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EMPATE COM GOSTO DE DERROTA

 

Eu havia dito na coluna de ontem que o Confiança seria um adversário perigoso e complicado e não escrevia por escrever ou de modo aleatório, mas com conhecimento de causa. Baseava-me no fato de ter assistido o jogo do nosso adversário de ontem, contra o CSA, em que agiu da mesma maneira, ou seja, mesmo perdendo, procurou retardar o jogo, ou fazer a clássica cera, como se diz popularmente,  para se aproveitar de um erro ou de um descuido do adversário e para minha tristeza acertei em cheio.

 

O Fortaleza teve o controle do jogo, representando pela maior posse de bola, fez um gol, perdeu inúmeras oportunidades, uma delas com o Pablo, que cara a ara com o goleiro, tentou desviar demais e mandou a bola para fora; perdeu outra claríssima com o Hiago, chutou bola no travessão e outra na trave, enfim, abusou de perder gols e o castigo, como diz o adágio, veio a cavalo.

 

Numa jogada pela esquerda da nossa defesa, que se descuidou e foi pega de calças curtas,  o atacante penetrou em diagonal, quase no bico da pequena área e o Boeck, ao sair precipitadamente, cometeu a penalidade. Fiquei com a impressão que o Boeck não era para ter saído, pois o atacante estava sendo pressionado e quase sem ângulo e o correto teria sido fechar o canto e sair para deixa-lo sem ângulo. Um pênalti infantil que nos custou dois pontos.

 

A situação ainda não é de todo ruim, vez o Fortaleza está com quatorze pontos, mesma pontuação do Botafogo, mas no segundo lugar, por superar o time paraibano no saldo de gols. Se não é desesperadora, é no mínimo preocupante, isto porque o Tricolor, nas duas últimas partidas, em seis pontos disputados somou apenas um, apresentando um percentual de desempenho de apenas e tão somente 16,6% acendendo-se, pois,  uma luzinha amarela.

 

Quando analisamos esses dados, efetivamente, ficamos preocupados, haja vista que, se cotejarmos os resultados dos cinco principais concorrentes por uma vaga no G-4, relativos às duas últimas rodadas, vemos obviamente que o Fortaleza tem o pior desempenho, com apenas um ponto conquistado, enquanto o CSA, o líder, somou seis pontos ou 100% de aproveitamento.  

 

Continuando a comparação vemos que o Remo e o Sampaio têm três pontos, conquistados apenas na sétima rodada, vez que ainda não jogaram a oitava, vindo, portanto, em segundo lugar. O Botafogo tem três pontos, mas em duas rodadas, situando-se, pois, qualitativamente, em terceiro, enquanto o Fortaleza é o fona. Hora de abrir o olho e acertar os erros.

 

No nosso modesto ponto de vista estão faltando ao Fortaleza três coisas fundamentais: Capricho nas finalizações, falta de velocidade na saída de bola e aperfeiçoamento do sistema tático para evitar que o centroavante, qualquer que seja ele, deixe de atuar muito isolado. O Lúcio Flávio, como tem mais mobilidade soube administrar essa deficiência, mas o Leandro que é paradão, foi uma figura apagada, em parte porque não havia que lhe passasse a bola em boas condições.

 

As alterações do Bonamigo, de certa forma equivocadas em parte, não resolveram os problemas. Cada um tem a sua verdade e a sua maneira de enxergar o jogo, mas na minha compreensão, nas duas últimas partidas o treinador errou em deixar o Pablo em campo, cansado e extenuado e sem função tática definida. Pode até deixar um jogador solto, mas um craque e não um atleta comum. Tirar o Felipe, que se não vinha fazendo uma grande partida, mas vinha no nível dos outros foi um erro.

 

Também, pela segunda vez insiste em colocar o Leandro Lima, que não acrescenta nada, já entra cansado e não tem sangue nas ventas, como diz o ditado popular. A torcida agraciou o treinador com alguns impropérios, exatamente por isso. O Jô entrou, mas ficou confinado na direita e sem falar, que esteve muito mal, permanecendo o Leandro sozinho no meio da zaga do Confiança.

 

Nessas duas últimas partidas não gostei da zaga e especificamente do Mancha, que vem demonstrando muita insegurança. Nas laterais o Pablo não disse por que foi deslocado, nada acrescentou e o Bruno foi o nome do Fortaleza, fez um gol, quase fazia o segundo, suprindo as deficiências do ataque. O Bonamigo terminou o jogo com três meias, mas nenhum com capacidade para se aproximar da área, mormente o Everton que vem fugindo dela.

 

No ataque o Leandro Cearense, sem mobilidade e muito pesado e ainda por cima sem receber bolas a caráter, foi um dos jogadores com pior desempenho. O Hiago continua sendo um jogador de um tempo só. A arbitragem, por sua vez, nos prejudicou muito, marcando qualquer encontrão a favor do Botafogo e não usando o mesmo critério para o Fortaleza, sem falar que deixou de assinalar uma penalidade claríssima cometida no Hiago, ao passo que contra o Tricolor foi muito rigoroso. O Tricolor há que protestar.

 

Um ponto, evidentemente, é melhor que nenhum, mas ficamos com a sensação de derrota, até porque, de todos os clubes que aqui vieram, no meu ponto de vista, o Confiança foi o menos aquinhoado tecnicamente. Não é um jogo para esquecer, pelo contrário, trata-se de uma partida para se estudar os erros e processar os acertos, afinal de contas o Fortaleza vem numa curva descendente e precisamos voltar a crescer.

 

Por hoje c’est fini.

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.