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UMA TAÇA PARA A QUAL OS GRANDES TORCEM O NARIZ

UMA TAÇA PARA A QUAL OS GRANDES TÊM TORCIDO O NARIZ

 

 

Fortaleza e Ceará fazem o primeiro embate, na noite de hoje, no Castelão, às 20 horas,  pelas quartas de final da Taça Fares Lopes, que tem caráter eliminatório, quem vencer passa, por conseguinte, para as semifinais. É uma competição que os dois clubes não têm valorizado muito, de modo que, a exceção desse ano, em que foi declarada uma guerra velada entre ambos, nos anos anteriores utilizaram os Sub-20 e jamais passaram da primeira fase.

 

Ressalte-se que a Copa Fares Lopes foi instituída em 2013, pela Federação Cearense, em homenagem ao presidente Fares Lopes que faleceu no exercício do   cargo de presidente em 19 de dezembro de 2004. Uma justa e merecida homenagem prestada pelo seu sobrinho Mauro Carmélio, que substituiu na função o ex-presidente Mário Degésio, persona non grata para o Tricolor, isto porque ele se declarou publicamente “inimigo número um do Fortaleza”. Que Deus o tenha em bom lugar.

 

O Fortaleza disputou a competição, que não era reputada como muito atraente, apenas em 2015, 2016 e 2017 e neste ano, pela primeira vez, chega à fase seguinte. Nessas três participações foram 22 pontos amealhados em 18 jogos, ou em 54 pontos possíveis,    apresentando um percentual de desempenho de 40,7%, superior ao do antagonista, como veremos.

 

Nas três edições conquistou 6 vitórias, 4 empates e sofreu 5 derrotas. Assinalou 13 gols e sofreu 19, ostentando um saldo negativo de 6 gols. Em 2015 fez mais pontos, 11 e em 2014 foi o ano que menos pontuou, apenas 4. Neste ano conquistou, até agora,  7 pontos, edição em que,  proporcionalmente,  conquistou mais pontos por partida, 1,75. Em 2015 o percentual por partida foi de 1, 1 pontos e em 2014 foi de 1 ponto.

 

O Ceará, ao contrário do Fortaleza, mesmo o certame não lhe sendo atrativo, tanto é que nos anos anteriores jamais buscou o título, disputou-o em quase todas as edições, a exceção de 2013, o ano da sua instituição. Nas quatros edições somou 23 pontos em 24 jogos, ou em 72 pontos possíveis, apresentando um percentual de aproveitamento de 32%, inferior aos 40,7% do Tricolor.

 

Nas quatro edições, conquistou 5 vitórias, 8 empates e sofreu 10 derrotas. Marcou 22 gols e sofreu 24, apresentando um saldo negativo de 2 gols. 2015 foi o ano em que somou mais pontos, 8 e 2016 foi o ano em que menos pontuou, apenas 3. Em 2014 somou 5 pontos e em 2107, a exemplo do Fortaleza somou 7. Similarmente ao Fortaleza este foi o ano em que proporcionalmente teve melhor desempenho, 1,75 pontos por partida.

 

Os que me acompanham e já tenho 15 anos de janela, na edição dessa coluna, antes no site Leões da Caponga e nos últimos anos no site www.fortalezasempre.com.br, sabem que sou por demais apaixonado pelo Fortaleza, mas não concordo com essa briga sem quartel existente entre os dois clubes que, além de prejudicar o futebol cearense, é maléfica para ambos,  que procuram destruir um ao outro e, conforme nos ensina a Bíblia, quem vive da espada, da espada perecerá.

 

Eu não estaria sendo sincero se dissesse, de repente,  que a culpa por essa luta desenfreada, é apenas do nossos rival, porque o Fortaleza, provavelmente para dar o troco, também tem embarcado nesta canoa. Gosto de citar como exemplo, para deixar ainda mais patente a minha aversão à essa luta inglória, que não colabora para o crescimento de ninguém, o exemplo de outros centros futebolísticos mais adiantados, como o Rio Grande do Sul, em que a rivalidade é muito acentuada, mas  fora das quatro linhas os dois clubes marcham unidos na defesa do futebol dos Pampas.

 

Em São Paulo, por exemplo, num determinado período em que aquele futebol chegou ao fundo do poço, todos hão de lembrar que a Federação tomou à frente da estratégia para alavanca-lo, passando a fortalecer o campeonato, mediante a contratação de grandes jogadores de outros centros, notadamente do Rio de janeiro, colocados proporcionalmente nos quatro clubes grandes e até nos medianos.

 

Sob a batuta do então presidente da Federação, se não me engano Elias Farah, em poucos anos o futebol paulista cresceu assumindo a hegemonia do futebol brasileiro e de quebra viu a derrocada do futebol carioca, até então, a pedra preciosa da coroa do futebol brasileiro.

 

Quando me deparo mais uma vez com os dois clubes se engalfinhando por quase nada, um querendo acabar com o outro, sinto pena dessa mentalidade tacanha, que só contribui para que o nosso futebol cresça para baixo, como rabo de cavalo.

 

O nosso futebol é tão pobre de espírito e, por consequência de conquistas, que sinto tristeza ao me deparar com determinados programas da grande imprensa, comemorando efusivamente a “rasteira” de um clube passada no outro, como se fora um troféu. Nada demais, pois um futebol pobre só pode produzir uma imprensa, não no todo, mais em parte, ainda mais paupérrima. Tantos anos de quedas e não aprenderam a lição!

 

Deixando a briga de lado vamos torcer, corroborando e reiterando a premissa que venho defendendo, que tenhamos uma partida bem disputada e que a arbitragem não influa no seu resultado. Lembro mais uma vez, por oportuno, que teremos apenas uma competição entre dois clubes, e não uma guerra, de modo que a violência não deveria vigorar. Que a disputa aconteça num ambiente de paz.

 

EFEMÉRIDES - 05 de outubro de 1984 (há 33 anos) – Fortaleza 5 x 3 Ferroviário – Campeonato Cearense -

 

 

PENSAMENTO DO DIA - A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos. (Albert Einstein).

 

Por hoje c’est fini.

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.