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VENCER, VENCER E VENCER

 

Temos muito equilíbrio nessas disputas de semifinais, a exceção do jogo do Fortaleza contra o Ferroviário, em que o Tricolor, dominou as ações em cerca de 75% do tempo de jogo, mas não teve a competência necessária para transformar esse domínio em gols.

 

A bem da verdade, até porque não há como tampar o sol com uma peneira e essa observação pode até servir como alerta, o time abusou de jogadas laterais, poucas vezes foi à linha de fundo, quando as poucas chances apareceram foram desperdiçadas e a nossa defesa, sempre claudicante, deixou muito a desejar e por fim faltou garra e raça à equipe, que não foi muito incisiva no momento de buscar reverter o quadro. Esse é o tamanho do problema do Marquinhos.

 

A bela música cantada por Agnaldo Timóteo, seguramente um dos melhores cantores brasileiros de todos os tempos, nos diz que “sobre montes de pedras também nascem flores”, razão porque daquela partida podemos tirar como positivo o fato do clube já demonstrar possuir um conjunto que, no nosso entendimento, com algumas pinceladas, e esperamos que sejam aplicadas agora pelo Marquinhos.

 

Falando em equilíbrio o nosso rival e o Guarani não saíram de um empate em zero a zero numa partida em que os dois contendores, muito presos na marcação, pouco ou quase nada produziram. Faço esse adendo para defender a premissa de que no jogo de domingo, nos diz a lógica que teremos um Ferroviário muito cauteloso, que irá explorar muito os contra-ataques e que, por certo jogará em cima dos nossos erros, conforme aconteceu na primeira partida.

 

Cabe ao marquinhos, que tem que ser agudo e buscar a vitória, procurar fechar as principais porta de entrada do Ferroviário, que se configuraram pelas extremas, exatamente por possuir jogadores muito rápidos. Precisamos calafetar esses pontos nevrálgicos, dando maior suporte à nossa defesa, que se se mostrado muita lenta e incapaz de conter os avanços em velocidade do Ferroviário.

 

Será um par5tida em que literalmente podemos dizer que o Fortaleza tem que ficar com um olho no cravo e outro na ferradura, isto é, tem que conter o ímpeto do Ferroviário e ao mesmo tempo apresentar uma eficiência na organização das jogadas ofensivas e mais eficácia nas finalizações, exatamente tudo o que não foi capaz de mostrar no primeiro jogo.

 

Não será impossível ganhar do Ferroviário, mas para tanto terá que mudar de atitude. Terá que mostrar garra e determinação, virtudes que estão sendo muito cobradas pela torcida, quer precisa de um time voluntarioso e batalhador, como condição sine qua non para que passe a poiá-lo sem reservas.

 

A arbitragem para a partida entre Fortaleza e Ferroviário ficará a cargo do Leo Simão, auxiliado por Mardonio Ribeiro e Jailson Albano. O quarto árbitro será Carlos Custódio e o observador da CBF, agora denominado de inspetor será Nogueira Silva. Uma arbitragem que  nos deixa sobremaneira preocupados, tendo em vista que  o histórico do citado mediador, quando apitando jogos do Tricolor não é dos melhores.

 

Ademais tem o agravante de que, segundo consta, não sabemos se é verdade, o cidadão em questão,  torce pelo nosso rival e teria ainda a sua origem, enquanto torcedor, nas torcidas organizadas do nosso rival. Devemos ficar dse orelha em pé e durante o jogo manter uma pressão cerrada, ante as marcações equivocadas, que temos certeza, irão acontecer e por mais incrível se possa parecer, apenas conta o Tricolor, situação em que os dirigentes e a torcida devem ficar atentos.

 

Conforme vimos mostrando durante a semana, existe uma longa história de superação do Fortaleza sobre o Ferroviário, ao longo da história, mormente com relação aos nove títulos que decidiram, oito dos quais vencidos pelo Tricolor. Hoje vamos tratar da disputa do título de 1947 que, além da superação do Fortaleza, contou com um acontecimento pitoresco.

 

Em 1948 Fortaleza e Ferroviário decidiram o título de 1947, numa melhor de três partidas, num modelo de disputa semelhante ao deste ano. Na primeira partida, realizada em 15 de fevereiro de 1948, o Fortaleza goleou o oponente por 4 x 1, com dois tentos de Paulinho, um meia que veio de Aracati e que de repente ganhou a titularidade, um de Jombrega e outro do França.

 

Na segunda partida, realizada no dia 22 de abril de 1948, o Ferroviário, até aos quarenta minutos do primeiro tempo,  vencia por 3 x 1, quando então sofreu o segundo gol por intermédio de Jombrega, terminando assim a primeira etapa em 3 x 2, mas com o Ferroviário ainda provocando a realização da terceira partida.

 

Aos seis minutos do segundo tempo com um gol de cabeça de Torres o Tricolor empatou o jogo em 3 x 3. Esse gol gerou muita confusão tendo a equipe do Ferroviário perdido as estribeiras, ao ponto do capitão do time, o Expedito,  completamente fora de si, ter agredido violentamente o atleta tricolor Jombrega, o nome do jogo, sendo expulso incontinente.

 

A confusão se generalizou e a diretoria do Ferroviário indignada retirou o time de campo. O presidente da Federação, Major Junqueira, ordenou a prisão de toda a delegação do Ferroviário, que saiu escoltada e a pé, do Campo do Prado, que se situava na atual 13 de Maio,  para a Chefatura de Polícia, no centro da cidade. Em razão do Ferroviário ter “corrido de campo”, expressão muito usada à época, o Fortaleza foi declarado campeão, conquistando o bi.

 

Por hoje c’est fini.

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.