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FORTALEZA X REMO - UM DIVISOR DE ÁGUAS

14 Jul 2017

 

Acerca de contratações do Fortaleza, cujo prazo na Série C  se encerra hoje,  às 18 horas,  o Sérgio Papellin, Executivo de Futebol do clube,  declarou em entrevistas  que o grupo está fechado e que não virá mais ninguém, especialmente um atacante de área, cuja aquisição foi por demais especulada. Acrescentou que foi tentada a contratação do Leo Gamalho e, na impossibilidade desta se concretizar,   do Grafite, mas nenhum dos dois quis vir jogar na Série C.

 

Ora, tenho visto e escutado muitas críticas de alguns comentaristas que sustentam que a torcida foi enganada e que houve uma espécie de estelionato, mas,   em que pese respeitar opiniões,  não concordo, porque uma contratação não é unilateral, dependendo apenas da vontade e do querer do Fortaleza, pois se assim fosse traria o jogador que quisesse e quando bem entendesse.

 

Em um processo de contratação temos que considerar que estão envolvidos outros agentes, como os  clubes de origem dos atletas, os seus empresários e por vezes a torcida, que de vez em quando se manifesta contrária à vinda de determinados jogadores, principalmente quando passaram pelo nosso rival e,   ainda por cima,  tem que prevalecer a vontade dos jogadores, que é soberana, haja vista que os mesmos podem ter vínculos com os seus empresários e com os clubes,  com os quais têm contratos,  mas  não são escravos.

 

Dessa forma o Fortaleza deve continuar com o que tem, até porque se fosse revelada, ou comunicada, no dia de hoje,  uma contratação de surpresa, o jogador anunciado já teria que ter o seu nome registrado no BID, isto pela absoluta exiguidade de tempo. Essa possibilidade, no entanto, me parece muito remota.  

 

O que vem atrapalhando o Fortaleza é que as démarches visando a contratação de jogadores estão se tornando públicas, havendo um vazamento prejudicial da notícia antes do tempo. Foi assim com o Paulo Sérgio, que felizmente deu certo, com o Leandro Carvalho que não deu e agora com o Gamalho.

 

Não devemos esquecer nesses casos que o Fortaleza tem inimigos por todos os lados, principalmente no seio do segmento da imprensa marrom, que de posse de uma notícia dessa importância, faz questão de divulgar, com o intuito de atrapalhar as negociações, e por vezes publicam até boatos visando “melar” o negócio.

 

Nós que somos da aldeia, conhecemos os índios que, quando conseguem conturbar a vida do Fortaleza fazem até festa, como aquelas, sobre as quais um passarinho me contou,  que se realizam nas proximidades do Mercado São Sebastião, com doces, bolos, salgadinhos, refrigerantes, que seriam bancadas por pessoas proeminentes do nosso rival.

 

Claro que, enquanto torcedores estamos escaldados, pois nesses cinco anos em que a série C vem sendo disputada nos moldes atuais, sempre faltou algo ao Fortaleza. Lembro que em dois anos tivemos problemas com goleiros e nem vou citar os nomes, porque águas passadas não movem moinhos.

 

Antes disso tivemos problemas com a zaga, pois contra o Oeste um determinado jogador entregou o ouro por três vezes, parecendo coisa feita, não estamos dizendo, tanto eu quanto a torcida que tenha sido, por carecer de provas.   

 

Em outros dois anos faltou um meia de ligação, como agora, em que houve muitas tentativas e experiências, mas ninguém se firmou na posição, a nossa última esperança é o Vinícius Pacheco. E, por fim, em outro ano, o problema foi de centroavante, vez que o Fortaleza criava, mas não tinha quem colocasse a bola para dentro.

 

No ano em curso todos estão preocupados com o ataque, ou como setor ofensivo, que é mais abrangente, que não me parece ser problema, até porque o Fortaleza tem o melhor ataque da competição e mesmo sem contar com o seu centroavante, por três jogos.

 

Fico apreensivo com a defesa, haja vista que, nos todos os três jogos que perdemos aconteceram erros crassos, dois, por exemplo do Ligger. A defesa se constitui no maior problema do Bonamigo, mais significativo até do que o do meio de campo. Na defesa o entendimento geral é o de que tem que haver troca de peças.

 

No meio de campo, além desses ajustes, há que se imprimir velocidade na saída da bola e que se consertar os erros de passes, sem falar que falta alguém para ditar o ritmo do jogo. Por mais que eu goste do Everton, até pela sua ligação com o Tricolor,    havemos de  convir que o aludido jogador não vem desempenhando esse papel, que de fato lhe seria cabível,  até por ser o jogador mais experiente.

 

Enfim, esperamos que o Bonamigo encontre rapidamente o ponto do doce e que já seja nesta partida contra o Remo, de suma importância para o projeto de ascensão do Tricolor.  Essa partida será um divisor de águas. Em ganhando o Fortaleza recomeça a sua arrancada. Em perdendo o seu futuro fica nebuloso.

 

Por hoje c’est fini.

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.