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O FORTALEZA PERDEU O TÍTULO PARA SI MESMO.

 

O Fortaleza, ao ceder o empate ao Floresta perdeu a chance de conquistar de forma direta a vaga para a Copa do Brasil. Antes de qualquer análise faz-se mister afirmar, por oportuno, que o Tricolor perdeu a vaga para si próprio, primeiro porque, por mais que o Floresta seja um time em ascensão, ou emergente, conforme  afirmam os analistas, o Leão, pelo que se viu na partida de ontem, é uma equipe muito mais encorpada e até mais qualificada tecnicamente. Provavelmente faltou-lhe o mesmo ímpeto que teve o Floresta.

 

Em segundo lugar ninguém perde um caminhão de gols impunemente. No primeiro tempo, quando o domínio tricolor foi maior e mais marcante e até mais consistente, três grandes oportunidades foram desperdiçadas: Duas com o Ronny, que fez tudo certo e concluiu mal e uma com o Hiago, que entrou sozinho e chutou em cima do goleiro.

 

No segundo tempo viria a perder mais três. Uma com o Gabriel Pereira, que também entrou sozinho e chutou em cima do Davi e ainda perderia outra, no bico da pequena área, quando, na hora do arremate furou. Por fim uma das mais claras e que poderia ter sido decisiva, foi perdida pelo Jô, aos 47 do segundo tempo, número emblemático, quando na pequena área e com o gol à sua disposição e  a caráter, chutou fraco e para fora.

 

Continuando ainda a análise dos erros do time, não posso dizer que os jogadores estavam desinteressados, conforme defendem alguns articulistas da imprensa, por ser uma injustiça contra profissionais que lutaram muito, cujo espírito de luta é muito bem representado pelo Hiago,  muito esforçado, mas que peca pela falta de uma técnica mais apurada. Posso afirmar e sem medo de errar, que lhes faltou mais capricho, ou até mais empenho nos momentos cruciais e decisivos.

 

Nessa falta de capricho e de mais esmero podemos enumerar os excessivos erros de passes no meio de campo, que originaram sempre muitos contra-ataques do adversário que, indubitavelmente é uma equipe muita rápida e que, a partir desses erros crassos levaram a cabo contra-ataques sempre muito perigosos.

 

Não posso deixar de fazer as minhas ressalvas contra o senhor Glauco Cordeiro, que marcou tudo contra o Fortaleza, que não adotava o mesmo critério quando a favor. Por outro lado, no meu entendimento, no segundo tempo, deixou de assinalar uma penalidade, num lance em que a bola bateu nitidamente no braço do defensor do Floresta. Impassível, como se nada tivesse ocorrido mandou o jogo seguir.

 

Esse comportamento do árbitro me leva a conjeturar que se o lance do pênalti tivesse sido a favor do Fortaleza, provavelmente ele não marcaria, até porque foi uma disputa normal de bola, em que o Bruno Melo levou desvantagem, mas a disputa falta, na minha ótica, posso estar errado,  não caracterizou a penalidade.

 

O Fortaleza, não obstante os gols perdidos, tinha o resultado na mão, mas de repente viu a conquista lhe escapar por entre os dedos e, pois além das falhas da equipe, especialmente nas conclusões, podemos  citar outros aspectos que concorreram para a nossa derrocada, posto que, essa perda abrupta da Copa do Brasil é uma paulada na moleira de uma diretoria, que vem fazendo um belo trabalho e que não merecia esse desfecho.

 

Começamos a perder o título e nesse ponto começam a assomar os equívocos do treinador, quando o Leandro Lima, que vinha se constituindo no melhor jogador do time, por vir atuando de forma aguada e em velocidade,  se contundiu. O treinador, ao invés de trocar seis por meia dúzia,  pondo o  Adenilson, para continuar preservando o meio de campo que estava equilibrado e que superava o do adversário,  pôs em jogo,  equivocadamente um atacante.

 

Como resultado, o Fortaleza, começou a perder terreno e me arrisco a dizer que se o gol do Floresta não saísse da fatídica penalidade,  sairia de outra forma, porque começou a criar muitas oportunidades, desperdiçando, pelo menos, duas chances para empatar o jogo e numa dessas jogadas houve a marcação do pretenso pênalti,  redundou no gol de empate e do título florestino.

 

Completando o desmonte da equipe,  que se encontra  bem distribuída  nas suas linhas,  o Ronny, que ficou sobrecarregado quando perdeu o companheiro de meio de campo, cansou e mais uma vez o Frasson se equivocou redondamente, pois ao invés de preservar o setor de criação, com pelo menos um meia, pôs mais um atacante, o Jô, e todos conhecem a minhas tese, que me parece pertinente, de que não adianta ter um exército de atacantes se não tem quem os municie.

 

O ponto culminante da estratégia suicida do treinador ocorreu no momento em que tirou o único homem-referência que tinha, para colocar mais um volante. O Leandro Cearense poderia  nem estar jogando bem, contundo prendia a defesa adversária, assim como poderia decidir a partida num único lance, até fortuito,   que costumeiramente ocorre com centroavantes.

 

Ser comentarista de obra acabada é muito bom, até porque as possibilidades de erros são praticamente inexistentes e muito próximas do zero absoluto, mas alguns conselheiros observavam que o Edimar poderia ter tido o seu contrato ampliado, para dar mais consistência a uma defesa que, na Fares Lopes sofreu 12 gols em 10 jogos, ou seja, 1,2 gols por partida, que não condiz com o desempenho de um time campeão.

 

O Floresta, que não tem uma das defesas mais sólidas, sofreu  8 gols em 10 jogos, ou 0,8 gols por jogo, próxima da média histórica de uma defesa que se prese, que  fica entre 0,5 a 0,6. Se os que reclamam da ausência do Edimar,  no meu ponto de vista, apenas um bom reserva e que nunca seria titular absoluto, estão certos, nunca saberemos.

 

O certo é que nos meus sessenta nãos que torço pelo Fortaleza já estou calejado, isto porque nem sempre a cena, por diversos fatores, nem sempre acontecem   e se desenrolam conforme o script. Muitas outras explicações para este fracasso ainda vão aparecer, contudo, não adianta, no entanto, chorar o leite derramado.

 

Vamos para à frente, porque o Fortaleza tem que arregaçar as mangas e formar um elenco digno do seu nome e da Série B e estamos torcendo para que não haja baixas, mesmo que temporárias, na nossa diretoria, especialmente por parte do nosso presidente, que possui um grande carisma e tem uma grande empatia com a torcida. Deus está no comando e por, certo, o iluminará para que tome a melhor decisão.

 

Pensamento do Dia - Gente que colore os dias da gente com carisma e carinho. Gestos sinceros que eternizam a sorte de tê-las por perto. (Alexsandra Zulpo).

 

Por hoje c’est fini.      

 

  

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.