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EM 13 CONFRONTOS O TRICOLOR LEVA VANTAGEM EM NOVE

 

Quinta-feira Santa, que a o lado da sexta-feira já foi um dia chamado de grande, atualmente caiu no lugar comum, não recebendo mais as reverencias de uma data solene, em que Cristo foi traído por Judas e entregue aos seus algozes. É o dia da Última Ceia, em que Jesus instituiu a Eucaristia e nos exortou a repetir esse ato litúrgico em sua memória. Anunciou também que viria em plena glória e que ressuscitaria no terceiro dia.

 

Um dia importante para mim e para toda a humanidade, enquanto cristãos, pois se inicia  o Tríduo Pascal (em latim: Triduum Paschal), que é o conjunto de três dias celebrados no Cristianismo, composto pela Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa e Vigília Pascal (Sábado), véspera do Domingo de Páscoa, em que Cristo ressuscitou dos mortos para nos trazer a certeza da Ressurreição e a  esperança da vida eterna.

 

No Fortaleza, no entanto, assim como de resto, a vida e as atividades não param, de modo que o time treinará no Pici, em dois expedientes, visando esse importante compromisso, na próxima quarta-feira, às 21:45h, no Castelão, contra o Ferroviário, que já entre em campo classificado para às finais do campeonato, cabendo ao Fortaleza tentar reverter esse quadro, tarefa que não será das mais fáceis, isto porque o time tricolor não vem se encontrando em campo.

 

Em três jogos, no ano em curso, contra o Ferroviário, que vem da Segunda Divisão, de   onde saiu por força da desistência do Alto Santo, terra do meu saudoso pai, o Tricolor de Aço não conseguiu ainda a façanha de bater o quadro coral. Ocorreu um empate, no primeiro embate, uma derrota, no segundo e mais um empate, no terceiro.

 

Esse jogo, o mais importante do Fortaleza, no ano em curso, encerra um clima de decisão de título, lembrando que Fortaleza e Ferroviário já estiveram  frente à frente decidindo o título cearense em treze ocasiões, sendo que o Fortaleza venceu nove, apresentando um percentual de desempenho de 69%  e o Ferroviário ganhou quatro, ostentando uma produtividade de 31%.

 

O Fortaleza foi campeão e o Ferroviário vice, nos anos de 1946, 1947, ano em que eu nasci; 1949, 1953, 1960, 1967, 1982, 1983 e 2003. O Ferroviário foi campeão e o Fortaleza vice, nos anos de 1950, 1968, 1979 e 1988. O Ferroviário tem 19 vice-campeonatos, 9 dos quais, ou 47%,  com o Fortaleza. Por falar em vice-campeonatos e a título de ilustração, o Fortaleza é o clube que conquistou mais vices, 25; seguido do Ceará,  com 20 e do Ferroviário, com 19.

 

Em 1946 o Fortaleza jogava pelo empate e o placar foi 1 x 1. Em 1947 o Fortaleza venceu por 4 x 1 e o segundo jogo foi 3 x 3, ressalte-se que o Ferroviário correu de campo e ainda teve toda a sua delegação presa e conduzida à delegacia. Em 1949 foi 2 x 1 para o Fortaleza, o Ferroviário venceu a segunda por 3 x 0, na época, como agora, não existia vantagem de gols e o terceiro jogo foi empatado em 1 x 1 e mais uma vez o Ferrim abandonou a competição.  

 

Prosseguindo o demonstrativo dos placares, nos anos em que o Fortaleza conquistou o título, em 1953 o Fortaleza venceu por 2 x0, perdeu a segunda por 1 x 0 e venceu a terceira por 2 x 1. Em 1960 o Fortaleza venceu a final por 3 x 0.

 

Prosseguindo temos que em 1967 o Fortaleza venceu a primeira por 2 x 0, perdeu a segunda por 1 x 0 e triunfou na terceira por 3 x 2. Em 1962 o Tricolor venceu a primeira por 4 x 0, e empatou as duas seguintes, 1 x 1 e 2 x 2. Em 1983 o Fortaleza venceu a final por 2 x 0 e para fechar o histórico dos placares nas decisões pró-Fortaleza, em 2003 o Tricolor triunfou por 2 x 1.

 

Nessas decisões em que o Fortaleza superou o Ferroviário, aconteceram 18 jogos, em que o Tricolor venceu 10, 55%; o Ferroviário venceu 3, 17% e aconteceram 5 empates, 28%. Foram assinalados 51 gols, dos quais o Fortaleza marcou 34, ou 67% e o Ferroviário, 17, concernentes a 33%. Os dados nos mostram uma vantagem ampla do Tricolor que, por vários motivos, não está sendo confirmada no ano em curso.

 

Nos anos em que o Fortaleza foi vice do Ferroviário,  temos como curiosidade o fato de que nas quatro disputas não houve confrontos diretos. Em 1950 o campeonato foi de pontos corridos, tendo, por conseguinte, o Ferroviário somado mais pontos. Em 1968 o título foi disputado com pontos corridos e o Ferroviário ganhou os dois turnos, somando 22 pontos, contra 18 do Fortaleza.

 

Em 1979 o campeonato foi decidido através de um torneio triangular, envolvendo o Ferroviário, o Fortaleza e o Ceará, ficando o Ferim com o título, o Fortaleza como vice e o Ceará com a lanterna do torneio. Em 1988 o sistema de disputa foi idêntico ao de 1979, mudando apenas um dos atores, vez que reuniu Ferroviário, Fortaleza e Tiradentes, que ficou na última colocação do torneio.

 

A história nos mostra que, sempre que houve confrontos diretos o Fortaleza levou vantagem, sendo esse ano, por enquanto,  atípico,  vez que o handicap está do lado do Ferroviário. Nem tudo está perdido, de forma que o Tricolor, contando com o apoio inestimável da sua torcida, lutará com unhas e dentes para manter a escrita e para tanto terá que vencer no tempo normal e na disputa por pênaltis. Confiamos.

 

 

Por hoje c’est fini.

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.