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FORTALEZA TERÁ QUE FAZER UMA AVALIAÇÃO DO ELENCO NA PONTA DO LÁPIS

24 Oct 2017

                                                AVALIAÇÃO DO ELENCO NA PONTA DO LÁPIS

 

Passada a euforia da ascensão à Série B é chegada a hora, e quanto mais cedo menos dependentes do Mercado ficaremos, de acertar o elenco para a empreitada de 2018, que não será uma tarefa fácil, até porque não podem ser cometidos os mesmos erros dos anos anteriores, ou seja, a cada ano e a cada situação os encarregados das contratações, em suma, a presidência e a diretoria de futebol, responsáveis diretos,  têm ficar mais atentos e mais exímios.

 

Hão que fazer uma espécie de depuração e de reciclagem para evitar os desperdícios na hora da composição, ou da formatação do elenco, termo importado da Informática, para o qual alguns analistas torcem o nariz. O coração tem que ficar de lado, posto que a razão tem que falar mais alto. E nesse caso a avaliação do atual elenco tem que ser precisa, concisa e cirúrgica.

 

Comecemos pela defesa, já que em termos de goleiros estamos bem servidos, necessitando, provavelmente de mais uma contratação. São muitas as indicações, mas tenho recebido boas informações do goleiro Andrey, do Volta Redonda, que não seria tão caro e contribuiria para fortalecer o grupo, afinal teremos uma jornada de trinta e oito partidas e para tal temos que ter um elenco qualificado.

 

Vamos para a defesa, que está sendo elogiada em versos e em prosa e peço vênia para discordar e aceito contestação dos pensem de modo contrário. A nossa defesa deixou muito a desejar e, no meu ponto de vista, se fosse mais forte, provavelmente o Fortaleza poderia ter conquistado o título. Baseio-me no fato de que todos os que acompanham e vivenciam o futebol sabem de cor e salteado, que um sistema defensivo vitorioso, inquestionavelmente,  sofre apenas entre 0, 50 e cerca de 0,60 gols por jogo.

 

Existindo dúvidas basta que os que queiram me refutar façam um apanhado dos campeões de todas divisões. No momento, para reforçar a minha tese   façamos uma comparação entre o desempenho da defesa do CSA e do Fortaleza. Na fase classificatória o sistema defensivo do Tricolor foi vazado em 15 oportunidades, apresentando um índice de 0,83 gols por jogo. Na mesma fase a do CSA foi vazada em 12 oportunidades, apresentando um índice de gols por partida de 0,66.

 

Nas fases finais a supremacia do CSA ainda é mais gritante. Nos seis jogos finais a defesa do time alagoano sofreu apenas 2 gols, ostentando um índice de 0,33 gols por embate, provavelmente um dos melhores desempenhos de uma defesa no Brasileirão, em todos os tempos e em todas as divisões, sendo, inquestionavelmente, um dos setores responsáveis diretos pela conquista do título.

 

Nas mesmas fases a defesa do Fortaleza sofreu 5 gols em 6 jogos, apresentando um índice de 0,83 gols por partida, igual ao desempenho da primeira fase, ficando provado que, independentemente da troca de jogadores, em determinadas posições, a produtividade da defesa permaneceu a mesma. Espelhados pelo exemplo do CSA podemos concluir que um grande time começa, invariavelmente, por uma boa defesa.

 

Não somos de dizer ou de opinar a respeito da permanência ou da dispensa de jogadores, mas pelos dados citados podemos concluir que o Fortaleza, para enfrentar uma Série B, que se prenuncia como a mais forte e competitiva dos últimos anos, terá irrefutavelmente que reforçar o seu sistema defensivo. Bem que eu gostaria de ter uma defesa,     pelo menos,  igual à do CSA.

 

Vamos para o meio de campo, um dos principais problemas do time no ano em curso, exatamente por faltar um jogador que tivesse melhores predicados técnicos para arquitetar as jogadas ofensivas. Em termos de contenção temos menos problemas, necessitando, contudo de reforço, especialmente de um jogador que saiba fazer o elo entre defesa e ataque, tendo que saber defender e atacar. Não temos esse jogador.  

 

E o ataque?   Em se tratando de ataque e continuando a comparação ou a confrontação entre CSA e Fortaleza, temos que o CSA fez 27 gols em 24 jogos, apresentando um índice de 1,12 gols por partida e o Fortaleza fez 26, ostentando um índice de 1,08 gols por embate. Na nossa análise, o ataque ideal, próprio de um time campeão, tem que produzir em torno de 1,6 a 2 gols por partida e vemos que os dois ataques ficaram longe dessas marcas e o do Fortaleza ainda conseguiu ser pior.

 

Essa produção do ataque do CSA me leva a concluir que a grande responsável pela sua performance foi o sistema defensivo, de modo que tanto o time alagoano, quanto o Fortaleza, têm que investir na reformulação dos seus sistemas ofensivos. O CSA está um pouco à frente, pois já tem um bom atacante e o Fortaleza terá que, praticamente, começar da estaca zero. A conclusão é que não há como montar um bom time par a Série B se não fizermos esse tipo de avaliação criteriosa e desprovida de paixão. O Fortaleza do próximo ano depende muito da razão.

 

Pensamento do Dia – O amor e a razão são dois viajantes, que nunca vivem juntos na mesma hospedaria: quando um chega, parte o outro. (Walter Scott).

 

Por hoje c’est fini.

 

 

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.