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O FORTALEZA NÃO CONSEGUIU REVERTER A VANTAGEM DO FLORESTA

 LEANDRO CEARENSE - O SALVADOR DA PÁTRIA

 

O Fortaleza conseguiu um empate que, pelas circunstâncias eu diria que foi heroico. O Tricolor iniciou agredindo o time do Floresta, mas passados os minutos iniciais a partida se modificou, isto porque o adversário, além de passar a dominar o meio de campo, vez que a bola queimava nos pés dos nossos meio-campistas, passou a se utilizar de uma arma que é mortífera, a velocidade, especialmente explorando os lances em cima do Del’ Amore, que é um zagueiro infinitamente lento e sem muitos recursos. Não consigo vê-lo como titular do Fortaleza.

 

No primeiro tempo foi necessário que o Felipe fosse forçado a fazer, pelo menos, três coberturas providenciais e providenciais, que salvaram o Fortaleza, decorrentes dessa lentidão do nosso zagueiro central. O mesmo Felipe,  está sendo duramente criticado por ter perdido uma bola em que o setor defensivo se encontrava desguarnecido,  entrando três atacantes do Floresta livres contra apenas um defensor tricolor, os quais se enrolaram com a bola e perderam o gol, ensejando que o Boeck fizesse a defesa.  

 

O primeiro tempo foi dominado pelo Floresta que perdeu inúmeras oportunidades para ampliar o marcador, período em que o Fortaleza foi muito prejudicado pela arbitragem, perdendo em razão disso o Adalberto que se constituía no melhor jogador da sua defesa. O Atleta foi aterrado por trás, de forma violenta, tanto é que viria a deixar o gramado e o senhor Cesar Magalhães nem se quer apresentou cartão ao zagueiro do Floresta.

 

Além das inversões de faltas e o Lúcio Flávio foi outra vítima de jogadas desleais não coibidas pela arbitragem, o Cesar Magalhães, useiro e vezeiro em prejudicar o Tricolor, deixou de assinalar uma penalidade inequívoca e incontestável no Jô, no segundo tempo. No primeiro tempo teve uma reclamação de pênalti, de uma bola que tocou na mão do defensor, que não vou cravar como mais um erro porque não tenho as imagens, contudo, as possibilidades são grandes de que tenha sido mais uma garfada.

 

A exemplo do que ocorreu contra o Iguatu, não gostei do Fortaleza. Iniciando pela defesa, que tem no Del“ Amore  uma figura apagada, tanto pela incapacidade de recuperação, como pela lentidão.  Apenas o  Adalberto se agigantava fazendo uma partida impecável Houve momentos em que o perigo pelo lado direito da nossa defesa era tão iminente que o Adalberto, visando estancar a sangria, teve que trocar de posição com o Del’ Amore, que viria  ser expulso, no segundo tempo, exatamente numa bola em que perdeu a corrida para o atacante, mais uma das tantas que perdeu.

 

Não entendi, não estou sendo rigoroso ou mais real que o Rei, a disposição do nosso meio campo, isto porque o Fortaleza deveria ter a iniciativa das ações, mas jogava com três volantes sem muitas aptidões e predicados para articular as jogadas ofensivas. Não há como, de sã consciência, admitir que o Adenilson possa vir a ser um meia de ligação, vez que a sua característica indiscutivelmente é de segundo volante.

 

O Pablo, por sua vez, não tem cacoete de meia, de modo que o Frasson tem que repensar a configuração tática do meio de campo tricolor, até porque no próximo jogo tem apenas um resultado que interessa, a vitória, fator determinante para que a equipe jogue com dois meias e dois atacantes. Jogar com três atacantes sem ter quem costure as jogadas de ataque é um grande equívoco e uma temeridade.

 

No segundo tempo o Fortaleza, mesmo com um homem a menos,  e mercê da entrada do Bruno Melo, que foi um gigante, passou a dominar as ações, até porque o Hiago, que havia sido uma figura apagada na primeira etapa, resolveu se movimentar mais e mesmo perdendo inúmeras oportunidades, desenvolveu  boas jogadas com o Bruno Melo e o Adriano, sempre em velocidade, criando inúmeras chances, infelizmente,  desperdiçadas por falta de um atacante com mais aptidão para marcar, ou com mais intimidade com o gol.

 

Cobrávamos a entrada e um meia ou de um atacante de referência, haja vista que o Lúcio havia saído para dar lugar ao zagueiro, que por sinal não foi bem, que entrou para recompor o sistema defensivo, após a expulsão do Del’ Amore,   ainda no primeiro tempo. Nesse ponto temos que dar um desconto para o Frasson que foi forçado, pelas circunstâncias, contusão do Adalberto e a expulsão do Del” Amore, a queimar duas substituições.

 

Não sou um crítico irredutível, contudo, ainda não entendi a disposição tática do ataque do Fortaleza, que atuando com dois pontas, ou com dois jogadores rápidos pelas extremidades do campo, teria que fixar o centroavante nas adjacências da pequena área e,   durante o tempo em que esteve em campo,  quase não vimos o Lúcio Flávio na área. O Lúcio, além de estar em má fase ainda vem sendo prejudicado pelo sistema tático.

 

O Fortaleza, para vencer a segunda partida, a continuar com esse sistema, e com as dificuldades apresentadas ontem, no sistema defensivo, indiscutivelmente, terá muitas dificuldades, especialmente se perder o Adalberto, pois só vejo um duo de zaga que possa conter o rápido e serelepe ataque do Floresta, Adalberto e Bruno Melo. Esperemos.

 

Pensamento do Dia - É a esta força que mantém sempre a opinião justa e legítima sobre o que é necessário temer e não temer, que chamo e defino coragem. (Platão).

 

Por hoje c’est fini.

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.