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FORTALEZA: NÃO É HORA DE ATIRAR PEDRAS, MAS DE JUNTÁ-LAS.

17 Apr 2017

 Quarta-feira precisamos dessa avalanche tricolor

 

Uma semana difícil e complicada em que a   palavra-chave é serenidade. Serenidade para suportar as críticas, que são sistemáticas e que não dão uma trégua nem nos momentos decisivos. Sãos pessoas, uma minoria, que está torcendo para que o Fortaleza seja eliminado pelo Ferroviário, apenas para terem o prazer de verem o “caos” se instalar no Pici.

 

São pessoas que acham que os tricolores puros de origem são os que batem diariamente na diretoria, como se os censores não tivessem interesses pessoais por trás dessa censura renitente e contínuo. Num ponto acho que a Diretoria está errada. Alguém ver, por acaso,  algum integrante da crônica preta e branca falando do nosso rival? Não me recordo de ter visto, de modo que ainda é tempo da diretoria “blindar” o Fortaleza.

 

Se fizer isso hoje, provavelmente amanhã o clube estará navegando por um mar de almirante, provavelmente sem nenhuma marola. Há que se compreender que administrar é a arte de contrariar interesses conflitantes, nem que para isso o administrador tenha que engolir alguns sapos, ou seja, tenha que abdicar das suas convicções. Fica a sugestão.

 

Não é que sejamos contrários à imprensa que, no nosso entendimento e muito pelo contrário, com algumas poucas exceções, presta inestimáveis serviços à sociedade, mormente na defesa do Estado de Direito e das garantias individuais. Ter a imprensa como inimiga se transforma num fardo muito pesado.

 

Nos últimos jogos temos tido notícias, através de grupos do WatsApp, que o  narrador da TV Verdes Mares se espreme tanto  quando dos ataques do Ceará, se pudesse colocaria a bola para dentro das redes. Alguém já disse que quando o Ceará ataca “ele age como se fora uma mulher prestes a ter um filho” e “quando o Ceará perde um gol age como uma mulher que sente a dor do parto.”. Poderia torcer, pelo menos, de forma mais discreta.

 

Reclamam também do Bechara, que tem sido homenageado pelos livros tricolores, mas que nos seus comentários tem deixado transparecer um grande ódio ao clube.. Vou assistir para conferir, o que não está sendo possível porque no horário estou no estádio. Só me resta acreditar no que dizem.. 

 

Para não falarmos muito reportemo-nos à TV Interativa, cujo locutor, cujo nome não me recordo e não guardei, no dia de ontem, durante a narrativa, por cerca de três vezes repetiu alto e de bom som que “o Fortaleza, com esse futebolzinho que vem jogando, não passa pelo Ferroviário”. Como vemos o Tricolor, no conceito desse pessoal já perdeu de véspera, até porque estamos diante do Barcelona, ou do Real Madrid.

 

O locutor em questão poderia ter sido um pouco mais ético, afirmando que o Fortaleza com o futebol que vem praticando dificilmente passará pelo Ferroviário, mas “futebolzinho”, com certeza é um termo pejorativo e que não se coaduna com a postura de um grupo de Televisão que pretende dar as cartas no nosso futebol.

 

E como é possível que esse pessoal possa ter a nossa confiança,  se pisa nos ovos de ouro e se calca o Fortaleza? Bola preta para eles, porque o Fortaleza é um grande time, que tem uma torcida maravilhosa, cuja lealdade e vibração é reconhecida no mundo inteiro e que, por essas razões, e pela sua história, merece respeito.

 

A minoria tresloucada, por certo vai afirmar que, por não batermos no Fortaleza, leia-se diretoria, tanto aqui, como no Fala Leão, somos babões e puxa-sacos. Ora, minha gente, temos falado por diversas oportunidades nos erros oriundos das contratações, no ano em curso, mas bater, chamar de incompetentes e outros adjetivos que atentam contra a honra, como vemos algumas pessoas fazerem não resolve. O Fortaleza não vai se classificar porque batemos nele.

 

O Fortaleza se classificará se todos nós nos dermos as mãos e nos juntarmos nessa cruzada. Se houve erros não há mais como consertar. Não há mais como caçarmos as bruxas, até porque se o Tricolor está há oito anos na Série C, a diretoria atual não é a única culpada por isso. Antes dela passaram o, Lúcio Bonfim, que renunciou, em cujo mandato o caiu para a Série C e que tinha como  vice o Renan Vieira,  que assumiu o cargo no seu lugar e que também não conseguiu tirar o time da Terceira Divisão.

 

Depois disso veio o Paulo Arthur, que em razão dos seus afazeres particulares, foi o que alegou, renunciou assumindo o vice, o Baquit, depois eleito para um mandato de dois anos,  e que também não conseguiu a proeza da ascensão e de escrever com letras garrafais o seu nome na história.  Nenhum desses, no entanto, quiseram rebaixar o Fortaleza, cuja queda aconteceu em decorrência de muitos problemas, dentre os quais, as dificuldades financeiras tiveram um peso maior.

 

Evidenciamos isso para dizer que ninguém pode falar de ninguém, pois como vimos, direta ou indiretamente, a grande maioria dos tricolores que conheço, está inserida no contexto histórico dos últimos oito anos. Assim sendo, resta só um caminho: A União. Cada um tem que fazer a sua “mea culpa”, esquecer o passado, porque a hora não é de caçar as bruxas, e de lutar para que o Fortaleza supere as suas dificuldades.

 

Qualquer um que tenha dirigido o Fortaleza, por mais apreço que eu lhe tenha, mas que tenha ido para programas de rádio e de televisão para falar dessa ou daquela diretoria, está errado, até por que, com certeza, dentre os quais, “o que não tiver errado nesses oito anos, que seja o primeiro a atirar uma pedra”. Essa não é a hora de procurar os erros, mas de buscar os acertos. Quem achar que defender essa tese e buscar a união é ser puxa-xaco, fique à vontade, pode me incluir nesse rol.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.