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FORTALEZA NA FINAL DO CEARENSE!

                         Osvaldo - Felipe Alves e Araruna - Os nomes do jogo (Foto divulgação).

 

 

FORTALEZA NA FINAL DO CEARENSE

 

Iniciarei a análise pela arbitragem do Sr. Rodrigo Avelar, que se houve bem tecnicamente, contudo deixou muito a desejar em termos de disciplina. Nota oito para o primeiro quesito e quatro para o segundo e acredito que todos concordem, a não ser que tenham visto outro jogo.

 

Vejamos as suas principais falhas. Estimamos que a primeira tenha ocorrido aos 13 minutos do primeiro tempo em que o zagueiro pela esquerda do Guarani, o Cleberson, numa lance morto, na intermediária e sem perigo iminente de gol,    entrou com violência excessiva e desproporcional sobre o Ederson.

 

Foi uma entrada por baixo tão violenta que o nosso atleta foi erguido do chão ou levantado, conforme  diz usualmente, e o árbitro nem se quer mostrou o cartão amarelo, quando na verdade deveria ter apresentado o vermelho direto.

 

O mesmo jogador num lance em que o Júnior Santos de costas lutava para dominar a bola, a quem protegia com o corpo, desferiu uma patada violenta no seu   queixo produzindo um golpe que se fosse com a mão seria chamado no boxe de “upper” e mais uma vez não foi sequer advertido.

 

Aconteceu outra jogada violenta perpetrada pelo meio-campista Pedro Henrique, que traduz exatamente a complacência do árbitro em relação à violência generalizada do time sobralense.

 

Presenciei analistas afirmando que foi um jogo fácil de arbitrar porque não houve violência. E o que é isso então, lembrando que fiz apenas um resumo? Será que viram o jogo?

 

Passemos a analisar a partida para dizer que o Fortaleza dominou integralmente, com apenas uns pequenos lampejos do Guarany em meados do segundo tempo, mas conforme frisou o Rogério, faltou intensidade, especialmente nas finalizações, que vêm sendo o pecado da equipe.

 

No primeiro tempo o Osvaldo abriu o marcador, placar que seria definitivo, aos 38 minutos, ao receber um lançamento em profundidade do Bruno Melo que, como se fora meia de ligação, explorou a sua velocidade.

 

Penetrou na área e quase na linha de fundo driblou o lateral de fora para dentro, entortando-o literalmente e praticamente sem ângulo, na saída do goleiro e quase caindo, com muita categoria chutou diagonalmente para consignar mais um golaço e se constituir no “carrasco do Guarany” nessas semifinais.

 

Aos 45 minutos o Júnior, que desperdiçou outras jogadas por falha na condução, fundamento no qual precisa evoluir, fez uma “jogadaça”. Esbanjando categoria driblou dois defensores, deixando o último desconcertado e chutando no canto, ensejou que o Douglas praticasse uma grande defesa.

 

Com a ponta dos dedos espalmou a bola  chutada rasteira e com uma certa força que, caprichosamente saiu pela linha de fundo. Uma pintura de lance que, se existisse justiça no futebol, mereceria ter resultado em gol.

 

No segundo tempo o Guarany, que andou buscando um pouco mais o ataque, criou um lance perigoso, no qual o atacante entrou praticamente livre pela esquerda da nossa defesa, chutou forte proporcionando ao  Felipe Alves a prática de uma grande defesa.

 

Com muita frieza, calma absoluta,    destreza e um excepcional senso de colocação, ergueu o braço em posição inversa, o suficiente para desviar a bola para a linha de fundo. Uma grande defesa.

 

O Fortaleza passou a criar mais e, consequentemente a perder mais oportunidades. Para resumir o Tinga e o Júnior Santos, cara a cara com o goleiro,  perderam a oportunidade de ampliar o marcador, desperdiçando chances que, conforme se diz no “futebolês até a minha vó fazia”.

 

O Osvaldo não apenas pelo gol, mais pela movimentação, se constituiu no melhor jogador em campo e até o Romarinho, que por muito pouco não fazia dois belos gols, saiu aplaudido, embora precisando conciliar o raciocínio com a habilidade técnica.

 

O Garrincha foi gênio porque, em que pese a excessiva individualidade, sabia o momento de trocar passes, de desconjuntar o marcador e de quebrar os sistemas defensivos.

 

Valeu a classificação, especialmente se considerarmos que o time tem limitações de elenco e inúmeros jogadores no estaleiro.  Para não cometer injustiças o Araruna merece uma moção de aplauso, por ter atuado praticamente sozinho na contenção.

 

Por hoje c’est fini.

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.