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MESMO COM ALGUNS APAGÕES A ATUAL DEFESA DO FORTALEZA É MELHOR DO QUE A DO ANO PASSADO

11 Aug 2017

 O zagueiro mais experiente da defesa tricolor

 

O Fortaleza em treze rodadas assinalou 17 gols, que correspondem a um índice de 1,30 gols por partida, que ainda está um pouco aquém  da média de gols histórica do clube que, no ano passado, por exemplo foi de 1,44 tentos por jogo. A defesa sofreu 9 tentos, apresentando uma média de gols por partida de 0, 69, melhor por exemplo do que a da primeira fase do ano passado que foi de 0,94.

 

Reporto-me ao sistema defensivo do Tricolor, que vem sendo muito criticado e, no meu ponto de vista, a despeito de algumas falhas individuais que redundaram em gols, não merece essa pressão que vem sofrendo, visto que se mantiver essa média tende a terminar a fase com 13 gols, mesmo assim o índice de gols por jogo ainda será de 0,72 por partida, melhor do que a do ano passado que, conforme vimos, for de 0,94, situação que me leva a continuar dando um voto de confiança para o nosso sistema defensivo.

 

Objetivando dissecar ainda mais o assunto fizemos um levantamento de gols marcados e sofridos pelo Fortaleza em cinco intervalos de tempo de cada partida nessas treze etapas, com o intuito de extrairmos dados que nos  permitam analisar a intensidade do futebol do time,  ou a sua queda de produção durante uma partida.

 

Nessa análise vimos que o time tricolor, que assinalou 17 gols nessas treze rodadas, do primeiro ao décimo minuto marcou 3 gols, desses 1 foi assinalado no primeiro minuto do  primeiro tempo e outro no minuto inaugural do segundo. Dos 11 minutos aos 20 constatamos que a equipe assinalou 5 gols, 2 no primeiro tempo e 3 no segundo. Dos 21 aos 30 a produtividade ofensiva foi de 2 gols, um em cada tempo. Dos 31 minutos aos 40 ver-se que o time produziu 3 gols, 1 no primeiro e 2 no segundo e dos 41 até aos acréscimos a equipe marcou 4 tentos, todos no segundo tempo.

 

Se somarmos os gols assinalados no primeiro tempo veremos que o montante foi de 5 tentos, enquanto  no segundo tempo a equipe assinalou 12,  donde se conclui que a produtividade ofensiva do Tricolor no primeiro tempo é menos intensiva e no segundo é mais acentuada.

 

Conclui-se que os dois períodos de picos ofensivos do Tricolor acontecem dos 11 aos 20 minutos, cujos 5 gols foram distribuídos nos dois tempos, tendo marcado mais na segunda etapa. O outro interstício de mais ofensividade vai dos 41 minutos em diante, quando assinalou 4 gols e todos no segundo tempo.

 

Depreende-se também que nos dez primeiros minutos, em que assinalou apenas 3 gols e no interstício de 21 aos 30 trinta minutos, em que marcou 2,   o Fortaleza tem produzido muito pouco em termos de ataque, quando o time sofre uma espécie de apagão.

 

Examinando-se os gols sofridos vemos que a defesa foi vazada em 9 oportunidades, que correspondem a um índice de 0,69 gols por partida, bem melhor do que o do ano passado, que foi de 0,94, ao término da primeira fase. Em continuando com essa regularidade a previsão é que que termine a fase com 13 gols sofridos e um índice de  0,72.

 

O Fortaleza sofreu gols em todos os intervalos de tempos que adotamos como parâmetros. Nos primeiro 10 minutos sofreu apenas  1 gol e no primeiro tempo.  Dos 11 aos 21 sofreu 2 gols; dos 21 aos 30 foi vazada 3 vezes; dos 31 aos 40 sofreu apenas 2 gols, um em cada empo e dos 41 em diante foi vazada apenas 1 vez no segundo tempo.

 

Fazendo a tabulação desses dados, nos dois quesitos, ataque/ defesa,  constatamos que a defesa foi mais vazada dos 21 aos 30 minutos, subsequentes ao período em que assinalou mais gols, isto é, dos 21 aos 30. Isso significa dizer que o Fortaleza, no seu sistema defensivo,  vem relaxando e se descuidando da marcação, após marcar os seus gols.

 

Temos dois exemplos para embasar e ilustrar a nossa tese: No embate contra o Salgueiro o Fortaleza assinalou um gol os 18 minutos do segundo tempo e, quase de imediato, ao 22,  sofreu um gol. No empate contra o Cuiabá em 2 x 2,  o time marcou um gol aos 15 minutos do segundo tempo e de imediato, aos 17,  sofria outro gol. Ver-se que esse descuido ocorre praticamente nos meados da partida.  

 

Outra coisa, dizem os comentaristas que depois dos 45 minutos não tem mais jogo, mas não  é exatamente o que acontece com a retaguarda tricolor, que sofreu um gol no jogo com o Cuiabá, no mesmo empate em 2 x 2, aos 45 do segundo tempo, o que indica uma tremenda falta de atenção. Uma defesa experiente e a do Fortaleza o é, tem que jogar a bola para o mato, pois, como diz o refrão,  “o jogo é de campeonato”. São dados que devem ser analisados,  com muito carinho, pelo Bonamigo.

 

Por hoje c’est fini.      

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.