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RETORNOS E MUDANÇAS

19 Sep 2018

RETORNOS E MUDANÇAS

 

 

Pelo que fui informado a crise no Fortaleza é técnica uma vez que tudo está dentro da normalidade e para crises de desempenho não há outro caminho que não seja o da mudança. Mudar também é delicado, porque o treinador, de repente, não pode fazer alterações num time inteiro, sob pena de comprometer o entrosamento e por extensão o rendimento.

 

Teremos mudança natural na zaga, com a volta do Jussani e diante da suspensão do Ligger o Rogério terá que escolher entre duas opções, Roger Carvalho ou Adalberto, tudo indicando que o Roger continuará como titular. Não sabemos a quantas anda o Adalberto, mas com certeza goza de um grande conceito junto à torcida.

 

É um jogador que vem passando por uma fase de contusões repetitivas e recidivantes, mas tem a admiração da torcida por ser raçudo, por dar o sangue à cada partida, encarnando o espírito de garra que sempre foi a principal virtude dos grandes craques tricolores, que fincaram o pé na nossa história.

 

No meio de campo vem o problema maior, para o qual, em parte, pode haver solução.  Todos nos   arvoramos de ter conhecimentos técnicos e de querer meter o bedelho onde não somos chamados, contudo vou arriscar alguns palpites, que nem sei se acerca dos quais, conto com a concordância de todos.  Vou ousar.

 

Antes de mais nada o sistema defensivo tem que manter o foco, pois diz o ditado popular que “se cochilar o cachimbo cai”.  Foi assim nos últimos gols e contra o Sampaio não fugiu à regra. O Felipe perdeu uma bola que estava totalmente sob o seu domínio, aliás não é a primeira vez, originando o contra-ataque rápido que redundou no gol sampaiense.

 

O atacante penetrou pela esquerda, por onde sofremos cerca de noventa por cento dos últimos gols, o Tinga e o Ligger perderam para o atacante na velocidade, o qual chutou, a bola se chocou com a  trave e,  por pura falta de sorte, bateu nas costas do Boeck, que não teve culpa alguma, sobrando para o atacante completamente livre marcar um gol que, indiscutivelmente,  foi o mais fácil da sua carreira.  

 

Infelizmente a nossa defesa estava desatenta, especialmente no que tange à cobertura do goleiro, posto que o nosso zagueiro, pareceu-me o Roger Carvalho, se encontrava atrás da linha da bola. O Boeck, demonstrando um elevado poder de recuperação ainda se jogou n rebote, tentando evitar o gol, contudo em vão.

 

Estou narrando esses lances não para criticar esse ou aquele jogador, mas para deixar patente que o nosso sistema defensivo tem que mudar na sua  maneira de marcar. Tem que fazer como as demais equipes, que não deixam os adversários respirar e para as quais não há bola perdida. “Tem que morder mais” e fungar no cangote, como se diz no “futebolês”,  ao invés de ficar marcando à distância e apenas cercando.

 

A volta do Marlon, que é um atleta-operário e muito dedicado e de muita obediência tática,  deve dar mais consistência ao setor, que deve ter o Derley e o Felipe, ou o Bonilha. A propósito o Felipe é um bom jogador, mas não pode negligenciar. Por fim completando devemos ter o Dodô, por quem torço para que volte a ser aquele jogador importante nesse esquema tático.

 

                                                       Gustavo precisa ser melhor municiado

 

Tendo esse tripé como suporte o Dodô deve jogar mais próximo do ataque, principalmente para que o Gustavo não fique tão solitário. Acho que o ideal seria prender mais o Derley e liberar os laterais para que o Gustavo volte a ser o destinatário dos cruzamentos, pois quando isso acontecia com frequência foi mais produtivo e, os gols surgiram naturalmente.

 

No meu ponto de vista e sem querer ensinar padre nosso a vigário, mexer no posicionamento de algumas peças, às quais já me reportei, seria importante, para voltarmos a ter aquela dinâmica responsável por essa excelente campanha.  

 

Ressalte-se que para o  Rogério voltar ao 4-3-3,  prescindindo de um meio-campista,  teria que descobrir um jogador que se assemelhasse às características do Edinho, que jogava praticamente de intermediária a intermediária, ajudando o meio de campo e ainda por cima municiando o ataque em velocidade e até fazia gol.

 

Não tenho bola de cristal, mas acredito que o Rogério deverá promover mudanças em alguns setores, afora o miolo da zaga, no qual as alterações são naturais. Acho que vai mexer na lateral, nem que seja no segundo tempo, especialmente quando o Tinga demonstrar cansaço.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.