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EM ACONTECENDO A RENÚNCIA SÓ TEMOS QUE AGRADECER AO PRESIDENTE EDUARDO GIRÃO.

 

Não digiro bem o termo renúncia, mas, infelizmente ele vem sendo pródigo na história recente do Fortaleza. Acredito que não esteja pecando por omissão ou incorrendo no erro de esquecer nomes ao relembrar que renunciaram os presidentes Marcelo Desidério em 2008, Lúcio Bonfim em 2009,  Paulo Arthur em 2012 e Jorge Mota em 2017.

 

Independentemente dos motivos que lavaram os nossos mandatários-mores a renunciar, é bom que se frise que todos eles prestaram relevantes serviços ao clube e praticamente em todos os casos os renunciantes colocaram em primeiro lugar os interesses do Fortaleza, isto porque ao renunciarmos a um cargo estamos abjurando das nossas convicções e dos nossos sonhos.

 

A renúncia é uma decisão unilateral e pessoal que reputo, por todos esses motivos e até por uma questão de brios, como das mais dolorosas e de modo especial quando desistimos de presidir o clube que amamos, isto porque todos nós temos uma pontinha de vaidade e por certo queremos deixar um legado de realizações e de conquistas pessoais, dos quais os nossos familiares, amigos, a sociedade na qual estamos inseridos e os que  acompanham a nossa trajetória possam se orgulhar.  

 

A renúncia de um cargo ou de um projeto de vida representa para nós uma espécie de suicido, isto porque no suicídio o ser humano desista da vida e na renúncia, desiste e mata os seus sonhos. Posso estar sendo repetitivo, contudo, ninguém renuncia de bom grado ou com a felicidade estampada no rosto. São as circunstâncias que levam as pessoas a esse ato extremo.

 

As notícias dão conta de que o nosso presidente estará na   tarde de hoje apresentando publicamente, a sua renúncia. Ainda reluto em acreditar, contudo, nos diz os ensinamentos populares que cada um sabe de si e que se quisermos compreender o nosso semelhante temos que nos colocar no seu lugar e sentir as suas dores.

 

O presidente vem tendo muitas dificuldades para conciliar a sua gestão no Fortaleza com os interesses da família, que reside nos Estados Unidos, e que precisa do seu apoio presencial, até porque, pelo que sei, tem filhos adolescentes, um período difícil da nossa existência, em que o apoio dos pais é fundamental, especialmente em termos de apoio moral para que possam, a partir de uma base familiar sólida, escolher os caminhos que devam seguir.

 

Dentre as missões que nos são determinadas por Deus, zelar e cuidar com desvelo da família, seguramente é a maior e mais sacrossanta.

 

Alguém já disse que “Deus criou a família para ser unida, protegendo e fortalecendo cada membro. Uma família unida, guiada por Deus, é uma grande bênção! Os laços de família são muito fortes. Deus abençoa a família de quem é fiel a ele. Crescer em uma família que ama e serve a Deus é um grande privilégio. Os pais devem ensinar os filhos sobre Deus e os filhos devem honrar os pais. Todos devem ajudar os membros mais fracos e vulneráveis da família. A família é o lugar ideal para refletir o amor de Deus”.

 

Dirigir um clube como o Fortaleza é uma missão muito árdua e difícil, isto porque, por mais que o cidadão se   dedique o clube de corpo e alma, ainda assim não consegue contentar a todos e a tarefa fica muito mais complicada quando não se tem a presença familiar para nos confortar nos momento difíceis. Por vezes as dificuldades se dissipam e ficam infinitamente menores diante de um sorriso de um filho, do ombro amigo da esposa, que são os nossos muros de arrimo.

 

Em acontecendo a renúncia, que por certo nos entristecerá, temos que agradecer ao presidente Luiz Eduardo Grangeiro Girão, por ter chegado ao Fortaleza num momento de dificuldades do clube, fazendo brotar a esperança no semblante e no coração de todos nós.

 

Com um time tido como modesto, graças a essa confiança que se enraizou em todos nós,   conseguirmos o acesso. Graças a uma administração profícua, tendo por base a união e o amor ao próximo, não apenas em palavras, mas em ação e o perdão ao Clodoaldo corrobora com a nossa assertiva, o futuro se nos apresenta mais brilhante.

 

O presidente Eduardo Girão se junta a uma plêiade de grandes tricolores, que deixaram os seus nomes na história, razão maior do nosso agradecimento. O que temos de bom é que o presidente deixa o cargo, nas não está renunciando do projeto do Fortaleza no seu centenário e, mesmo à distância continuará dando o seu apoio inestimável ao clube.

 

A sensação, de certa forma, em acontecendo a renúncia, será de perda, ao passo que nos reconfortamos por saber que o presidente estará mais feliz junto dos seus familiares, sem no entanto esquecer o Fortaleza. Temos a certeza de que nas festividades do centenário o presidente estará presente, para receber os nossos abraços, os nossos agradecimentos e as honrarias e homenagens que lhe são devidas. Já dizia José Américo de Almeida que “nos caminhos da volta ninguém se perde”, principalmente quando se está voltando para o seio da família. Presidente, seja feliz!

 

Na eventualidade da renúncia,  necessária para que não haja solução de continuidade no staff, ou uma espécie de comando duo, de acordo com o artigo 100 do estatuto, assume o primeiro vice–presidente, no caso o Marcelo Paz, grande tricolor e amigo pessoal do presidente Eduardo Girão, ponto importante para que a sua administração receba o apoio de todos os tricolores, que devem permanecer unidos, em torno do projeto maior clube.

 

Para que fiquem bem claro, vez que existem pessoas falando em eleições, estas só aconteceriam, conforme ocorreu como o Jorge Mota, se renunciassem também os vices, quando de acordo com o artigo 101, assumiria o presidente do Conselho Deliberativo, que convocaria novas eleições no prazo de trinta dias, de forma que o staff diretivo do Tricolor não sofrerá, em havendo a renúncia,  solução de continuidade.

 

Pensamento do Dia – Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de natal é a presença de uma família feliz. (Autor Desconhecido).

 

Por hoje c’est fini.   

 

   

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.