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FORTALEZA X CSA - UM EMPATE E NADA MAIS PARA AUMENTAR OS MEUS AIS.

28 Aug 2017

 

Vaticinávamos nos nossos últimos comentários que a décima sexta rodada poderia redundar em definições, evidentemente que baseados no princípio de que os favoritos venceriam facilmente os seus confrontos, a começar pelo Fortaleza, que atuava em casa, tendo o apoio do seu torcedor e motivado em razão da troca do treinador que, para muitos não mais tinha o controle do time, ou como se diz no futebolês, não tinha mais o time na mão.

 

Contrariando todos os prognósticos nenhum mandante venceu, embora a maioria dos resultados tenha sido favoráveis ao Fortaleza,  excetuando-se o do embate entre ASA e Cuiabá, em que o time cuiabano venceu fora de casa e entrou na luta por uma vaga no G-4 e contra o próprio Tricolor.

 

Todos esses resultados favoráveis seriam ótimos se o Fortaleza tivesse feito a sua obrigação ou o dever de casa, vencendo o CSA e garantindo a classificação de forma antecipada. Infelizmente pisou na bola frustrando os mais de 15.000 torcedores que compareceram ao estádio para incentivar o time na busca dessa vitória, que seria fundamental.

 

A verdade é que o Fortaleza enfrentou um adversário bem entrosado e bem treinado que, logo nos primeiros minutos pressionou muito ao Fortaleza e, por duas oportunidades andou muito perto de abrir o marcador, numa delas num tirombaço de fora da área, ensejando que o Boeck fizesse uma grande defesa.

 

Aos poucos, no entanto,  o Fortaleza foi se assenhoreando do jogo e equilibrando a partida no meio de campo e criando boas oportunidades, para se ter uma ideia, somente o Pablo, que chuta pessimamente ruim, perdeu duas boas chances, sem falar numa em que o Hiago foi possuído pelo espírito do “mustela putorius furo”, o furão, furando feio, mesmo assim a bola sobrou para o Adenilson, que chutou por cima. O primeiro tempo terminou em zero a zero.

 

Logo no início do segundo tempo o sistema de marcação do Fortaleza deu um apago, permitindo que o zagueiro fosse carregando a bola sem ser molestado e a enfiasse, no meio da zaga, entre o Felipe e o Edimar que também possuído pelo espírito do “mustela putorius furo”, o furão, escorregou no lance e furou feio, possibilitando que a bola passasse para o atacante que, na saída do Boeck, tocou-a para o canto, a qual,  após dar a impressão que iria para fora, possivelmente tangida pelo vento, entrou mansamente no nosso gol. Quando as coisas não dão certo até o vento joga contra.

 

O Fortaleza se recuperou rápido golpe, foi para cima, conseguiu o gol de empate, mas perdeu algumas oportunidades para virar o placar, uma delas nos últimos minutos com o Lúcio Flávio, que já havia desperdiçado outra de cabeça, sozinho e as traves. Infelizmente esse foi um placar injusto, porque o Fortaleza teve maior volume de jogo, foi um time raçudo, mas consoante vem ocorrendo nas últimas partidas, não consegue transformar esse domínio em gols e em vitórias.

 

O treinador tentou dar mais intensidade e mais volume de jogo ao time, fazendo algumas mudanças, que surtiram efeito, principalmente com o Leandro Lima, muito criticado pela torcida pela falta de raça, mas que no jogo de ontem teve uma grande atuação. Deu nova alma ao time.

 

 

Alguns jogadores vêm quebrando a bola. Podemos incluir nessa lista, principalmente no primeiro tempo o Pablo, que errou demais e o Felipe, embora este tenha melhorado o segundo tempo. O Jô foi outro, muito solicitado pela torcida, mas que não passa de um jogador comum e o próprio Hiago, muito lento no raciocínio, poderia ter rendido mais, inclusive contribuindo com mais gols, pois andou perdendo umas boas oportunidades.

 

Destaques? Embora o time tenha sido mais aguerrido, o maior destaque no meu ponto de vista foi o Anderson Uchoa, que deu moral ao setor de marcação. O Bruno Melo,  o Leandro Lima e o Rony completam a lista. Não incluo o Boeck porque saiu atrasado no lance do gol.

 

Péssima arbitragem, que prejudicou o Fortaleza em cartões e falta de critérios nas marcações de falta, além de ter deixado de marcar, pelo menos um pênalti claríssimo a favor do Tricolor, na verdade foram dois. Na minha ótica a diretoria tem que cuidar desse assunto, isto porque, há muito tempo, coincidentemente os árbitros só erram contra o Fortaleza.

 

O Fortaleza andou se complicando com esse empate, contudo, depende apenas de si próprio para se classificar, agora em terceiro lugar, haja vista que as possibilidades de chegar à segunda posição são muito remotas. O time melhorou, apresentando um melhor repertório ofensivo, mas necessita de mais treinamento objetivando transformar o volume de jogo em gols.

 

Na partida de ontem e considerando que enfrentávamos a melhor defesa do campeonato, formada por jogadores altos, tanto é que em cerca de dezesseis escanteios não ganhamos nenhuma bola, eu teria colocado em campo o Leandro Cearense para tentar um melhor aproveitamento. O Lúcio Flávio que, diante dos postes do CSA parecia um anão, perdeu quase todas as bolas pelo alto. Acho que o Leandro teria sido uma boa alternativa.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.