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A TORCIDA TRICOLOR QUER E ESPERA RAÇA NO RETURNO

11 Jul 2017

 

Passado o incêndio da derrota, não mui bem digerida, para o Moto, por 1 x 0, chegou a hora do rescaldo, que visa esfriar os nossos ânimos, com o fito de detectarmos o tamanho do prejuízo causado por essa derrota que, tomando por base as campanhas de Fortaleza e Moto, seguramente não estava nos planos da Nação Tricolor, deixando-nos, de certa forma, escaldados e temerosos de que possam surgir outros focos de incêndio. Vamos ver se, raciocinando com a razão e pondo de lado um pouco a paixão, conseguimos colocar água na fervura.  

 

Os que me acompanham, embora nem sempre concordem com o meu ponto de vista e a minha linha de raciocínio, hão de saber  que não sou de fazer críticas exacerbadas, até porque não tenho o prazer de censurar as pessoas por censurar, ou por simples morbidez e busco, um pouco dissociado da paixão, que me acompanha desde os idos de 1959, ou um pouquinho mais, analisar os fatos com a frieza que me é permita pelo grande amor devotado ao Tricolor.

 

Quero então apresentar a premissa de que os deuses do futebol, nesta rodada ontem encerrada,  foram bastante generosos para conosco, uma vez que, todos os resultados do grupo foram favoráveis ao Tricolor, contribuindo, desse modo, para amenizar um pouco a dor da derrota e da decepção. Como se diz popularmente “pior seria se pior fosse”.

 

Afora o CSA, que ainda conseguiu empatarem 0 x 0, nos seus domínios, como o “rei dos empates”, o Cuiabá, que agora chegou a sete empates, uma situação dantes nunca vista, todos os outros resultados foram desfavoráveis aos clubes do G-4. O Botafogo perdeu em casa por 2 x 1, para o Sampaio Corrêa que, mediante essa vitória,  se configurou como a equipe com mais ganhos na rodada, guindando a segunda posição na tabela. O Remo perdeu em casa, para o lanterna, Salgueiro, por 1 x 0  e foi o maior perdedor desta etapa, pois em razão desse fracasso foi defenestrado do G-4.

 

O Fortaleza perdeu fora de casa para o Moto, numa situação que preocupa, tendo em vista que se o time quiser se classificar tem que apresentar, no returno   uma campanha melhor do que a do primeiro turno, em que somou apenas 14 pontos.  Nesses cinco anos em que a Série C tem esse formato, foi o pior desempenho do Tricolor na primeira etapa, ou no primeiro turno.

 

Nem em 2013, ano em que não conseguiu se classificar para a segunda fase, em decorrência do malfadado empate em 2 x 2 com o Sampaio Corrêa, dentro de casa e no apagar das luzes e após estar vencendo por 2 x 0, sendo substituído pelo time maranhense na fase seguinte o Fortaleza fez tão pouco pontos. Naquela ocasião somou dezesseis, embora em dez jogos.

 

Então o que deve ser feito para o Fortaleza se classificar? Primeiro tem que fazer uma campanha melhor, conforme frisamos e nesta campanha tem que somar, pelo menos dezesseis pontos em vinte e sete possíveis, tendo que apresentar um percentual de desempenho de 59,25%, ou seja, tem que vencer cinco jogos e empatar um, o ideal seria que empatasse dois.

 

Para nos deixarmos um pouco mais confiantes, embora dados estatísticos não sejam a garantia e a segurança de que tudo vai se repetir, sendo apenas um balizamento, nesses cinco anos de formato atual, o Fortaleza conquistou dezesseis pontos no segundo turno nos anos de 2013, 2014 e 2015. A diferença é que, nos anos citados, somou mais pontos no primeiro turno, 16, 19 e 20, respectivamente.

 

Por outro lado, desses nove jogos, apenas três confrontos dar-se-ão com equipes do atual G-4: CSA, em casa e Botafogo (PB) e Sampaio Corrêa, fora. Em casa enfrentará ainda as equipes do Remo,  Salgueiro, Cuiabá e Moto. Fora de casa se digladiará com ASA e Confiança.

 

Por sorte e, evidentemente,  se o time acertar o passo, deixando de perder jogos e ponto bobos, o nosso segundo turno, teoricamente, será um pouco mais ameno, razão por que acreditamos que o Tricolor conseguirá os seus objetivos. Para que isso ocorra tem que haver uma verdadeira comunhão de sentimentos entre todos os envolvidos nessa peleia.

 

Não há como aceitar partidas, a exemplo do confronto contra o Moto, em que o time parecia desnorteado, sem rumo e sem objetivo. Bastaria ter forçado um pouquinho mais e ter demosntrado mais vontade de vencer e o resultado teria sido outro.

 

A nossa torcida está acostumada, ao longo da história, com times que, com muita bravura têm honrado a camisa tricolor. Um time apático e estático, como o que enfrentou o Moto, não faz parte do nosso contexto. A torcida quer e espera raça e determinação e tudo o mais virá por acréscimo.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.