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FORTALEZA JOGA BEM NO SEGUNDO TEMPO E GOLEIA O ASA - 3 X 0

 

Comentei a partida Fortaleza 3 x 0 ASA para a Rádio Voz da Fiel, que teve a narração do Jorge Telmo que, por sinal,  acompanha o lance pari passu, ou em cima das buchas, no meu ponto de vista,  bota muita gente no bolso. Eu confessava no comentário a minha preocupação em razão do time ter o domínio aparente das ações, mas não traduzir essa supremacia em gols.

 

Na verdade, afora o gol perdido pelo Everton,  o Fortaleza pouco criou, tanto é que, por mais paradoxal que possa parecer, o ASA, jogando nos contra-ataques criou mais oportunidades de gol do que o Tricolor, inclusive uma meio hilária em que o atacante entrou cara a cara, não chutou e ainda passou a bola erroneamente para a defesa tricolor. A minha inquietação maior se dava pelo fato de que o time me passava a  impressão de que lhe faltava raça ou força de vontade,

 

Ainda bem que foi só impressão, visto que, no segundo tempo voltou com uma postura mais proativa e mais agressiva, dominando completamente os espaços,  com mais ênfase e  efusão, ditando as normas do jogo, fez três,  mas poderia ter aplicado uma golada mais homérica, cinco a zero não seria de todo desusado.

 

A baixa produtividade do primeiro tempo tem explicação. O Adenilson lutou muito, mas ainda prejudicado pela virose, não foi o jogador que todos conhecemos, enquanto o Everton, que poderia ter chamado a responsabilidade para si, se mantinha apagado pela direita, de forma que o meio der campo do Fortaleza não foi muito aplicado, comprometendo, desse modo, as jogadas ofensivas.

 

Os laterais continuavam confortavelmente entrincheirados no seu campo defensivo e não foi apenas nesse jogo que vem lhes faltando dinamismo, constituindo-se em mais uma razão para que o time perdesse a velocidade na saída de bolas pelos flancos, sem falar que as triangulações ficaram impraticáeis, porque o Everton, que deveria ser um dos vértices do triângulo, não estava bem e o Pablo não tinha uma função tática devidamente definida.

 

No segundo tempo as coisas mudaram. Em primeiro lugar porque o Fortaleza voltou com mais volúpia e mais entusiasmo, resolvendo por fim demarcar o seu território, deixando bem claro que nos seus domínios ruge como verdadeiro leão. Por outro lado o Felipe se contundiu, entrando no seu lugar o Jefferson, que fez uma excelente partida, tanto defensiva, quanto ofensivamente, deixando patente que se houver um cochilo da parte do Felipe, a posição meritoriamente será sua.

 

O Adenilson cansou e sabiamente o Bonamigo optou por uma solução mais heterodoxa, pois, ao invés de trocar seis por meia dúzia, pôs mais um atacante, passando ao Everton e ao Pablo a obrigação de organizar e concatenar as jogadas ofensivas. Mão na roda, ou como se diz: Bingo: Passamos a ver em campo outro Fortaleza.

 

O Jô, e oxalá se mantenha sempre assim, mostrou muita habilidade e velocidade passando a ser o dono daquela faixa de campo da direita para a  intermediária. Diria que ao entrar incendiou o jogo. Foi dele o passe primoroso que deixou o Lúcio na cara do gol, e também penetrando pela intermediária direita, marcou o segundo, que aliviou a Nação Tricolor. O Fortaleza ainda faria o terceiro, num chute do Leandro Cearense que o árbitro, equivocadamente assinalou como gol contra. Uma injustiça.

 

Analisando o desempenho dos atletas, podemos afirmar que o Mancha foi um gigante na defesa, tendo tudo para se firmar numa posição que já podemos dizer que já não é tanto um improviso e com isso o Ligger vem crescendo de produção, provavelmente por depositar mais confiança no companheiro que tem ao lado.

 

O Jefferson, no meu ponto de vista, ganhou definitivamente a posição e o Bruno Melo, nem tem influído e em contribuído, lembro-me apenas de uma jogada em que entrou em diagonal e por muito pouco não marcava um belo gol, precisa acreditar mais nas suas potencialidades.

 

O meio de campo, já analisamos, contudo temos a acrescentar que o Anderson Uchoa continua como uma lançadeirazinha, muito eficiente e sem jogar para a torcida, ou seja, configura-se como  dizem os comentaristas, “num jogador tático” O Pablo e o Everton subiram de produção e com eles evoluiu e cresceu o Fortaleza.

 

O ataque provou quese bem municiado pode dar muitas alegrias à torcida. O Lúcio fez um belo gol e o Leandro não decepcionou, principalmente por ter mais intimidade com a bola e também pela movimentação. O Hiago, taticamente,  fez uma boa partida. Avalio que de ataque estamos muito bem servidos. Por último o Boeck, que demonstrou a segurança de sempre, deixando claro, de forma insofismável, que estamos bem servidos de goleiro.

 

Uma bela vitória que demonstrou claramente que o Fortaleza vem evoluindo e que o Bonamigo  passará a ter dor de cabeça, para a qual  não há a necessidade de analgésico, para escolher a sua onzena. Achei apenas que a torcida deveria ter prestigiado mais.

 

Por hoje c’est fini,

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.