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NÃO PODEMOS ELITIZAR O FUTEBOL

 

 

O Fortaleza não está na Copa do Brasil, mas nem por isso  a execrarei publicamente, com frases pejorativas, tais como a afirmação de que “dela participa todo bicho de orelha”. Na verdade a sua formatação pode gerar senões, contudo, a sua filosofia se reveste de suma importância, como elo de integração dos clubes do futebol brasileiro, independentemente do tamanho ou do poderio econômico.

 

Quem a crítica, por certo, desconhece a filosofia dos centros futebolísticos mais adiantados do mundo que, através dessas copas,  buscam promover o intercâmbio entre os diversos clubes desses pais, incluindo-se o incentivo ao futebol amador. A Copa da França, por exemplo classifica dois clubes para os principais torneios da Europa e envolve na sua disputa todo o futebol francês.

 

Participam da Copa da França 7.422 clubes, profissionais e amadores, em jogos eliminatórios únicos, no chamado mata-mata e, não raro, o título vem sendo decidido entre equipes da primeira divisão e equipes de divisões inferiores.  Além da integração dos clubes essas copas contribuem para que os diversos clubes dos países europeus tenham calendário para o ano inteiro.

 

Não posso entender as críticas à Copa do Brasil, oriundas de pessoas, que por motivos não mui bem explícitos, são contrárias à participação de equipes menores, por se tratar, no meu ponto de vista,  de uma tentativa de dar ao torneio  um status elitizado, por parte de quanto teriam que defender o futebol como um esporte popular que, na verdade, se configura como um dos poucos entretenimentos dos menos favorecidos.

 

Torço para que a Copa do Brasil passe a ser um torneio cada vez mais democrático e que, ao invés de 84 equipes, passe a contar com pelo menos 500 clubes, nem que para tanto, nas primeiras fases,  seja adotada a regionalização.

 

O certo é que a CBF tem que passar a se preocupar mais com a saúde e o progresso do futebol brasileiro e não apenas com o tilintar das moedas, ou com o farfalhar das notas nos seus cofres já abarrotados, cujos lucros não são devidamente repassados aos clubes brasileiros, os quais, na sua grande maioria vivem em petição de miséria.  Isso a imprensa elitista não diz.  

 

Reportamo-nos ao campeonato para dizer que o Uniclinic venceu ontem, de virada o Guarani de Juazeiro, no Romeirão, que foi penalizado, uma vez que sofreu o segundo gol aos quarenta e oito minutos do segundo tempo e de pênalti, verdadeiro castigo para quem se encontra em situação das mais delicadas.

 

Em decorrência dessa vitória das mais importantes e oportunas o Uniclinic, que somava os mesmos sete pontos do Horizonte, chegou aos dez e colocou três à frente do seu principal oponente na luta por uma vaga no G-6. Dista quatro pontos do Guarani e  cinco do Tiradentes, numa posição das mais confortáveis, que lhe dar tranquilidade para trabalhar sob um nível menor de pressão.  

 

Terminada a sexta rodada o Maranguape, embora ainda não  matematicamente, se encontra virtualmente rebaixado, enquanto Horizonte, Guarani e Tiradentes lutam para fugir da segunda vaga do descendo, no momento mais a caráter para o Tiradentes, que já ocupa o Z-2.

 

A situação fica ainda mais complicada para esses três clubes, pelo fato de que os mesmo têm paradas indigestas na próxima rodada. O Guarani receberá o Fortaleza, que precisa da vitória para garantir a classificação e a ponta da tabela, que lhe dará vantagens nas fases seguintes. Ademais, o Tricolor, que perdeu para o rival na última rodada,  buscará a todo custo a reabilitação.

 

O Tiradentes jogará contra o Uniclinic, que precisa de mais um triunfo para encaminhar a classificação e em que pese a partida vir a ser disputada no Presidente Vargas, um campo neutro, o Águia da Precabura se configura como o favorito. Se o Tiradentes perder se afundará mais ainda na zona de degola.

 

O Horizonte recebe o Ceará, que vem crescendo de produção à cada rodada e que buscará a vitória, que pode deixa-lo na primeira colocação, ou mais perto dela. Não há outro resultado para o Horizonte que não seja a vitória, pouco provável, haja vista que historicamente tem sido um freguês de carteirinha do Time de Porangabuçu.

 

Pensamento do Dia – É fácil amar os que estão longe, mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado. (Madre Teresa de Calcutá).

 

Por hoje c’est fini.

 

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.