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FORTALEZA - DERROTA INESPERADA

19 Feb 2019

                                                                      FOTO DIVULGAÇÃO

 

FORTALEZA – DERROTA INESPERADA!

 

Não há muito o que falar sobre a derrota para o Atlético, o que é ponto pacífico é que ninguém a esperava, isto porque, mesmo o Fortaleza não tendo um ataque arrasador, que em 4 jogos assinalou apenas 5 gols, nenhum time apresenta um sistema ofensivo acima da média.

 

O nosso rival em dois jogos tem 6 gols, apresentando maior produtividade, com média de 3 gols por jogo; o Fortaleza tinha 4, média de 2 gols e o Ferroviário 5, média de 2,5 gols por jogo.  

 

Os números mostram sobejamente que nenhum time tem um ataque arrasador, estando todos ali com produções muito parelhas, contudo,  entre os três clubes que ocupam as três primeira posições o tricolor, em termos ofensivos é o menos operante.

 

Quando analisamos o sistema defensivo vemos que o Tricolor em 2 jogos havia sofrido apenas 1 gol, apresentando uma média de 0,5 gols por partida, numa demonstração clara de que o sistema defensivo era o setor mais estável e que infundia mais confiança ao torcedor.

 

O Ceará nesse quesito continua o melhor, com 0 gol sofrido em 2 jogos; o Fortaleza, conforme dissemos, vinha em segundo com 1 gol; o Guarany de Sobral em terceiro com 2 e o Ferroviário, ao lado do Barbalha, em quarto, com 3.

 

Defensivamente vemos   que o Tricolor estava relativamente bem, mas foi exatamente esse setor que complicou na partida contra o Atlético.  O Fortaleza fez 1 a zero num gol relâmpago, mas logo em seguida o centroavante do Atlético, numa bola alçada sobre a área, perdeu a chance de empatar com o gol escancarado.

 

Antes disso o Fortaleza teve a oportunidade de ampliar para dois a zero, mas o Dodô desperdiçou a chance mais clara do time em toda a partida, ao chutar em cima do goleiro.

 

E essa defesa que demonstrava segurança foi a que mais falhou. No gol de empate a bola foi lançada da lateral direita, no campo de defesa atleticano e, nesse lançamento longo, no meio da zaga, o Derley, que tem pouca velocidade, perdeu na corrida para o atacante do Atlético, o Bacabal,  que vendo o Felipe fora do gol, chutou por cobertura, num lindo gol.

 

O Fortaleza continuava mandando no jogo, conforme ocorreu durante toda a partida, mas os contra-ataques esporádicos do time atleticano sempre levavam muito perigo, tanto é que num desses surgiu o segundo gol, que seria o  da virada e da vitória do Atlético.

 

A bola novamente lançada na direita, o Carlinhos furou, sobrando livre para o Danielzinho, que partiu para a área e driblou o Roger Carvalho, com relativa facilidade, chutando cruzado para decretar a derrota tricolor.

 

Nesse ponto pode ser que algum jogador tricolor, que eventualmente leia essas minhas mal traçadas linhas, não goste da nossa análise, mas estamos reproduzindo fielmente o que ocorreu em termos técnicos e agora vamos analisar taticamente.

 

Primeiro que afirmar que não acredito que o Rogério Ceni tenha armado a sua defesa desse modo, colocando-a para atuar em linha e deixando o sistema defensivo sem nenhuma cobertura. Acredito que tenha sido erro de posicionamento, responsável pelos dois gols, posto que em nenhum dos dois lances cruciais havia cobertura.

 

O Dodô, no meu ponto de vista, em que pese ter perdido aquele gol, se houve bem, precisa ganhar mais ritmo e, assim como os demais jogadores, treinar mais cobrança de falta, vez que o Fortaleza tem deixado muito a desejar nesse quesito. Acho que o Rogério deve nomear um cobrador oficial, ou no máximo dois, um para cada lado do campo.

 

Achamos que também houve um erro de posicionamento entre o Ederson e o Júnior Santos. O Junior atuou mais fora da área preparando as jogadas para o Ederson, que é baixinho, indiscutivelmente tinha que ser o contrário.

 

Nesse ponto continuamos insistindo na tese de que, em decorrência do Tricolor não ter um centroavante de ofício, o Junior Santos deveria cumprir esse papel, por ser o jogador de maior porte físico e que tem certa intimidade com a posição.

 

O Ederson por onde passou, especialmente no Atlético Paranaense, foi um grande goleador, mas vindo de trás e penetrando na área em velocidade. Esse, no meu modesto ponto de vista, deve ser o seu posicionamento.

 

Não podemos afirmar que o Fortaleza jogou ruim. Faltava aquele elã que me levou a vaticinar que até mesmo o empate estava muito difícil, isto porque dava para ver nitidamente que a bola dificilmente entraria.

 

Em cerca de três lances a bola ficou no meio dos jogadores do Fortaleza, zanzando entre os mesmos, que não conseguiam chutá-la em gol. É o caso de dizer que se enrolaram com a bola, que parecia escorregadia.

 

Não dar para chorar o leite derramado, porque na quinta-feira já temos um compromisso difícil contra o Bahia, em que o apoio da torcida será fundamental. Devemos esquecer o amargor da derrota e partirmos para frente. O adversário é forte e perigoso, mas acredito num bom resultado do Tricolor.

 

Por hoje c’est fini.   

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.