: A

 

“A primeira é a sua forma expressiva, que se utiliza de uma linguagem carregada de exagero, com grande peso nas imagens e com narrativas orais para estimular o apelo a sensações. A segunda é sua condição funcional, isto é, esse tipo de jornalismo estaria a serviço do mercado, inserindo-se numa estratégia empresarial que transforma a notícia num espetáculo barato, rápido e de fácil consumo pelas audiências, supostamente as de menor renda e nível cultural”.

 

Como vemos, qualquer semelhança com um certo  programa de televisão e de rádio, produzido por um determinado segmento da nossa imprensa esportiva, a quem chamamos de marrom, nomenclatura que adjetiva esse tipo de imprensa, não é mera coincidência.

 

Os trejeitos, as frase de efeito, os rompantes, o fato de pender apenas para um lado, como se este pagasse a conta; a criação de determinados personagens preferencialmente ridículos; a busca da audiência nas classes de menor capital cultural, se coadunam perfeitamente, sem, tirar e nem por,  com a tese defendida no trabalho que citamos. Para que possamos considerar esse trabalho, além de esclarecedor, como profético, faltou apenas citar o nome.

 

Por hoje c’est fini.

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.