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CONDIÇÃO SINE QUA NON: QUALIFICAR O ELENCO

15 May 2017

 

Os que me acompanham e já escrevo essas mal traçadas linhas há mais de uma década, sabem perfeitamente que cultivo um posicionamento do qual não me afasto um milímetro: Não gosto de escrever sob violenta emoção e nem tenho por hábito fazer críticas injustas. Sabem, outrossim, que sou uma espécie de fã do Bonamigo, admiração que não é gratuita, mas em função da sua capacidade de trabalho e do seu bom desempenho, quando esteve à frente do Tricolor, em 2007.

 

Hoje, no entanto, começo a fazer duas restrições, dando o desconto necessário, pelo fato de que o nosso treinador não dispõe do material humano necessário que lhe permita por em prática a sua filosofia de trabalho, de modo que no meu ponto de vista há um atenuante para o fato de, a exemplo do Hemerson Maria e do Marquinhos, continuar insistindo com três volantes, modelo tático que, na Copa do Brasil, na Copa do Nordeste e no Cearense, não levou o Fortaleza a lugar nenhum.

 

Nesse ponto me permito a acreditar que o Bonamigo, que teve muito pouco tempo para trabalhar e assumiu o clube numa crise técnica, depois de uma bisonha desclassificação no Cearense, nessa sua reciclagem pela Europa, possa estar nos reservando um modelo tático mais aproximado do Europeu, que passa em termos numéricos, pela escalação de dois meias e de, no mínimo, dois atacantes. O Barcelona e o Rela Madrid, por exemplo, atuam com três.

 

Tenho que acentuar, por ser de justiça,  que o time já jogou mais compactado, dentro das exigências do futebol moderno que exige mais solidariedade entre os jogadores, até porque, a maioria dos clubes atuam apenas com um volante, tendo em vista que quase todos voltam para marcar.

 

Um exemplo do futebol solidário, dentre tantos, é o Barcelona, que atua com apenas um volante, o Mascherano e com dois meias que voltam para marcar, o Busquets e o Iniesta. Dos três atacantes o Neimar é o encarregado de voltar para fazer a composição. Alguém pode arguir que estamos falando de um dos melhores times do mundo, mas no Brasil, apenas para nos reportarmos aos maiores, temos o Corinthians e o Palmeiras.

 

No Fortaleza, entretanto, em termos de peças do meio de campo, o treinador não conta com muitas alternativas, vez que temos nove jogadores para a meia, numa flagrante amostra da falta de organização na composição do elenco, dos quais apenas o Adenilson, pelo que produziu ontem e o Everton, pelo que pode ainda produzir, além do Wesley, que se encaixa na obrigatoriedade dos cinco Sub-23, os demais não disseram a que vieram.

 

São os seguintes os meias do Fortaleza: Adenilson (25), Cássio Ortega (28), Everton (32), Leandro Lima (31), Natan (24), Patuta (23), Renatinho (25), Ronny (31) e Wesley (21). Afora os três que exclui os demais não conseguiram demonstrar um bom futebol, tanto é que se pedirmos à torcida uma relação dos jogadores que devem sair do clube, e a torcida tem que ser ouvida, arrisco-me a dizer que quase todos eles constarão da relação.

 

Esse enxugamento, fatalmente terá que ser feito, contudo, pelo jogadores que foram relacionados ontem, perdemos três chances para qualificar o elenco neste compartimento, haja vista que, como não pode haver substituição e essa regra premia os clubes que melhor se organizaram, Cássio Ortega e Leandro Lima figuram no rol dos imexíveis.

 

Os que podem ser dispensados, sem deixar saudades na torcida, e consoante a opinião da mesma, o Cássio Ortega e o Leandro Lima, também podem ser incluídos, ficando o Fortaleza com disponibilidade para inscrever apenas 33 jogadores, são  Natan, Patuta, Renatinho e Ronny. Considerando que as contratações devem ser pontuais e sem margem para erros, esses seis podem ser substituídos por dois meias de qualidade, que venham para resolver os problemas do setor e para oferecer mais alternativas para o Bonamigo.

 

Outro problema diz respeito à defesa, setor que necessita, no mínimo de dois jogadores de predicados técnicos que os credenciem a atuar no Fortaleza. Na relação de ontem foram colocados o Heitor, o Ligger e o Delamore. O Ligger ainda tem um atenuante, pois conforme alguém disse, é muito ruim atuar ao lado de um atleta ruim e que não inspire confiança. O Heitor a torcida quer vê-lo pelas costas e não apenas pela falha de ontem, mas pelas suas más atuações no decorrer das competições em o Fortaleza foi eliminado.

 

Esse é o diagnóstico que fazemos do elenco,  embasados tanto na nossa opinião própria como na da torcida e esperamos que o Marcelo Paz, o Bonamigo e o Papellin, assim como os que decidem acerca das contratações, tenham a nossa mesma linha de pensamento, pois o momento não é de agir com emoção e sim com a razão, e esta pede medidas firmes, objetivando melhorar o elenco, que inspira cuidados, como condição sine qua non para trazer a torcida para jogar ao nosso lado.

 

Por hoje c’est fini.    

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.