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FORTALEZA: HORA DE AVALIAR E DE CORRIGIR OS RUMOS

 

Os que acompanham as minhas mal traçadas linhas sabem que não sou um comentarista de obras acabadas e nem um emissário do caos, ao ponto de criticar duramente o Fortaleza, por vezes por ouvir dizer,  e,  especialmente após um resultado negativo, quando o time se transforma, como diz o Sebastião Belmino, em filho de viúva, e em saco de pancadas, em que todo mundo quer bater,  tirar uma casquinha e fazer a correição.

 

É sabido que no final do ano passado e no início deste ano foi iniciada uma campanha na imprensa, tanto na antitricolor como naquela que se diz tricolor, mas que de vez em quando atira contra o patrimônio, deixando-se influenciar pelos inimigos, que apregoava, sendo vitoriosa, que deveria ser passado um trator por sobre o Pici, para que não ficasse pedra sobre pedra. Desse modo, pressionada pela imprensa a diretoria deixou de renovar com jogadores importantes, como o Juliano, o Lima e outros de bom quilate técnico.

 

Feita a reformulação, e não vou procurar as bruxas, ficamos com esse time que não deu liga no Cearense e nem na Copa do Nordeste e que, se compararmos a sua campanha às outras dos anos anteriores, especialmente desde 2012, quando começou o modelo atual, verificamos que tem deixado muito a desejar.

 

A diretoria, após o Cearense fez contratações, mas nenhum dos jogadores que vierem para reforçar foram capazes de assumir a titularidade, ainda temos o Hiago, que oscila muito no desempenho, afora isso temos, por exemplo o Vinícius Pacheco, que veio precedido de boa fama e que nem o Bonamigo e agora o Zago o colocam para jogar.  Outros como o Jô e o Paulo Sérgio deslancharam na primeira partida, mas logo voltaram ao lugar comum e até já podem ser reputados como jogadores que não emplacaram.

 

Desde 2012 quanto a Série C passou a ser disputada nos moldes atuais e  nem falamos em 2011 quando o clube  quase foi rebaixado para a Série D, essa, proporcionalmente,  é a pior campanha do Fortaleza, na primeira fase e que nos deixa de certa forma meio desalentados.

 

Ressalte-se que, excetuando-se 2013, quando o Fortaleza foi eliminado na última partida da primeira fase, por um time maranhense, o Sampaio, naquele fatídico empate de 2 x 2, o time ficou sempre em primeiro lugar e neste corre o risco de ficar em quarto e, por ironia do destino tem mais um time maranhense pela frente, o Moto e precisando empatar.

 

Em 2012, o Fortaleza somou 39 pontos, conquistou 11 vitórias, 6 empates e sofreu apenas uma derrota. Em 2013, conforme adiantamos não se classificou, contudo, somou 32 pontos e mesmo assim somou 9 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, donde se depreende que até no ano em que não se classificou a sua campanha foi melhor.

 

Em 2014, somou 35 pontos, relativos a 9 vitórias, 8 empates e 1 derrota; em 2015 conquistou 36 pontos concernentes a 10 vitórias, 6 empates e 2 derrotas; em 2016, amealhou 30 pontos, relativos a 8 vitórias, 6 empates e 4 derrotas e neste ano, faltando uma rodada tem tão somente 24 pontos e só pode chegar aos 27, não igualando a pontuação a nenhuma dos anos anteriores, frutos de 6 vitórias, 6 empates e 5 derrotas.

 

Tabulando-se esses dados vemos que o melhor ano em termos de vitórias foi 2012, em que o time conquistou 11, mais do que o dobro do número atual. Em termos de empate está na média, visto que, excetuando-se 2013, ano em que não se classificou e que teve apenas 5 empates e 2014, quando cedeu 8, nos outros anos sempre obteve o mesmo número de empates deste ano.

 

Tratando-se de derrotas neste ano, e faltando uma rodada, e esperamos que não perca para o Moto, o Fortaleza tem 5 derrotas, quantidade inferior apenas à campanha de 2013, quando sofreu 6, quesito que justifica a sua classificação, posto que, se por um desses azares do destino perdemos para o Moto, nos igualaremos em derrotas a 2013 e também estaremos desclassificados.

 

Apresentamos esses dados, não  para fazer guerra de nervos, mas para alertar o staff tricolor, para que medidas sejam tomadas. O time ontem foi completamente dominado no segundo tempo pelo Sampaio, sofreu 2 gols provenientes de duas falhas da defesa, o que põe por terra a tese dos que defendiam o Edimar, visto que, tanto nos gols de ontem, como no gol do CSA cometeu  falhas clamorosas.

 

Durante a semana vamos analisar tudo isso, mas o Zago,  que declarou que não iria mudar muito, ou muda e se utiliza desta semana para encontrar o time ideal ou irá colocar uma mancha negra no seu currículo. No meu ponto de vista tem que mudar, tem que tentar implantar a sua filosofia, pois se não fosse para isso não teria sido contratado. Tenho a impressão de vai pensar ponderar e pensar igual a mim.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.