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PERDA IRREPARÁVEL: FOI-SE O NOSSO POETA

 

Sou mais novo do que o Belchior, apenas alguns meses, haja vista que ainda não fiz setenta anos, de modo que a minha adolescência coincidiu com o período de maior produtividade literária e musical do “poeta tricolor”. Nesse período e desde sempre  me embebi da sua poesia musical, das suas letras incomparáveis, sempre metafóricas e,  invariavelmente,  retratando a realidade, tornando-me um dos seus mais ardorosos fãs, a exemplo de muita gente que cultua a boa música e a poesia.

 

Era um poeta diferente e de vanguarda, como alguém já disse, um visionário, cujas letras e músicas estavam à frente do seu tempo, cujos versos e melodias eram derramados por meio da seu timbre “caliente” e estridente, de força interpretativa similar ao do Fagner, que o diferenciavam dos demais cantores e compositores.

 

Perdemos um grande expoente das artes brasileiras e, Indiscutivelmente um grande tricolor, que reforçará o nosso time, na dimensão celeste, deixando em todos nós uma indescritível nostalgia e uma enorme sensação de perda. Que Deus o receba com um coro e um cortejo de anjos.

 

Feita a nossa homenagem ao inesquecível Belchior voltemos ao Tricolor para dizer que a sua situação político administrativa está se resolvendo, de forma mui especial em razão da união de insignes tricolores, de forma que acreditamos que a partir de hoje os trabalhos já passem a ser mais intensos, com relação às dispensas e à reformulação do elenco, por parte dos novos gestores e do grupo de tricolores que os apoiam.

 

Vamos agora conclamar a torcida para apoiar o staff diretivo tricolor, tendo em vista que, reprisando uma frase antiga e muito batida, diremos que “ninguém faz omelete sem ovos”, donde se conclui que o Fortaleza necessita de recursos financeiros para qualificar os recursos humanos, ou seja, o elenco, necessidade premente e urgente.

 

E qual será o primeiro passo para dotar o Conselho Gestor de recursos suficientes que lhes permitam fazer as reformulações necessárias e inadiáveis?  Evidentemente que, além do apoio dos tricolores mais bem aquinhoados financeiramente há a necessidade de que os sócios renovem os seus planos, que é uma forma mais rápida de entrada de dinheiro nos cofres do clube.  Esse apoio é e será essencial e inestimável.

 

Por outro lado, desejamos muita  sorte para o nosso amado Tricolor nessa nova caminhada e mui particularmente para os seus novos gestores  Armando Júnior, Marcelo Paz e Maurício Guimarães, que terão  todo o nosso apoio, porque acima de tudo somos Fortaleza e jamais atiramos, ou atiraremos,  contra o nosso próprio patrimônio. Uma vez Fortaleza, sempre Fortaleza.

 

Queremos expressar os nossos mais profundos agradecimentos ao Jorge Mota, ao Ênio Mourão e ao Evangelista Torquato que, numa prova inconteste de que são grandes tricolores e homens de princípios, que não se apegaram ao Poder pelo poder, despiram-se de qualquer vaidade e renunciaram aos seus cargos, para os quais foram eleitos democraticamente.

 

Ao protagonizarem esse gesto nobre demostraram um inequívoco amor ao clube, posto que foram capazes de sacrificar os próprios sonhos em prol dos objetivos maiores do Fortaleza.  Essas renúncias não terão sido em vão se o Fortaleza, encontrar o seu rumo e conseguir reaver a sua vocação para a vitória. Indiscutivelmente esses tricolores probos e honestos deram uma prova e uma lição inconteste de dignidade e altruísmo, que será devidamente reconhecida pela História.

 

Marquinhos Santos não é mais o treinador do Fortaleza. Não contestamos a sua capacidade profissional, contudo, podemos afirmar sem medo de errar, que a sua volta não foi tranquila, posto que a maioria da torcida não perdoou a sua saída tempestiva, deixando o barco à deriva bem próximo à linha de chagada e todos sabemos que na navegação para os capitães, não abandonar o barco é uma questão de honra.

 

O Marquinhos jamais foi perdoado por não ter honrado o contrato e à palavra empenhada, posto que afirmava em toda entrevista que iria com o Fortaleza até o fim e que a sua missão era levar o clube à Segunda Divisão. Não levou e a sua volta foi desastrosa, tendo em vista que o seu desempenho foi pífio, conseguindo ser pior do que o execrado e crucificado Hemerson Maria.

 

Acredito que se tivesse tido com o Hemerson a mesma paciência que tivemos com o Marquinhos, aquele profissional teria mostrado serviço. Não adianta, porém, chorar o leite derramado, nem num caso e nem no outro. Que o Marquinhos vá com Deus e seja feliz.

 

Paulo Bonamigo, que brilhou no meio campo do Grêmio nas décadas de 70 e 80 é o novo treinador do Fortaleza. Enquanto treinador dirigiu grandes equipes brasileiras, a exemplo de Botafogo, Palmeiras, Bahia e Fortaleza, porque quem foi campeão em 2007. No Exterior treinou equipes dos Emirados Árabes Unidos, onde conquistou títulos. Possui os seguintes títulos: Sampaio Corrêa: Campeonato Maranhense de 2000 – Coritiba: Campeonato Paranaensede 2003 – Fortaleza: Campeonato Cearense de 2007 - Al-Shabab (EAU): Copa do Golfo de 2011 e Etisalat Emirates Cup de 2011.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.