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SUPERAÇÃO FAZ PARTE DA HISTÓRIA DO FORTALEZA

23 Jul 2017

 BRUNO MELO - O NOME DO JOGO

 

O Fortaleza conquistou uma grande vitória, inesperada para quantos não acreditavam nas suas possibilidades, para os mais céticos, mas normal para aqueles mais otimistas e que conhecem a história de superação do clube nos momentos de dificuldades. Não foi um triunfo fácil, isto porque, do outro lado havia uma equipe, a exemplo do Tricolor, também em situação delicada, haja vista que vinha de três tropeços, um dos quais dentro de casa, para o Sampaio Corrêa. Os dois outros haviam acontecido fora de casa para o ASA e o Cuiabá.

 

Uma derrota, por sua vez, o tiraria do G-4, uma vez que em função de mais uma derrota, a quarta consecutiva, e dentro de casa, foi defenestrado do grupo de classificação, pelo Salgueiro, nosso próximo adversário, e que vem em ascensão,  isto porque não tomou conhecimento do Moto, nos seus próprios domínios e o venceu com folgas, por 2 x 0. Aliás, até aqui, no Grupo A, temos tido a rodada dos visitantes, pois tanto o Fortaleza, quanto o Salgueiro venceram fora de casa e pelo mesmo placar,  2 x 0.

 

Eu havia participado na sexta do Programa tarde Tricolor, que tem o comando do Jorge Telmo e perguntado sobre o Bruno Melo, muito criticado pela torcida, eu pedia calma, tendo em vista que todos nós reclamamos da falta de oportunidades para os garotos da base e, quando surge uma, não temos paciência com o atleta promovido. Dizia eu naquela ocasião que o Bruno vem em ascensão e que poderia render muito mais ainda, pois tem potencial para tanto.

 

Coincidência ou não, o Bruno foi o nome do jogo, não apenas e tão somente pelos dois gols, porque encarnou o espírito de luta do Fortaleza e teve uma atuação soberba, tanto na marcação quanto no apoio. A recuperação do Bruno Melo nos fala da própria recuperação e superação do time dentro das quatro linhas, há vista que, além de sofrer a pressão constante do Botafogo, em decorrência da expulsão do Jefferson, ainda ficou, desde os vinte minutos do segundo tempo, com um jogador a menos.

 

O que vimos no geral foi um time batalhador, aguerrido e forte, como tem sido o Fortaleza no decorrer da história e diferente daquele que vinha de quatro resultados negativos. Eu sempre defendia que não podíamos criticar a defesa por criticar, vez que a mesma está entre as terceiras defesas menos vazadas. Poderíamos censurar falhas individuais, mas o cinturão defensivo como um todo vinha bem, com apenas 8 gols sofridos em 10 jogos, ou com uma média de 0,8 gols por partida.  

 

É evidente que nós que somos moderados, sofremos críticas, somos cognominados de chapas brancas, etc., contudo vamos nos manter dentro da nossa linha de analisar e de criticar com parcimônia, pois não entendemos, por exemplos as críticas ao nosso ataque, que é o melhor da competição e que sentiu muito a ausência do Lúcio Flávio.

 

Pelas razões expostas vamos continuar defendendo a premissa de que o nosso meio de campo ainda não vem produzindo a contento, embora no jogo contra o Botafogo tenha atuado de forma irrepreensível, pois até o Everton, que vinha tendo atuações abaixo da crítica,  subiu de produção, de modo que na nossa visão, essa superação do Fortaleza está relacionada ou tem tudo a ver como progresso do setor de engenharia do clube.

 

O ataque não marcou gols, vez que o herói da partida foi o Bruno Melo e que bom que temos agora dois bons laterais disputando posição, contudo, Lúcio Flávio e Paulo Sérgio tiveram grandes atuações e, com certeza, deixaram claro que podem jogar juntos, especialmente o Paulo Sérgio, mais habilidoso e que também tem força física. Acredito que depois desse jogo, no ataque, o Bonamigo não tenha mais dúvidas.

 

Falemos da defesa, que é a mais criticada pela imprensa, que diz até que “o Fortaleza é o único time em que a zaga titular fica na reserva”, Edimar e Adalberto. Pode ser que alguma censura seja pertinente, haja vista que o Ligger andou falando, contudo, no jogo contra o Botafogo e submetida à grande pressão, os nossos dois zagueiros deram conta do recado, merecendo nota máxima.

 

No meu ponto de vista a nossa zaga foi a grande responsável pelo, tendo em vista que foi pressionada o tempo todo, principalmente quando o time estava com um jogador a menos e o Botafogo tentava o empate por todos os meios, o nosso miolo de zaga se portou com galhardia, não cometendo uma única falha e não tenho receio ou dúvidas em afirmar que o Ligger foi o grande nome do Fortaleza, na defesa.

 

Na realidade o time todo está de parabéns, pois pela atuação e a entrega de cada um seria até uma injustiça eleger esse ou aquele jogador, como o melhor da partida.  O Bruno Melo está de parabéns porque fez um gol na posição de centroavante e cobrou o pênalti muito bem, contudo, essa sua boa atuação é um espelho da superação, da garra e do espírito de luta do time.  Esse é o Fortaleza que nós queremos ver.

 

Por hoje c’est fini.     

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.