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QUER UM FORTALEZA FORTE? SEJA SÓCIO!

 

O Fortaleza no ano do centenário tem dois objetivos que reputo como da mais elevada monta: Ser campeão estadual, o campeão do centenário e ascender à Série A, meta que, além de se constituir num grande feito, uma vez que representaria uma grande e progressiva ascensão, posto que o Tricolor sairia incontinente da C para à B e da B para à A.  Seria um presente de aniversário para esta torcida tão fiel e tão leal que, nos últimos oito  anos,  não teve muito o que comemorar.

 

As perspectivas no momento não são das melhores. O clube praticamente desmontou uma equipe que, em que pese ter conseguido o acesso,   em momento algum foi unanimidade junto à torcida, exatamente pela sua irregularidade durante o ano. A última foi emblemática, posto que não há explicação no campo real para definir um time que elimina o Ceará, com jogadores titulares na Série B, que tinha medalhões como o Ricardinho e o Magno Alves e cai para a modesta equipe do Floresta.

 

Essa mesma equipe, como pouquíssimas alterações, sucumbiu no Cearense para o modesto Ferroviário, a bem da verdade um time feito às presas; foi um fiasco na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil foi eliminado pelo modesto São Raimundo, da cidade de Santarém, que nem divisão tem.

 

 

Como se diz popularmente, pelamos um porco ao conquistar a classificação com um time que não inspirava confiança. Não tenho dúvidas de que foi fruto de muita reza, de muito joelho no chão  e,  sobretudo, um prêmio pela fé do nosso ex-presidente, Eduardo Girão, que conseguia contagiar a todos com a sua campanha de união e com a sua bandeira da solidariedade e da fraternidade. Mercê desse posicionamento os jogadores se sentiram parte deste sonho e na busca desse objetivo superaram as suas próprias fraquezas.

 

Agora, no entanto a história é outra. Para que o Fortaleza consiga conquistar os seus dois principais objetivos neste importante projeto do Centenário precisa contratar bons valores e isso demanda dinheiro. O ideal é que não fosse repetida a mesma situação do início desse ano em que o elenco foi se formado ao longo das competições.

 

Muitos críticos, alguns dos quais que jogam para a plateia, na busca incessante de audiência por quaisquer meios, atribuíam como erro da diretoria, como falta de competência no ato das contratações.  Sabemos, entretanto, que faltava dinheiro. Sempre alertamos que o Fortaleza, e os que nos acompanham são testemunhas, estava sem qualquer renda desde outubro do ano passado, mas as despesas continuavam quase as mesmas, especialmente aquelas advindas das negociações tributárias.

 

Sabendo onde está o problema, que é de ordem econômico-financeira, pois o clube ainda trabalha no vermelho e não conseguiu a autossuficiência financeira, há que se encontrar soluções para evitar que passemos pelas mesmas vicissitudes deste ano. Equilibrar as finanças não é um problema só do Fortaleza, mas do futebol brasileiro, agravado pela crise de uma recessão, que ainda vai perdurar por algum tempo.

 

Nesse caso há que se trabalhar em dobro, conseguir boas parcerias e, sobretudo, e acima de tudo, alavancar o sócio torcedor.  Ontem terminamos o dia com uma carteira de 12.662 sócios adimplentes, o que é relativamente pouco, em se considerando que a média líquida por sócio gira em torno de R$. 40,00, suposição minha, vez que não tenho essa informação de modo oficial.

 

Multiplicando-se esse valor de R$. 40,00 pela quantidade de sócios, encontrar-se-á um montante liquido de R$. 506.480,00, que é insuficiente para cobrir o custo Fortaleza, quanto mais para custear e garantir as contratações necessárias.

 

O problema maior se configura pelo fato de que o Cearense é deficitário, pois ainda não aprendemos a vende-lo como São Paulo o faz e exatamente num período em que o Tricolor tem que formatar um time competitivo, capaz de conquistar o título do Centenário. Ademais, os indícios são de que enfrentará um adversário cheio da grana, em decorrência da ascensão à Série A.

 

O primeiro passo para angariarmos recursos passa pelo sócio torcedor. Vamos chegar à mesma conta com 20.000 sócios, cujo montante multiplicado pela média de R$. 40,00 nos dará um montante de R$. 800.000,00 que já propiciará ao clube uma estabilidade financeira maior, embora ainda não ideal.

 

Depreende-se, portanto, que chegar a esse montante requer urgência, de modo que esperamos que o Departamento de Marketing do Fortaleza comece a encetar campanhas nesse sentido. Para tanto o modelo de vendas, que passa por distribuir prêmios, ao atingir determinando número, por exemplo, 15.000 sócios, não pode ser descartado.

 

Vemos, por exemplo, nas exibições na televisão, em quadros que apresentam animais adestrados, que estes só desenvolvem as suas aptidões mediante estímulos ou incentivos alimentícios. O ser humano gosta de concorrer, de contar com a possibilidade de ganhar as coisas, em nada diferindo dos irracionais, de modo que criar um sistema de incentivo para os sócios não me parece muito fora de propósitos.

 

Por outro lado, me recordo de um refrão de uma música do Antônio Marcos, que que diz “você também é responsável” e, portanto, o torcedor tricolor também é responsável pela sorte e pelo destino do seu clube. Vamos fazer um mutirão. Que cada sócio trabalhe para conseguir mais um. Que o clube passe a trabalhar mais em cima da sua base de dados, porque muitos que lá estão, deixaram de ser sócios, em função da Série C.

 

Não pretendo ensinar padre nosso a vigário, contudo, para empolgar o torcedor e alavancar o quadro de sócios, e nós que acompanhamos o futebol há mais de cinquenta anos temos ciência disso,  há que ser feita uma ou mais contratação de impacto, pois o torcedor de futebol é diferente de jogador de pôquer, que “paga para ver”.  O torcedor só “paga quando vê”.  

 

Pensamento do Dia – Se quiser conhecer uma pessoa não observe o que ela faz, mas o que ela ama. (Santo Agostinho).

 

Por hoje c’est fini.

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.