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ZÉ PAULO, “O TOURO DO TOBIAS”,  É HOMENAGEADO,  COM MUITA JUSTIÇA, PELO FORTALEZA.

                 Gildo (presidente do Leões 100) - Zé Paulo - Dr. Rolim Machado (Vice-presidente do Fortaleza)

 

 

ZÉ PAULO, “O TOURO DO TOBIAS”,  É HOMENAGEADO,  COM MUITA JUSTIÇA, PELO FORTALEZA.

 

Sou um dos defensores da teoria de que devemos prestar homenagens aos bons   profissionais e, vez por outra,  tenho indicado nomes para receber o reconhecimento do Fortaleza pelos serviços prestados ao clube,  por grandes jogadores da nossa história, até porque todo ser humano gosta de ter o ego massageado e de ver o seu trabalho reconhecido.

 

A homenagem, indiscutivelmente   contribui para elevar a autoestima e para fazer com que o homenageado se sinta importante e, por traduzir ainda, uma mensagem significativa com referência às relações de trabalho,  isto porque representa uma ruptura com o  modelo de gestão arcaico,  que avaliava que o trabalho  desempenhado por cada um não era mais do que a obrigação”.

 

Enveredando pelo nosso caso, o futebol, a história é pródiga em nos mostrar que muitos jogadores tricolores foram capazes de doar o suor e o sangue para que o Tricolor chegasse às conquistas memoráveis, defendendo o clube com alma, numa relação de amor, muito além das relações pecuniárias.

 

Por essa razão defendo a premissa de que no Pici deveria ser implantada a “CALÇADA DA FAMA”, com dois setores, objetivando prestar um preito de reconhecimento e gratidão, não apenas aos nossos jogadores, mas também e sobretudo, aos grandes tricolores que se dedicaram ao clube de corpo e alma e que foram peças fundamentais na construção da sua grandeza.

 

O primeiro setor,  denominado de   “calçada da fama póstuma”, seria destinado a  prestar  reconhecimento e gratidão aos nossos ícones que partiram para  outra dimensão, a espiritual,  e que se inserem no panteão dos grandes heróis tricolores.

 

O segundo denominar-se-ia “calçada da fama contemporânea”, tendo como escopo distinguir com um  preito de reconhecimento e gratidão, em vida,  aos que prestaram e prestam relevantes serviços ao Tricolor, dentro e fora das quatro linhas,  e que ainda se encontram no plano físico ou material. Por que não?  Com a palavra o Conselho Deliberativo. 

 

Dentro desse diapasão e dando sequência ao processo de resgate da memória tricolor, o Grupo Leão 100 homenageou,  nesta sexta-feira,  mais um grande ícone do clube, indiscutivelmente um dos melhores zagueiros do Fortaleza, de todos os tempos,  que  tive o privilégio de ver jogar.

 

Zé Paulo, o Touro do Tobias, apelido recebido em razão da sua raça e do fato do seu genitor, o senhor Tobias, ser o dono de uma vacaria nas imediações do Pici. O nosso ilustre homenageado substituiu outro grande zagueiro e pouco lembrado, o piauiense Sanatiel, que defendeu as nossas cores no tempo do semiprofissionalismo.

 

Reportamo-nos a um tempo no futebol, bucólico e romântico, em que os jogadores vestiam,  durante toda a carreira,   apenas uma camisa, ou no máximo duas, incluindo-se a do clube formador e jogavam por amor.

 

José Paulo Gomes, mais conhecido como Zé Paulo,  nasceu na cidade de Fortaleza no dia 14 de junho de 1944 tendo 75 anos e um vigor físico impressionante, tanto pelo fato de ter sido um atleta que se cuidava, ou de elevado senso profissional, como pela compleição física privilegiada e pela profissão abraçada após encerrar a carreira,  de professor de Educação Física.

 

O Touro do Tobias, um gigante dentro de campo, que também pode ser chamado de “Deus da Raça”, assim como o foi o Rondinelli do Flamengo, defendeu o Fortaleza nas décadas de 60 e de 70 e, com muita dignidade honrou o nosso manto sagrado, merecendo e fazendo jus a todas as honrarias do mundo.

 

Os mais novos podem,  equivocadamente,  fazer a ideia de  que o Zé Paulo era apenas “força física e músculos”, o que não é verdade, posto que o grande zagueiro aliava a sua magnifica força à uma técnica apurada, responsável pela sua grande capacidade de antecipação nas jogadas.

 

Juntava-se a todas essas virtudes e características a velocidade e a capacidade de sair jogando, que lhe davam o status de um zagueiro completo. Não tenho dúvidas de que o grande e incomparável Zé Paulo se adaptaria perfeitamente às exigências do futebol moderno.

 

Foi Campeão cearense pelo Fortaleza em 1964,1965,1967,1969,1973 e 1974 e Campeão do Norte-Nordeste de 1970 e Vice da Taça Brasil de 1968. Jogou ao lado, cada um a seu tempo, de dois dos maiores laterais direitos da história tricolor, Mesquita e Louro e foi substituído pelo Pedro Basílio.

 

Essa homenagem feita com muita justeza foi sugerida por mim ao Dr. Rolim Machado e ao Fábio Marques e apadrinhada de imediato pelo Araújo Coração de Leão e pelo Almir Brito, o Nani, mas por motivos de força maior não pude comparecer à cerimônia.

 

A placa foi entregue pelo Dr. Rolim Machado e pelo Gildo, presidente do Projeto Leão 100 e o homenageado, perdendo a sua tradicional timidez, a agradeceu emocionado e com a voz embargada:

 

- “É uma grande satisfação receber essa homenagem, é um orgulho, uma felicidade que Deus me deu de jogar no Fortaleza. Estou muito emocionado porque joguei no tricolor, fui campeão, e ser reconhecido por defender essas cores é algo inesquecível”.

 

Você merece Zé Paulo!

 

Por hoje c’est fini.

 

 

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.