Desenvolvido por:

(88) 9 9776 7362

© 2016 por "Fortaleza Sempre". Orgulhosamente criado com Go Gestor

FLORESTA QUE IMPOR O SAMBA DO CRIOULO DOIDO.

31 Mar 2018

 

Estamos diante de uma situação em que o jogo Floresta e Fortaleza virou uma guerra, haja vista que o time da Vila Manoel Sátiro está atirando   para todos os lados na tentativa de atingir e prejudicar o Fortaleza e de levar a insegurança ao   time, como estratégia para reverter o resultado.

 

Iniciou a guerra pelo campo de jogo, uma vez que o seu mando de campo seria exercido no Domingão, inviabilizado em razão do laudo do Corpo de Bombeiros se encontrar vincendo, fato que concorreu para que o Domingão não pudesse sediar a partida.

 

Nesse ponto temos que fazer uma observação, tendo em vista que, em jogos importantes de semifinais, as quais dificilmente deixarão de contar com Fortaleza e Ceará,    aprovar um regulamento sem levar em conta as questões de segurança do torcedor nos estádios,  me parece uma temeridade, ou uma imprudência.

 

Por outro lado uma semifinal jamais deveria ser disputada em estádios pequenos, ou com capacidade abaixo de 10.000 torcedores e, como é sabido, o Domingão foi liberado para receber apenas 3.600 expectadores incapaz, portanto, de receber as torcidas de Fortaleza e Ceará, que estão ente as maiores do Nordeste.

 

O Estatuto do Torcedor, em seu artigo 19 é bem claro com referência as responsabilidades da entidade que organiza a competição e da  entidade  mandante:

Art. 19 -  As entidades responsáveis pela organização da competição, bem como seus dirigentes respondem solidariamente com as entidades de que trata o art. 15 (mandante) e seus dirigentes, independentemente da existência de culpa, pelos prejuízos causados a torcedor que decorram de falhas de segurança nos estádios ou da inobservância do disposto neste capítulo.

 

Com relação aos laudos necessários para que uma praça de esportes seja utilizada vejamos o que diz o Estatuto do Torcedor:

Art. 23. A entidade responsável pela organização da competição apresentará ao Ministério Público dos Estados e do Distrito Federal, previamente à sua realização, os laudos técnicos expedidos pelos órgãos e autoridades competentes pela vistoria das condições de segurança dos estádios a serem utilizados na competição.

 

Ora senhores, se a lei determina que há a necessidade de laudos técnicos para que um estádio seja utilizado, e um dos laudos principais, o do Corpo de Bombeiros  se encontrava vincendo, não tendo mais validade na data de realização do jogo, a FCF, de ofício, já deveria vetar de imediato o Estádio Domingão e transferir a partida para o Presidente Vargas, ou para outro estádio que reunisse condições para recebe-la.

 

O Regulamento Geral das Competições da FCF, para o ano de 2018 é muito claro, no seu artigo 18, com relação à capacitação dos estádios:

Art. 14 – Quaisquer competições somente poderão ser realizadas em estádios devidamente aprovados pelas autoridades competentes nos termos da legislação vigente e deste RGC.

 

O Decreto 6.795/09, no seu artigo 2º, parágrafo 1º    determina   quais são os laudos essenciais para que uma praça de esportes seja considerada apta a funcionar:

§ 1o Os laudos técnicos, que atestarão a real capacidade de público dos estádios, bem como suas condições de segurança, serão os seguintes: Ver tópico (8 documentos)

I - laudo de segurança;

II - laudo de vistoria de engenharia;

III - laudo de prevenção e combate de incêndio;

IV - laudo de condições sanitárias e de higiene.

 

A proposta do dirigente do Floresta sugerindo que o laudo do Corpo de Bombeiros fosse prorrogada por 30 dias, não deveria nem ser considerada por insana, posto que, seria uma irresponsabilidade daquele órgão concordar com a prorrogação da validade de um laudo sem que fossem efetuadas as devidas vistorias, que não podem ser feitas de relance, mas criteriosamente, com o fito de verificar in loco as reais condições do estádio.

 

Por hoje c’est fini.

 

Obs.: O termo “crioulo” tanto pode se referir a negros quanto a brancos, não sendo nenhuma afronta à raça negra.

 

 

 

 

 

Please reload

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Instagram Social Icon
POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.